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Campo Grande, Sexta-feira, 02 de Dezembro de 2016

11/05/2014 07:27

Diante de tantas preocupações modernas, mães montam força-tarefa pelos filhos

Paula Maciulevicius
Aplicativo no celular da mãe rastreia aparelho da filha. Uma forma de amenizar as preocupações modernas. (Fotos: Marcos Ermínio)Aplicativo no celular da mãe rastreia aparelho da filha. Uma forma de amenizar as preocupações modernas. (Fotos: Marcos Ermínio)

Foi-se o tempo em que a preocupação de uma mãe era só com o casamento dos filhos e uma carreira profissional estável. A modernidade também fez evoluir as apreensões. Drogas, acidentes, bebidas e violência que sempre existiram, mas que agora batem à porta com força. O que vem a se tornar problema está cada vez mais acessível a eles. Cabe então às mães estar à frente e usar a tecnologia para amenizar as perturbações modernas.

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Os filhos adolescentes podem até torcer o nariz diante da força-tarefa que as mães armaram para protegê-los. O problema não está na falta de confiança nos filhos, mas sim, nas circunstâncias que os cercam.

Com quatro filhas em casa, Beatricce Bruno, de 39 anos, teve apresentado por um casal de amigos, um aplicativo para rastrear o celular. A filha de 15 anos teve de baixar a ferramenta, assim como a mãe, para que num toque, Beatricce saiba a localização exata da menina.

Com quatro filhas em casa, Beatricce Bruno, tomou a medida pensando na segurança. Com quatro filhas em casa, Beatricce Bruno, tomou a medida pensando na segurança.

“Minha maior preocupação é a questão da violência, por ser menina. Não é uma questão de confiança, até ela me questionou, você não confia em mim? O argumento que usei com ela foi este, da segurança”, explica.

O aplicativo dá margem para que o ‘rastreado’ bloqueie, no entanto, a mãe fecha o cerco. “Eu já disse para ela que se bloquear, não vai sair. É uma condição para ela ter liberdade”, descreve a mãe.

O aplicativo não impede de nada acontecer, mas deixa a família mais tranquila pela facilidade de achar a localização do aparelho. Foi só uma forma de amenizar a preocupação da mãe que não dorme até a filha estar em casa. Beatricce ainda toma todas as precauções de levar e buscar nas baladas.

Com uma adolescente de 13 anos em casa, a chef de cozinha Lígia Alvarenga, de 41 anos, foi mais além. As medidas tomadas por ela são dignas de uma força-tarefa para proteger a filha. Brincadeiras à parte, são ferramentas que ela se cercou de usar para mostrar a preocupação e o carinho que têm para com a menina.

Mãe e filha que, por segurança, só entram no Facebook juntas. Mãe e filha que, por segurança, só entram no Facebook juntas.

Lígia é quem altera a senha do Facebook da filha e o código não é repassado a ela. O acesso às redes sociais se restringe aos finais de semana e sempre acompanhados da mãe. “Ela só entra quando eu digito a senha, ela não tem no celular. O cuidado maior que eu tenho é com a internet, que pode ter tanto coisa boa, quanto ruim”, avalia.

O receio vai até pedofilia, com a exposição da filha à rede onde mal intencionados podem se passar por outras pessoas atrás da tela. “Eu olho todo o Facebook. Todas as conversas das redes sociais caem junto no meu e-mail”, explica.

Em certos momentos a filha não entende o tamanho da preocupação da mãe. “Eles acham que sabem de tudo”, completa Lígia.

A dificuldade para ela está nas facilidades. Na época da adolescência da mãe, ter bens materiais custava um pouco mais de suor, além dos problemas serem em menores e mais distantes proporções.

“Hoje em dia a droga e o álcool estão super acessíveis. Os conceitos se inverteram. Se a preocupação era casar e tem uma família legal, hoje em dia é não entrar nas drogas e pelo menos terminar os estudos.” E as preocupações das mães já deixaram de ser, há muito tempo, quanto ao casaco, à chuva...




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