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Campo Grande, Sábado, 03 de Dezembro de 2016

08/03/2013 17:13

Com plaquinhas nas mãos, estudante dá puxão de orelhas no Dia da Mulher

Anny Malagolini
Universitária Ana Vitoria, de 18 anos, foi hoje ao shopping (Foto: Vanderlei Aparecido)Universitária Ana Vitoria, de 18 anos, foi hoje ao shopping (Foto: Vanderlei Aparecido)

Com plaquinhas improvisadas na mão, a universitária de Serviço Social, Ana Vitoria, de 18 anos, resolveu questionar porque é momento de comemorar o Dia Internacional da Mulher.

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Hoje, diante de centenas de atualizações no Facebook sobre a data, Ana se incomodou. Feminista assumida, resolveu erguer as plaquinhas e dizer o que realmente acha importante para a mulher o ano todo, nem rosas nem bombons. “O feminismo não é queimar o sutiã e ir pelada para as ruas protestar”, justifica.

Ao meio-dia, a estudante foi para o Comper e depois para o Shopping Campo Grande, com suas 13 placas de papel A4 e as respostas dela ao real significado do 8 de Março.

Até às 16 horas, cerca de 40 pessoas haviam parado para ouvir o que a garota tem a dizer.

Ela conta que algumas mulheres se emocionaram, outras poucas até choraram, por falta de conhecimento sobre o assunto. O maior susto, diz é descobrir que a violência contra a mulher pode começar dentro de casa.

A experiência reforçou uma certeza: “a sociedade é mais machista do que eu imaginava”, comenta. A constatação ocorre porque nenhum homem acima de 21 anos resolveu conversar com a estudante, somente adolescentes, por conta da curiosidade, e as próprias mulheres.

“O respeito de sexo deve existir todos os dias, a luta contra a violência deve ser diária e por isso vejo importância nisso que estou fazendo”, justifica.

Até ações cotidianas, interpretadas como normais pela maioria, renderam "broncas" da universitária. Mexer com a mulherada na rua, ficar com alguma menina enquanto ela está bêbada, são ações consideradas abusos, o que e surpreendeu os estudantes Leandro Martins, 16 anos, Rafael Queiroz, 17 anos.

Para Rafael, aquele assovio na rua é só uma forma de chegar até às meninas “ Acreditava que mexer com uma menina na rua era legal, que elas sentissem bonitas com isso”, diz pasmo diante do puxão de orelha de Ana sobre o assédio.

Uma das placas exibia a estatística de violência contra a mulher, apontando que 89% dos abusos cometidos por pessoas que fez ou ainda faz parte do convívio, como primos, tios, amigos e ex-namorados.

Assustados com tantos dados e explicações, Leandro nem sabia explicar o que era o abuso sexual, e promete que “vou pensar antes de fazer qualquer coisa com alguma menina”.




Vergonha alheia.
 
José Aristides em 17/03/2013 13:39:28
Gostei da atitude da moça, surpresa seria se essa partisse de um homem. E daí cadê eles q não s manifestam. Discordo de q não tenha nada pra comemorar afinal nos anos 70 a coisa era pior a mulher não tinha voz nem vez hj temos até uma presidenta, tomamos decisões e somos ouvidas, sei q a violência ainda é grande, mas antes era pior. Só não podemos nos acomodar e um passo de cada vez conquistarmos com louvor nosso espaço e respeito dos ''bonitões''. Que Deus abençoe essa moça ricamente pela iniciativa q certamente renderá em vitórias. Sobre o assedio é terrível ver q ainda temos mulheres q querem esse tipo d coisa como elogio e não s dão o devido respeito, desrespeitando a todas e dando aos homens ideias falsas e desonrrosas das mulheres.
 
Raquel Fagundes da Silva em 11/03/2013 10:59:51
Mulheres...
Se ninguem assovia na rua, acha q ta feia, se assovia eh assedio. Vai entender
 
Mauro Matoso em 09/03/2013 01:45:05
Parabéns à moça pela atitude. O que mais incomoda, é pensar no quanto nós mulheres lutamos pelos nossos direitos, igualdade e liberdade, principalmente nos duros tempos da ditadura, e agora, com a luta praticamente ganha, surgem mulheres que estragam tudo, cometendo crimes, e se corrompendo pelo poder. São tantos os casos, que fica difícil enumerar. É um desabafo, mas continuo acreditando em dias melhores para nós mulheres.
 
Hilda França em 08/03/2013 20:34:13
Parabenizo a iniciativa da Ana Vitória!!! Fico muito feliz e esperançosa em saber que existem mulheres tão conscientes e engajadas na superação das desigualdades e violências que as mulheres ainda enfrentam em nossa sociedade. Gostei muito da abordagem que ela escolheu, da coragem e da vontade de dialogar publicamente sobre o assunto. Sou campo-grandense e atualmente moro no Rio. Notícias assim me deixam orgulhosa da minha terra!
 
Juliana Kabad em 08/03/2013 18:54:55
parabéns pela atitude!! Se pelo penos 2% das pessoas fossem às ruas protestar pelas suas ideologias, pelas cosias erradas que vemos, pelos políticos ladrões, etc... não haveria tanta bandalheira solta no Brasil. É muito fácil pisar na cabeça da população brasileira. Ninguém reclama...
 
Fabiano Pontes da Silva em 08/03/2013 18:07:13
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