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Campo Grande, Sábado, 03 de Dezembro de 2016

07/02/2013 08:09

Com ciclovia pela cidade, Campo Grande pode copiar a revolução das bicicletas?

Paulo Nonato de Souza, de Londres
Ciclista divide espaço com carros em Londres.Ciclista divide espaço com carros em Londres.

Diferente do trânsito de Campo Grande, onde as motos dividem espaço com os carros nas ruas, em Londres são as bicicletas que estão presentes por toda parte, do centro da cidade aos bairros mais distantes. “Aqui bicicleta virou uma febre. Antes nem tanto, mas desde os Jogos Olímpicos de 2012 eles passaram a usar a magrela para ir a todos os lugares, até para ir a uma festa de casamento. Andam na boa, mesmo de terno e gravata”, conta a três-lagoense Ana Maria Alcântara, casada com um colombiano e que há 8 anos vive na capital britânica.

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De fato, o projeto do prefeito londrino, Boris Jonhson, lançado em 2011 e batizado de “Revolução das Bicicletas”, propõe fazer de Londres a capital mundial das bicicletas até 2026 e serve de exemplo até para cidades bem menores, como a capital de Mato Grosso do Sul.

Johnson é o grande incentivador do uso de bicicletas, como alternativa de qualidade de vida, e ele tem fama de não ser do tipo de autoridade que resume a defesa de suas idéias apenas aos discursos. “O nosso prefeito só usa bicicleta ou metrô. É muito comum cruzar com ele de bicicleta a caminho do trabalho na Prefeitura. Muitos já viram e eu também já cruzei com ele na rua. Aliás, ele falava no telefone enquanto pedalava e isso eu não gostei pelo risco de acidente, que é igual a quem fala no celular estando dirigindo um carro”, disse Shirley Wright, natural de Manchester, mas radicada em Londres.

Segundo ela, o prefeito costuma passar pelo bairro de Camden, usando a ciclovia da Euston Road, uma das principais avenidas da cidade, no centro de Londres. Como estou hospedado em um hotel localizado na mesma região, convidei um amigo londrino, também adepto do ciclismo, e fiz plantão durante quase toda a manhã da última quarta-feira para tentar ouvi-lo sobre o fato de ele levar à prática a sua apologia pelo uso de bicicletas,ou apenas fotografá-lo, mas não tive sucesso.

Entre suas propostas de incentivo à população para abrir mão do carro, está o serviço público de aluguel de bicicletas, chamado Barclays Cycle Hire, inaugurado em 2010. Atualmente são mais de 8 mil bicicletas espalhadas pela cidade, com sucesso de uso por londrinos e turistas, até pelo nível de exigência para sair pedalando que é quase zero.

Ponto de aluguel de bicicletas na capital da Inglaterra.Ponto de aluguel de bicicletas na capital da Inglaterra.

Para copiar - Em Londres o aluguel por uma hora custa 1 libra. Não há necessidade de cadastro prévio, o pagamento pode ser efetuado por cartão de crédito internacional e a devolução pode ser feita em qualquer um dos lugares já estabelecidos pelo sistema implantado pela Prefeitura. No Brasil também há iniciativa parecida, patrocinada pelo banco Itaú em grandes capitais, como São Paulo e Rio de Janeiro.

“Só tem um problema: o peso da bicicleta. Tem marcha, tem tudo, mas é pesada. Além disso, os pontos de aluguel e de devolução estão apenas na área central”, reclama a paulistana Ana Luiza Rubiano, há dois anos morando em Londres.

O sistema é resultado de uma parceria entre a Prefeitura e o Banco Barclays, que enxergou na iniciativa uma oportunidade no chamado marketing de responsabilidade socioambiental, associando sua imagem a uma proposta ecologicamente correta.

Assim, a marca da instituição está por toda parte. Bicicleta é a nova esperança da tradutora Márcia Teixeira, radicada há 21 anos na capital britânica, que também aderiu ao movimento da Revolução das Bicicletas. “Acontece que o pedágio de 10 Libras por carro para circular no centro de Londres, em vigor desde 2002, não resolveu o problema do congestionamento na área central. Agora a esperança está nas bicicletas e a base da proposta está na qualidade de vida”, ressaltou.

Quando o pedágio foi lançado, o prefeito da época, Ken Livingstone, pretendia usar a medida para atender dois objetivos: diminuir o tráfego no centro de Londres em 10 a 15% e arrecadar pelo menos 130 milhões de libras anuais. “Na verdade, ele só conseguiu mais dinheiro para o cofre da Prefeitura”, avalia Márcia Teixeira.

