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Campo Grande, Terça-feira, 06 de Dezembro de 2016

25/12/2013 07:49

Depois de quase 60 anos, presépio é resgatado e restaurado como joia de família

Elverson Cardozo
Presépio foi comprado há 58 anos, mas continua decorando a casa de dona Eugênia. (Foto: Simão Nogueira)Presépio foi comprado há 58 anos, mas continua decorando a casa de dona Eugênia. (Foto: Simão Nogueira)
Aos pés da árvore, peças remetem ao passado da moradora. (Foto: Simão Nogueira)Aos pés da árvore, peças remetem ao passado da moradora. (Foto: Simão Nogueira)

Não há nada de extraordinário no presépio da dona de casa Eugênia Deunier Brunetto, mas a história merece ser contada. Há 4 anos ela decora a casa em Campo Grande com os mesmos objetos, mas conhece as 19 peças, feitas em gesso, há quase seis décadas. É uma herança de família.

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Hoje, aos 71 anos, a senhora ainda lembra de quando, aos 13, conheceu os bonequinhos, trazidos pelos pais, da cidade de Pato Branco, no Paraná (PR). Foi a primeira vez que a casa onde morava, em São Loureço do Oeste, na região rural de Santa Catarina (SC), recebeu um cenário para representar o nascimento de Cristo.

Virou atração. A família toda, incluindo ela e os cinco irmãos, se reuniam para preparar o ambiente. Era assim todos os anos. Eugênia cresceu, casou, mudou-se para Mato Grosso do Sul, mas a tradição continuou.

Entre os Brunettos, o presépio deu uma boa “passeada” e, por isso, com o tempo, se deteriorou, até chegar, novamente, às mãos de dona Eugênia. Um dia, o “resgatou” na chácara de um sobrinho, com a maioria das peças danificadas.

Para usar a decoração antiga e deixar o ambiente apresentável, era preciso arrumar. Valeria mais à pena, claro, comprar um novo, moderno, mas o valor sentimental pesou mais e a dona de casa resolveu gastar R$ 600,00 para restaurar os bonecos.

O trabalho, que demorou pelo menos 2 meses, foi feito por uma artesã de Campo Grande. As formas foram mantidas, mas a pintura ficou só próxima da cor original.

Material foi restaurado por uma artesã de Campo Grande. (Foto: Simão Nogueira)Material foi restaurado por uma artesã de Campo Grande. (Foto: Simão Nogueira)

Cinquenta e oito anos depois, o passado, como ocorre há 4 anos, está de volta à sala da família no bairro São Lourenço, aos pés da árvore de Natal. E a presença dele traz boas recordações. “Lembro da adolescência, quando eu ajudava a montar, subia na escadinha e colocava o pinheiro legítimo”, disse.

Fora a simbologia e o significado cristão atribuído ao cenário, o presépio, para dona Eugênia, representa, nas palavras dela, uma grande lembrança da infância, da casa dos pais e da juventude. “É uma joia, uma joia de família”, resume a filha, a jornalista Maristela Brunetto, que acompanhou boa parte dessa história.




O valor sentimental não tem preço, parabens a sra.Eugenia D.Brunetto por conservar uma
reliquia da familia. Por favor, informe-me o nome da restauradora. Boas Festas.
 
maria macedo em 25/12/2013 21:05:05
Dona Eugênia resgatou parte da sua história, em recuperar e preservar essas obras de arte. Bonito sentimento de amor, a um tempo que ficou marcado por essa data tão importante - O nascimento de Jesus Cristo!! Parabéns dona Eugênia, pelo carinho e dedicação aos objetos tão queridos que fizeram parte da sua adolescência. Um elogio ao trabalho da artesã - que trabalhou com dedicação e competência na restauração das pequenas e graciosas peças.
 
Jeanne Couto em 25/12/2013 15:03:37
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