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Campo Grande, Sábado, 03 de Dezembro de 2016

08/08/2015 07:34

Com participantes cinquentões, clube de leitura completa dois anos pela amizade

Naiane Mesquita
Clube de Leitura foi criado para promover uma discussão saudável sobre literatura e ainda criar novos laços de amizade (Foto: Vanessa Tamires)Clube de Leitura foi criado para promover uma discussão saudável sobre literatura e ainda criar novos laços de amizade (Foto: Vanessa Tamires)

Quem vê de fora imagina que tudo não passa de uma reunião de amigos. O clima é amistoso, alegre e quase sempre você escuta uma risada mais animada.

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Há vinho, água, cerveja e o que mais for interessante para quem está presente. Na hora dos quitutes todos colaboram também. É capaz de até surgir uma pizza no meio do encontro. Tudo estaria dentro dos conformes se não fosse um clube de leitura.

De livro mais sensível a biografia, tudo entra na lista do clubeDe livro mais sensível a biografia, tudo entra na lista do clube

A ideia que surgiu de um encontro entre as amigas, a dentista Marina Brita e a psicologa Maria Valderez Rasslam, ganhou proporções e hoje encanta cerca de 20 pessoas, que se reúnem com frequência para debater produções literárias das mais variadas fontes.

“Tudo começou com uma conversa sobre o Livro do Amor, de Regina Navarro. Começamos a conversar sobre o livro, os questionamentos que surgiam sobre amigas, mulheres, seus problemas e sentimos aquela necessidade de continuar com esse diálogo. Foi então, que tivemos a ideia de clube”, afirma Marina.

No início, os encontros eram realizados em um café, mas com o fechamento do estabelecimento, o jeito foi tornar a casa da dentista o quartel general. “Isso foi em julho de 2013. Faz dois anos e resolvemos até fazer uma festa para comemorar. Nesse tempo passaram muitas pessoas, algumas permaneceram, outras viram que não era a delas. Nós somos muito democráticos quanto a presença”, explica.

 

As idealizadoras do clube Marina e Maria começaram as reuniões em um café, até a dentista ceder a casa para os encontrosAs idealizadoras do clube Marina e Maria começaram as reuniões em um café, até a dentista ceder a casa para os encontros

A maioria dos participantes são pessoas na faixa dos 50 anos. Para Maria Valderez, o clube surgiu como uma forma de suprir essa dificuldade de manter as relações de amizade nessa faixa etária da vida.

“Aqui todo mundo já criou os seus filhos, está em outra fase da carreira, da vida. Entra muito a questão da afetividade, de ter com quem dialogar. Aqui, eu sei que posso contar com todos. É um elo de efetividade”, acredita a psicóloga.

Na lista de profissões que participam do grupo tem de tudo, até delegada. Regina Márcia Rodrigues Mota, da Corregedoria Geral da Polícia explica que além das leituras, o grupo também sai para consumir outras artes.

“A gente se reúne para ir em exposições de arte, em sessões de cinema. Esse livro de agora estamos esperando todo mundo terminar, para poder ir ver o filme”, explica.

Os encontros não tem dia fixo, sempre esperam que cada um termine o livro Os encontros não tem dia fixo, sempre esperam que cada um termine o livro

Outro psicólogo do grupo e indicador de livros que ninguém gosta, Rômulo Said Monteiro, 61 anos, acredita que a literatura se tornou um excelente pano de fundo para os encontros. “Tem gente que se reúne para tomar tereré em frente de casa, a gente não faz mais isso. O clube de leitura se tornou um pano de fundo legal. Eu e uma colega daqui, a Sônia também participamos de um grupo de corrida, que tem a mesma finalidade. Promover essas interações, esses laços”, ressalta.

No dia que a equipe do Lado B visitou o clube, o livro da vez era Geração Beat, de Jack Kerouac, e foi Rômulo que indicou. Em volta do sofá, de forma descontraída todo mundo opina sobre trechos da produção e mantém o encontro animado. Tem quem discorde dos posicionamentos, mas todo mundo adora dividir a opinião com respeito.

Para Marina, o clima é dessa forma pela maturidade dos participantes. “Nós percebemos que estamos em uma fase da vida passageira e rápida. Nós temos que ser felizes né?”.




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