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Campo Grande, Sexta-feira, 02 de Dezembro de 2016

03/03/2014 06:21

Eles podem, mas só quem acrescenta sobrenome depois do casamento é a mulher

Anny Malagolini
Desde outubro, Patrícia está em processo de mudança de nome.Desde outubro, Patrícia está em processo de mudança de nome.

Tudo muda com a mesma rapidez que volta a ser moda. Em tempos de muitos casamentos daquela forma tradicional, com pompa e circunstância, o que era detalhe esquecido ganhou novamente importância na relação entre os casais. Acrescentar o sobrenome do marido voltou a ser uma das escolhas na hora do "sim". 

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A assistente administrativa Patrícia Rodrigues da Silva, de 23 anos, fez questão de ganhar o sobrenome do marido “de Almeida Paz”. “Todo mundo da família usa e me senti na obrigação. Brinco com isso desde o namoro”, conta. Segundo ela, para o nome não ficar muito longo, a ideia foi tirar o sobrenome do próprio pai do registro. “Não pertenço mais à família dele e sim a do marido”, justifica.

Patrícia se casou em setembro do ano passado e desde outubro está enfrentando as complicações para trocar a documentação, que até agora não ficaram prontas.

 

Desde outubro, Patrícia está em processo de mudança de nome.Desde outubro, Patrícia está em processo de mudança de nome.

Tabeliã há mais de 20 anos, Cíntia Pereira dos Santos, acredita que hoje, acrescentar um novo sobrenome não é tão comum como foi há décadas passadas. “Hoje está divido”, comenta. Cíntia lembra que a possibilidade do homem usar o sobrenome da esposa é recente, mas ainda não não emplacou. Segundp ela, os casais de 19 a 21 anos são os que geralmente fazem a opção. “Os mais jovens gostam das mudanças”, aponta.

Para quem vai se casar e já está pensando se deve ou não fazer a troca de sobrenomes, a tabeliã explica que quando o casal dá entrada no processo do casamento no cartório, já é comunicada a decisão. Os noivos devem levar as certidões de nascimento atualizadas. O processo é encaminhado ao juizado, que analisa o pedido de união, e no prazo de 40 a 90 dias, o casamento pode ser enfim oficializado. Começa então o período de substituição dos nomes nos documentos, o que é consumado em 6 meses em média.

O meu ou o seu? - Uma das dúvidas mais frequentes é em relação a qual sobrenome escolher. A tabeliã explica que a história de que só pode ser utilizado o último sobrenome é “lenda”, então, fica a critério do casal.

Também é permitido retirar um dos sobrenomes para adicionar outro. Para isso, durante os procedimento para o casamento civil, será preciso fazer um requerimento ao promotor e anexar certidões negativas, comprovando a idoneidade da pessoa. “Uma pessoa que quer retirar o sobrenome tem que comprovar que não está sendo processada para não burlar a lei com a mudança”, explica.

E quem escolheu fazer a mudança e se arrependeu, a tabeliã diz que durante o processo de análise, o pedido pode ser cancelado.

Ainda em lua de mel, a fisioterapeuta Marina Belini, 31 anos, que se casou no dia 15 de fevereiro, conta que de forma “automática” acrescentou o último sobrenome do marido ao seu nome. “É uma forma de comprovar que nos unimos em um matrimônio”, acredita, mesmo ainda não sendo oficial. Já o marido, continua com o nome de batismo, o que para ela, é normal. “O dele já é longo. É mais comum a mulher acrescentar”.

Apesar de estar com nome novo, a fisioterapeuta ainda não fez a troca de documentos. Por isso, continua assinando como solteira.

Casada há três meses, a psicóloga Rayane de Abreu Schunke, de 26 anos, agregou o sobrenome “Justino”, do marido. A jovem conta que o esposo tinha vontade que ela usasse seu nome, apesar de não cobrar. “Eu nunca fiz questão e ele nunca me pediu. Eu queria manter meu nome, mas era uma vontade dele”, conta.

“Chegamos a um acordo, é para mostrar que estava casada. Deixei em aberto, se ela dissesse não, não seria um problema”, afirma o educador físico Leonardo da Silva Justino, de 28 anos, marido de Rayane.

Em caso de divórcio, o processo é semelhante. Assim que os papeis são assinados, começa o processo de retomada do nome original. Mas segundo a psicóloga, o importante é viver o momento e acrescentar um nome não muda a identidade pessoal “Se eu tirasse um nome meu, mudaria, eu entendo que estou com a minha mesma família”.




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