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Campo Grande, Sábado, 10 de Dezembro de 2016

10/06/2016 06:46

Copiadora aberta testa ética de aluno de Direito que paga xerox se for honesto

Naiane Mesquita
Pagamento das copiadoras agora é feito com ética (Foto: Alcides Neto)Pagamento das copiadoras agora é feito com ética (Foto: Alcides Neto)

O universitário pode até resistir, mas sempre vai acabar na fila da xerox. Por sobrevivência nas aulas, a copiadora acaba sendo a melhor saída para dar conta de todos os afazeres estudantis. Foi pensando nessa necessidade que o Diretório Acadêmico Clóvis Bevilácqua lançou uma campanha que melhora a vida dos acadêmicos e ainda testa a ética nas relações.

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A copiadora foi deixada livre, para quem precisar usar e o pagamento pode ser efetuado em uma urna, que fica ao lado. O estudante paga a quantidade que achar justa, sendo que a sugestão é de R$ 0,15.

“Nós já fornecíamos o serviço de cópia para os acadêmicos, normal, igual em outros lugares. Foi então que tivemos a ideia de deixar a copiadora com livre acesso, em uma espécie de auto atendimento, em que o estudante mesmo se atende e deposita o dinheiro na urna ao lado”, explica o presidente do Daclobe, Paolo Casadei, 20 anos.

A ideia deu tão certo, que Paolo jura que as vendas aumentaram e o lucro também. “Pagar ou não pagar fica a critério da pessoa, de ela querer ser antiética ou honesta. O mais bacana é que todo mundo está fazendo o serviço direitinho, pagando certo”, explica.

A sala fica aberta, sendo que não há uma pessoa para cuidar o movimento. “O estudante tem toda a oportunidade de sair sem pagar, mas a galera está agindo honestamente”, frisa.

A decisão reforçou o pensamento do grupo de acreditar na honestidade e na ética.

“Todas as pessoas precisam ser éticas e honestas. Essa responsabilidade aumenta quando você pensa em um estudante do curso de direito, ele tem uma missão redobrada, as atitudades dele tem que partir diariamente. Nosso intuito não é ficar apenas na copiadora, mas trazer várias palestras do tema, sobre ética na profissão, na sociedade, condutas éticas, como o simples ato de tirar a cópia”, acredita Paolo.




Como seria bom se esse exemplo fosse aplicado desde o inicio nas escolas.
 
Marisa Aluchna em 11/06/2016 07:30:15
Ótima dica as escolas de ensino fundamental, praticar esse tipo de comercio desde cedo.
 
Marisa Aluchna em 11/06/2016 07:29:08
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