Diferenças com Campo Grande - No comparativo com o intenso desfile de motos no trânsito campo-grandense, e um número cada vez maior de acidentes fatais envolvendo motoqueiros, aqui em Londres essa estatística preocupante envolve os ciclistas. “Algumas avenidas são de alta velocidade e ainda não possuem ciclovias. Como o inglês é cumpridor de ordem, ele morre e não circula pela calçada. Nem opta por pagar a multa de 30 libras, paga na hora à Polícia Comunitária”, explica Márcia.

Ao contrário da Capital de Mato Grosso do Sul, onde a implantação de ciclovias parece não ter empolgado a população, as últimas pesquisas encomendadas pelo London Passenger Transport Board, correspondente a nossa Agetran, mostram as regiões que ganharam ciclovias com aumento de mais de 50% de novos ciclistas no horário de pico.

No site oficial consta que a cidade pretende aumentar em 400% o número de ciclistas naté 2025. Além de investir na infraestrutura ciclística, com novas faixas de ciclovias e pontos de paradas, o projeto inclui também campanhas de treinamento e educação sobre as regras básicas para pedalar em segurança.

A brasileira Marcia Teixeira vive em Londres e também aderiu ao ciclismo.A brasileira Marcia Teixeira vive em Londres e também aderiu ao ciclismo.
Ciclovia em Londres com mão invertida, assim como nas ruas e nas estradas.Ciclovia em Londres com mão invertida, assim como nas ruas e nas estradas.



Campo Grande não comportaria um número muito grande de bicicletas. Os ciclistas que já temos têm dois grandes problemas: ou não andam na ciclovia, não sei por qual motivo, mas resolvem andar ao lado dela, na via; ou respeitam toda a sinalização, mas nas grandes áreas em que não há ciclovia, não são respeitados pelos motoristas. Muito triste.
 
Fernanda Lins em 08/02/2013 07:50:11
Seria muito bom se a ciclovia não fosse interditada pela presença de pedestres. É muita gente sem noção ou se fazendo de besta, sinalização não falta!!!
 
telson faraday martinez junior em 08/02/2013 01:09:54
sou ciclista de speed, vou para o trabalho todos os dias de bicicleta ida e volta 25 km, e impossível pedalar nas ciclovias com segurança com tantas pessoas caminhando alem dos garrafas de bebidas que os motoristas mal educados quebram nas ciclovias, danificando com frequência os pneus da bike, com isso fui obrigado a pedalar no acostamento ao lado dos veículos diminuindo a minha segurança. mais respeito com os ciclistas, de bike colaboramos com o meio ambiente e ainda diminuímos a frota de veículos nas nossas ruas e avenidas e melhor ainda faz bem para a saúde! consciência cidadão!
 
edson clemente dias em 07/02/2013 20:43:04
O que falta na nossa cidade é orientação para pedestres e ciclistas, falta projetos de educação no trânsito, principalmente nas escolas que a maioria dos ciclistas são jovens, então se não houver educação não haverá respeito de pedestres e ciclistas.
 
Pablo Chaves em 07/02/2013 20:20:46
Penso que a onda das bicicletas deve durar até o momento em que os marginais começarem a descobrir mercado para as peças deste veículo, não preciso nem citar o perigo em relação ao trânsito! Reage MS!, Temos que endurecer as leis !! Me sinto mais seguro diante de um bom programa do canal fechado pedalando a minha bicicleta ergométrica ou correndo na esteira em um ambiente climatizado. Sou otimista e tenho grande esperança!
 
Antonio Barbosa em 07/02/2013 19:31:54
Já vi motoqueiro andando pela ciclovia da Duque de Caxias à noite (20h00) para escapar dos radares. Só não fui atropelado porque estava parado no gramado ao lado.
Está faltando policiamento em toda aquela extensão. Basta a reportagem deste jornal ficar algumas noites por lá, vai faltar espaço para publicar fotos mostrando as barbaries cometidas por madames com seus cachorrinhos cagando na pista, criancinhas correndo, e ciclistas tentando desviar dos cocôs e das criancinhas.
 
Luís cláudio em 07/02/2013 19:21:20
eu mesmo ja arranjei varias treta porque tinha gente andando empurrando as bike na ciclovia e gente andando de apé. Mil grau.
 
