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Campo Grande, Terça-feira, 06 de Dezembro de 2016

09/01/2015 06:23

Escultor que fez guampa de tereré gigante reclama que monumento virou pole dance

Elverson Cardozo
Jovem subiu no topo do monumento para fazer foto. (Foto: Reprodução/Facebook)Jovem subiu no topo do monumento para fazer foto. (Foto: Reprodução/Facebook)
Ação ocorre durante à noite. (Foto: Reprodução/Facebook)Ação ocorre durante à noite. (Foto: Reprodução/Facebook)

O escultor Anor Pereira Mendes Filho, o Anor Mendes, dono de monumentos conhecidos em Campo Grande, como o Papa, na praça do bairro Lar do Trabalhador, e o Cavaleiro Guaicuru, no Parque das Nações Indígenas, recorreu ao Facebook para fazer um desabafo.

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Ele reclama que o seu mais novo trabalho, a guampa de tereré gigante, recém-inaugurada no mirante do Aeroporto Internacional, na Avenida Duque de Caxias, virou “pole dance”.

“Estão subindo de 1, 2 até 3 pessoas simultaneamente e pulando em cima da guampa, e estão fazendo a bomba do tereré de barra de pole dance.Não é possível uma coisa dessa. Por mais bem construída seja, e eu garanto que foi, por mais resistente que seja o material, e eu garanto que é, aquilo não foi dimensionado para resistir um tratamento desse”, lamentou.

Embora tenha sido finalizada em apenas um mês, a obra é extremamente resistente, reforça o artista. “É muito mais forte que o concreto. Acho que, só com intempéries, não acaba nunca”, compara. “Mas o pessoal subindo lá não vai aguentar. [] Não vai durar dois meses”, completa, indignado.

A escultura pesa 300 quilos e tem pelo menos 6 metros de altura. Foi feita em cima de uma armação de ferro e finalizada com massa plástica de resina de poliéster com areia. Os detalhes são em cromado. Anor concluiu tudo em apenas um mês.

Guampa foi colocada no mirante do Aeroporto Internacional. (Foto: Marcos Ermínio)Guampa foi colocada no mirante do Aeroporto Internacional. (Foto: Marcos Ermínio)

É uma escultura que, segundo ele, pode durar a vida toda, mas precisa ser bem cuidada, coisa que não está sendo feita. Antes da inauguração, Anor já temia por vandalismo. Em entrevista do Lado B, ele pediu os frequentadores que cuidassem bem do trabalho, mas não demorou muito para receber péssimas notícias.

“Fui no sábado para dar uma lustrada e o pessoal que anda lá todo dia, que faz caminhada, me falou que estão subindo lá em cima, pulando, se pendurando na bomba como pole dance”, afirma.

Na rede social, o escultor disse que vivemos um estado de anarquia. “Parece que as autoridades não podem fazer nada. Temos que assistir passivos e esperar a destruição dos nossos bens”, escreveu. Na mensagem, ele fez questão de dizer, no entanto, que não estava criticando a polícia. “Eles devem estar enojados de tanto prender todos os dias as mesmas pessoas, que são liberadas antes de terminarem o relatório do B.O”.

Por fim, disse que está impossível viver em uma “sociedade de animais peçonhentos”. Não sei se são nossas leis que estão brandas […] ou se é o tal direitos humanos que protege incondicionalmente os malfeitores”, registrou.

Confecção da peça. (Foto: Arquivo Pessoal)Confecção da peça. (Foto: Arquivo Pessoal)

A indignação de Anor tem fundamento. O Campo Grande News recebeu imagens que comprovam a denúncia. Nas fotos, um jovem aparece em cima do monumento, em poses variadas.

Dinheiro público - A guampa de tereré custou cerca de R$ 20 mil. O dinheiro veio do FIC (Fundo de Investimentos Culturais), da FCMS (Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul), que financiou outros dois trabalhos do artista: a escultura de uma artesã na Praça dos Imigrantes, no Centro, e um garimpeiro em Corguinho, a 88 quilômetros de Campo Grande. No total, Anor afirma ter recebido cerca de R$ 60 mil.

Em Campo Grande, o escultor também assina um ícone maçônico na Saída de São Paulo. No interior do Estado, tem, ainda, obras em Bela Vista (um peão boiadeiro) e em São Gabriel do Oeste (um anjo Gabriel).

Nascido em Terenos, criado em Aquidauana e vivendo em Campo Grande há 35 anos, Anor Mendes tornou-se escultor depois de uma carreira de quase 30 anos como serígrafo. É autodidata.




A grande realidade é que Campo Grande 70% são tudo semi-analfabetos e um povo sem cultura, onde tem prazer em destruir o próprio patrimônio. Moro aqui a 30 anos e cada vez vai ficando pior, se pudesse sair do Brasil não pensava 2 vezes, um País que nunca vai pra frente, onde a bandidagem toma conta.
 
japa em 09/01/2015 08:21:43
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