A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Quinta-feira, 19 de Janeiro de 2017

02/06/2013 11:10

Filho de cacique morto em ataque leva cultura guarani-kaiowá para Veneza

Paula Maciulevicius
Um dos porta-vozes dos guarani-kaiowá em Veneza é Genito Gomes, filho do cacique Nísio Gomes, ele quem vai falar da arte e cultura. (Foto: Arquivo/João Garrigó)Um dos porta-vozes dos guarani-kaiowá em Veneza é Genito Gomes, filho do cacique Nísio Gomes, ele quem vai falar da arte e cultura. (Foto: Arquivo/João Garrigó)

As cores, os ritos e a arte guarani-kaiowá ganham espaço na Bienal de Veneza. A exposição aberta oficialmente neste final de semana na Itália terá índios da aldeia Guaiviry, de Aral Moreira, falando diariamente, até agosto, sobre a cultura indígena.

Veja Mais
Guardiã de João, por uma semana repórter cuidou do Fusca sem freios de Júlia
Na novena que atrai milhares, até padre vai em busca de graça

Os porta-vozes dos guarani-kaiowá em Veneza são Valdomiro Flores e Genito Gomes. Ele, filho do cacique Nísio Gomes, que protagonizou com a própria vida os ataques sofridos no acampamento Guaiviry em novembro de 2011.

“Nós estamos aqui para falar de nosso povo, de nosso passado, do presente e do futuro", diz Flores.

A narrativa de toda trajetória guarani-kaiowá é parte do novo trabalho do brasileiro Paulo Nazareth, um dos 150 artistas da exposição "O Palácio Enciclopédico", a principal seção da 55ª Bienal.

O acampamento Guaiviry fica a 364 quilômetros de Campo Grande, na divisão entre Aral Moreira e Amambai. Cenário do ataque aos guarani que terminou na morte do cacique Nísio Gomes, aos 59 anos.

No início da manhã de uma sexta-feira, pistoleiros invadiram a comunidade. Os guarani estavam acampados no palco do atentado desde o dia 1º de novembro e já vinham sofrendo ameaças de morte.




Não querendo ser hipócrita, mas com essa onda de "politicamente correto" onde qualquer manifestação do pensamento é veementemente criticada por comentários cheios de erros de português. Deixo minha singela contribuição:

Notem que o representante da cultura silvícula leva até a Europa seu cotidiano. Desta forma deduzimos que é um "índio nato" com todas as manifestações locais. Contudo me chamou atenção essa cruz onde o cacique esta sepultado, para mim até então a cruz é o símbolo do cristianismo. Então VIVA A CULTURA INDÍGENA...
 
Eduardo Ferreira em 02/06/2013 20:10:44
imagem transparente
Busca

Compartilhe

Classificados


Copyright © 2017 - Campo Grande News - Todos os direitos reservados.