Eduardo Sabonete em 07/02/2013 19:09:29
ciclovia sim,mas deveria haver fiscalização pois existem ,muitos ciclistas que usam a via do automóvel ao invés da ciclovia, exemplo Av.Duque de Caxias.
 
Cristiano Costa Gonzaga em 07/02/2013 16:33:31
Tenho que concordar com varios comentarios acima. Uso a bicicleta no inverno, por ter temperatura mais amena e menos chance de chuva. No verão é carro. No entanto, os pedestres, principalmente na Av. fabio Zahran (entre Atacadão e Salgado Filho; não tem calçada) especialmente a partir das 17:30 não deixam bicicleta passar, uma vez quase apanhei, literalmente. É um absurdo, e a policia de transito bem poderia resolver com isso uma chuva de multas a pedestres. Em outras avenidas o meio fio não é rebaixado, assim sendo dificil de entrar na ciclovia a partir de uma rua lateral. Na Via Park isso é o principal motivo das pessoas pedalar na via (la, o calçado é bom, o que reduz o problema com pedestres). Mas um dia Campo Grande chega la, um dia o povo vai ser mais educado...
 
Marcos da Silva em 07/02/2013 13:50:30
SE É CICLOVIA É PARA BICICLETAS !

VAMOS CRIAR A PEDESTREVIA !

SERIA ÓTIMO SE AS CICLOVIAS EM CAMPO GRANDE, FOSSEM PARA AS BICICLETAS,
MAS, O QUE VE SÃO PESSOAS FAZENDO CAMINHADA, MÃES ANDANDO COM CARRINHOS DE BEBÊ, PESSOAS CAMINHANDO COM SEUS CACHORROS, PESSOAS ANDANDO DE SKATE E ALGUNS CICLISTAS TENTANDO PEDALAR EM MEIO A TUDO ISSO, NUM ESPAÇO CRIADO PARA ANDAR DE BICICLETA !
O PIOR É QUE ALGUNS CICLISTAS DESISTEM DE ANDAR NA CICLOVIA POR TODOS ESSES PROBLEMAS E VÃO PELAS VIAS ONDE CIRCULAM CARROS, MOTOS, ÔNIBUS, CAMINHÕES, CARRETAS, CAMIONETES, AUMENTANDO O RISCO DE BATIDAS, ABALRROAMENTOS GERANDO O CAOS NO TRÂNSITO JÁ CAÓTICO DE CAMPO GRANDE,MS.

SE É CICLOVIA É PARA BICICLETAS !

VAMOS CRIAR A PEDESTREVIA !
 
FRANCISCO CARLOS ANONI em 07/02/2013 11:46:27
No Rio de Janeiro existem pontos de locação de bicicletas a um preço baixo, pois é subsidiado pelo Itaú, que estampa sua marca nas bicicletas. Em Sorocaba, cidade menor que Campo Grande, há sistema parecido, porém, GRATUITO para usuários do transporte público, utilizando o mesmo cartão de embarque dos ônibus. Detalhe é que a "malha cicloviária" de Sorocaba é maior que a de Campo Grande.
 
Paulo Medeiros em 07/02/2013 11:12:03
A idéia é bastante interessante. Talvez não seria o ideal para a locomoção para o trabalho, pois o clima realmente não contribui. Mas para os diversos outros destinos uma ótima opção. Mas o que eu realmente não compreendi foi a via construida em "zig zag" na Av. Afonso Pena que, sinceramente, torna quase que inviável sua utilização como via de locomoção. Imagino o cidadão tendo que ficar fazendo todas aquelas curvas, sendo que poderia perfeitamente, e com muito mais agilidade, percorrê-la em linha reta, que é o caminho mais curto para se chegar a algum lugar!! Gostaria muito de entender o raciocínio do engenheiro responsável, uma vez que o proprósito seria facilitar a locomoção pelos ciclistas e agilizar o trânsito!
 
Silvia Portilho em 07/02/2013 11:05:09
No início do ano assustei com a balança e decidi assim a vir trabalhar de bicicleta já no final de janeiro, no início 2 vezes por semana e agora todos os dias, em menos de um mês perdi 4Kg com as pedaladas o que me motivou ainda mais. Tem hora que o desânimo ou a preguiça aparecem, mas o jeito é não dar trela e levantar um pouco mais cedo e encarar a magrela.
Hoje já me sinto mais disposto e ativo, além de economizar uns R$ 10,00 por dia que gastaria vindo de carro e não pensem que pedalo pouco, pois são 26 Km diários entre ida e vinda.
Pena que os motoristas de Campo Grande não aprenderam a respeitar o cilcista, todo dia vejo carro em cima da ciclovia (onde existe a travessia nos cruzamentos), buzinada sendo que só ando no canto direito e até fechada, mas está valendo a pena!
 
