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Campo Grande, Quarta-feira, 07 de Dezembro de 2016

09/08/2015 07:59

Como não dá para descrever o que é ser pai, fotógrafo retrata o amor em imagens

Paula Maciulevicius
Joaquim e João. Joaquim e João.

João, 34 anos. Joaquim, dois meses completos hoje. Ele pai, fotógrafo e agora um grande aprendiz da vida ao lado do filho. As fotografias mais prazerosas surgem quando o pai não encontra palavras para descrever a sensação de paz e calma que o olhar de Joaquim traz. "Não tem como eu te explicar como uma criança de 2 meses consegue te ensinar tanto..."

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Quando soube da gravidez, João chorou uma semana. Era só o despertar do sentimento mais sublime deste mundo: o amor de pai e filho. "Eu tinha amigos que já eram pais e eles falavam, vai ser a coisa mais louca da sua vida, eu imaginava, mas não... Eu não fazia a menor ideia, hoje eu sei", conta João Paulo Gonçalves.

 

Na maternidade, o primeiro registro do colo que João deu a Joaquim.Na maternidade, o primeiro registro do colo que João deu a Joaquim.

A fotografia faz parte da vida dele e poder juntar as duas coisas é traduzir o que é ser pai em cada clique.

"Na verdade não é só um registro é como se eu parasse no tempo quando faço foto dele". A primeira vez que os olhos de João encontraram os de Joaquim, o pai diz ter ficado em estado de choque, para depois vir a sensação de paz, estar em paz.

João se deu conta de que era pai mesmo quando, em casa, deu o primeiro banho no bebê.

"Foi o momento mais tenso que eu tive come ele, nunca tinha feito isso, mas ele ficou limpinho, cheirosinho". Até a fala do fotógrafo muda ao lado do filho. A atenção se divide entre as palavras e o olhar que se perde ao ver Joaquim dormindo.

"Esse momento mesmo, você fica olhando e passa um monte de coisa na sua cabeça".

Esse momento mesmo, você fica olhando e passa um monte de coisa na sua cabeça. (Foto: João Paulo Gonçalves)"Esse momento mesmo, você fica olhando e passa um monte de coisa na sua cabeça". (Foto: João Paulo Gonçalves)

O trabalho do fotógrafo e cinegrafista sempre foi em cima das histórias das pessoas, das cenas do cotidiano que excluem poses e produção. Com Joaquim, não é diferente. Nas fotos em que João aparece, foi a mãe quem clicou, mas ele quem dirigiu e fez o enquadramento.

"Eu gostaria de poder explicar o cheirinho dele. Uma das coisas mais íntimas que você tem com filho é o cheiro, pelo menos nessa idade que não está falando, está se desenvolvendo ainda..." A fala serve de legenda para as fotos, que parecem conseguir capturar até o cheirinho de Joaquim.

De todo histórico profissional e agora o início do paternal, João fala que ainda não fez sua melhor foto. "Vai acabar sendo a melhor foto do Joaquim, para ele, num momento dele. E eu só quero estar lá, para poder parar o tempo também".

Agora com Joaquim, não é diferente. Não tem pose e nem produção, o retrato é feito a partir do afeto.Agora com Joaquim, não é diferente. Não tem pose e nem produção, o retrato é feito a partir do afeto.
O trabalho de João sempre foi pautado no cotidiano e nas histórias das pessoasO trabalho de João sempre foi pautado no cotidiano e nas histórias das pessoas
É como se eu tivesse esperado toda vida pra te embalar"É como se eu tivesse esperado toda vida pra te embalar"



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