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Campo Grande, Quinta-feira, 08 de Dezembro de 2016

11/03/2015 06:24

De olho na carreira de cantora, Miss Mundo MS investe em treino pesado

Elverson Cardozo
Paula Gomes tem 23 anos. É jornalista e cantora. (Foto: Wagner Takamori)Paula Gomes tem 23 anos. É jornalista e cantora. (Foto: Wagner Takamori)

Jornalista formada e cantora profissional, Paula Gomes, de 23 anos, nunca sonhou com as passarelas, nem com o universo da moda, mas despertou a atenção dos organizadores do “Miss Mundo MS” quando, no ano passado, cantou no evento realizado em Campo Grande.

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Desfile para etapa estadual. (Foto: Higor Blanco)Desfile para etapa estadual. (Foto: Higor Blanco)

À época, afirma, o dono da franquia no Estado, Wagner Takamori, comentou que ela deveria participar porque tinha tudo para dar certo. Paula, no entanto, preferiu investir na carreira musical, que sempre foi um sonho, e foi morar sozinha em São Paulo.

Na Capital Paulista, alguém disse, novamente, que ela levava jeito para a coisa e, então, surgiu o convite de representar a “Cidade da Garoa” no mesmo concurso. Como já havia uma proposta em Campo Grande, e como as coisas não estavam dando certo em SP, a jornalista resolveu voltar a Mato Grosso do Sul e, aqui, entrou na disputa com a faixa de Rio Negro.

Não deu outra. Paula saiu vencedora, levando dois prêmios: o de Melhor Corpo e Melhor Sorriso de MS.
“Não imaginava que iria ganhar, mas claro que me preparei. Quando cheguei, o concurso iria acontecer em outubro, mas daí foi adiando, adiando, adiando, que acabou sendo em dezembro. Nesse meio tempo fui me preparando e pegando amor pelo mundo miss”, conta.

Tratamentos estéticos e corporais, academia e nutricionista - A preparação foi “barra pesada”. A rotina mudou completamente, com novas atividades que incluíram aulas de passarela, visitas mais frequentes a salões de beleza, além de treinos na academia, acompanhamento nutricional, tratamento estético-facial, corporal e, também, dentário. Tudo foi patrocinado. “Consegui sozinha, eu e minha mãe, correndo atrás”, diz.

Sessão de radiofrequência. (Foto: Aline Abath)Sessão de radiofrequência. (Foto: Aline Abath)

“Fiz clareamento a laser, carboxterapia, manthus, radiofrequêcia, endermologia. Malhava duas horas por dia. Fazia uma série: repetia três vezes três aparelhos e corria na esteira para aumentar meus batimentos cardíacos e a perda de gordura ser maior. Minha nutricionista tirou todo o meu açúcar. Minha fonte de ingestão era só da fruta. Quando não agüentava tomar sem doce, colocava um pouquinho de adoçante. Sei que perdi quatro quilos e ganhei dois de massa magra”, relata.

É ela quem explica os tratamentos corporais e faciais: “A radiofreqüência estimula a produção de colágeno e auxilia na tonificação da pele. Carbox melhora a oxigenação local e o aspecto da pele. Manthus auxilia na quebra de gordura e endermologia ajuda a modelar”.

Teve tudo isso e mais um pouco, como a “Microdermoabrasão”, esfoliação mecânica, diz, e a “Lip Mancha”, tratamento com luz pulsada para tirar manchas da pele. “É maravilhoso. Eu parecia outra pessoa”, valoriza.

Agachamento em isometria na plataforma vibratória Turboplate. (Foto: Aline Abath)Agachamento em isometria na plataforma vibratória Turboplate. (Foto: Aline Abath)

Etapa nacional - O esforço para a etapa regional valeu a pena. Agora, Paula se prepara para a disputa nacional, que será em junho. Ela continua fazendo os mesmos tratamentos, mas algumas coisas mudaram. "Estou fazendo aulas de inglês e correndo atrás de alimentos e roupas para os projetos sociais que participo", comenta.

A academia ainda está na rotina diária, com o acréscimo do treino funcional, três vezes por semana, no Parque das Nações Indígenas.

“Eu subo escada, treino na areia, corro, faço barra, essas coisas de gente louca”, brinca. “O foco é o fortalecimento e a definição muscular, porque miss não pode ser grande, musculosa. Tem que ser definida, torneada como as angels da Victoria's Secret, explica.

Paula está praticamente vivendo em função do concurso. “Acordo às 9h e vou dormir meia noite, morta, destruída”, exagera. São 15 horas de dedicação. Ela quer ganhar, mas não apenas porque deseja a coroa e o reinado, que dura apenas um ano.

“Miss ou ex-miss se tornam modelos e eu não tenho essa pretensão. [...] Eu quero ganhar porque acho que pode me ajudar muito na música”, revela. A luta por esse sonho começou lá atrás, quando ela aceitou o desafio de representar Rio Negro e saiu vencedora da etapa estadual. Agora, na nacional, outras portas podem se abrir.

“No dia do concurso estarão presentes empresários, donos de agências gente da televisão que busca talentos. Eu espero muito conseguir mostrar que não sou apenas modelo, mas que sou formada, que canto, que faço outras coisas e que tenho talento”, declara.

A cantora, que nasceu em Campo Grande, faz shows profissionais há cinco anos. Fã da Beyoncé, ela diz que tem o pop como estilo. "Não deixei de cantar. Estou gravando um EP para que ser lançado antes do Miss", avisa.




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