Endrigo Capobianco em 07/02/2013 09:18:02
Espero que com esse trânsito horrivel, possamos repensar nosso meio de transporte, e usar a magrela sem constrangimentos. Desde, é claro que tenhamos espaços respeitados pelos Senhores motoristas e motociclistas, não é?. Confesso, que tenho pensado muito em trocar o carro por bicicleta, o que seria ótimo para o bolso e para a saúde.
 
Leda Belliard em 07/02/2013 09:13:13
Com a implantação das ciclovias, ao meu ver falta ainda um último incentivo ao uso das bicicletas: Bicicletários.

Não adianta a pessoa sair de casa e não ter onde deixar a bicicleta no trabalho. Além disso, pedalar é uma atividade fisica, e como em qualquer atividade física, as pessoas transpiram, daí também surge a necessidade da existência de chuveiros junto aos bicicletários.

A exigência de bicicletários (com uma proporção de 5 vagas de bicicletas para cada vaga de carro) seria algo a se pensar numa possível revisão do nosso código de obras.
 
Julio Nogueira em 07/02/2013 08:58:15
O problema de CG é falta de educação no trânsito, vou ao trabalho de carro, mas uso a bicicleta para exercitar-me após o expediente, é incrivel o desrespeito ao ciclista, até mesmo pelos pedrestres, que caminham conversando lado a lado nas ciclovias, na orla morena, os pais e seus pimpolhos acampam em cima da ciclofaixa e por aí vai, os motoristas então, deixa pra lá.
 
Mathias Hanns em 07/02/2013 08:56:48
A idéia é muito boa, porém o nosso clima (que está cada vez pior) vai dificultar nossa locomoção. Hoje em dia logo de manhã já está um calor imenso. Imagina você chegando no serviço todo suado e você tem uma reunião importante daqui a 10 minutos?
 
Flávio Tsujisaki em 07/02/2013 08:53:51
A ideia é bem vinda, só falta a educação dos motoristas! Se a população colaborar muita coisa pode melhorar na nossa cidade, nem tudo depende dos nossos politicos e sim das iniciativas da população!
 
Fernanda Gomes em 07/02/2013 08:53:42
Bom dia Campo Grande!!
O que me impede de andar de bicicleta, são: Pavor dos motoristas que ainda não respeitam os outros, muitas ladeiras na cidade e o sol escaldante. Em Londres é frio. Vc pode pedalar e não vai chegar suado a seu destino. Em CG, cinco minutos pedalando e... estaremos encharcados.
 
Francisca Mesquita em 07/02/2013 08:49:50
Discordo. Acredito que as ciclovias estão sim sendo utilizadas pela população. Cabe ao poder público campanhas de insentivo e divulgação da viabilidade ao uso deste meio de transporte. OUTRO PONTO ME ME IMPRESSIONA FOI A ADESÃO DOS CIDADÃOS DE CAMPO GRANDE AO RESPEITO A FAIXA DE PEDESTRE, MESMO QUE COM A CAMPANHA PARCA E MAL FEITA A MUDANÇA DE COMPORTAMENTO É VISÍVEL. PARA UMA CIDADE QUE A BEM POUCO TEMPO NÃO DAVA CONTA DE PINTAR FAIXAS NEM NAS PRINCIPAIS RUAS OS MOTORISTAS RESPONDERAM RÁDIPO E EDUCADAMENTE.
 
ANDRE SALGADO em 07/02/2013 08:42:56
as ciclovias ajudam bastante para a integração das bicicletas no transito de nossa cidade!!! Já algum tempo venho sentindo o desenvolvimento do cidadão no trasito, dando passagem ao ciclista!!! A unica coisa que ainda não pegou é educação de alguns pedrestres que usam a ciclocia para fazer caminhada e andam enfileirados lateralmente entre 3 ou 4 pessoas travando o transito de bicicletas, e pessoas que largam seus filhos menores de até 5 anos pedalando sozinho sem qualquer noção de transito, podendo assim causar um acidente!!! Mas já esta bem melhor!!!
 
paulo giovani em 07/02/2013 08:21:17
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