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Campo Grande, Sexta-feira, 09 de Dezembro de 2016

15/10/2016 07:20

Filosofia para transformar o estilo de vida termina em montanha do Chile

Naiane Mesquita
A arquiteta Nayane se encontrou nos ensinamentos do Condor Blanco (Foto: Alcides Neto)A arquiteta Nayane se encontrou nos ensinamentos do Condor Blanco (Foto: Alcides Neto)

No início é meio difícil de entender o método Kin Forest de conhecimento. A imersão acontece em contato com os quatro elementos, terra, água, ar e fogo. Para finalizar o percurso "transformador" é preciso subir em uma montanha em plena reserva natural do Chile.

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Espalhada por sete países, incluindo, o Brasil, esse processo de mudança no estilo de vida está ligado a Organização Internacional Condor Blanco, fundada pelo filósofo e investigador de culturas ancestrais, Suryavan Solar. A teoria em si pode assumir diferentes vertentes, sendo que em Campo Grande, a principal é a Kin Forest.

Enfim. O mais interessante de toda essa história é a mudança comportamental de quem participa dos encontros. Há quem vire vegetariano, pratique meditação ou se torne mais sensível ao universo, mas a teoria tem como princípios a recuperação de uma ligação do homem com a natureza, capaz de diminuir a ansiedade, o mal do século, assim como dar o rumo na vida de quem está um pouco perdido.

Lexim Gerand, mentor do Condor Blanco Lexim Gerand, mentor do Condor Blanco

Foi assim que a arquiteta Nayane Andrade de Oliveira, 29 anos, encontrou o seu caminho. Na época sem dinheiro nem para pagar o aluguel do escritório e sem perspectiva de melhora, ela se viu diante de um convite. Participar de um módulo de Kin Forest.

“Tinha acabado de desmanchar uma sociedade. Meu escritório estava com problemas e eu me lancei na experiência. Foi um resgate da minha vida, um desafio. Logo que eu voltei, as coisas começaram a melhorar, apareçam emprego e eu continuei”, relembra.

Hoje, Nayane é líder de cidade do método, que é uma das oito tipos de escola da Condor no mundo. “Não tem nada a ver com religião, é uma filosofia de vida fundada pelo Suryavan Solar há 30 anos e que busca essa conexão da gente com a nossa ancestralidade, com a natureza”, explica.

Suryavan já realizou expedições nas quais resgatou técnicas ancestrais e modernas que o tornaram especialista nas áreas de Naturismo, Liderança, Coaching e Meditação. Com isso, é também instrutor de liderança, meditação e Coaching. Foi nomeado homem sagrado pelos índios Lakota e recebeu ensinamentos do Budismo Tibetano diretamente do Dalai Lama.

Na escola há ensinamentos de couching, meditação, compreensão das plantas e das pedras como fonte de saúde e energia. No primeiro módulo, a terra é a fonte de solidez, estrutura e firmeza que os participantes descobrirão por meio da representação com as pedras.

“Depois tem a água que trabalha as nossas emoções, o nosso coração. É representada pelas plantas. Quando somos crianças sempre ouvimos que uma folhinha de arruda atrás da orelha cura dor de cabeça. Na escola aprendemos que é por causa da energia dela, como isso acontece, então por isso é uma reconexão com a nossa ancestralidade”, ressalta Nayane.

A arquiteta conheceu o método em 2012 e no ano seguinte visitou a montanha na reserva florestal de Pucon, no Chile. “Cada um tem seu processo, eu percorri ele muito rápido, me dediquei mesmo, aceitei os desafios. Nós precisamos sair da nossa zona de conforto. Na segunda vez que eu voltei de lá foi quando eu tomei a decisão de sair de casa, uma atitude que foi muito importante para mim. Mostrou minha independência, minha autonomia”, esclarece Nayane.

Com uma alimentação praticamente vegetariana, sem carne vermelha e branca, exceto peixe, a arquiteta diz que viu seu próprio corpo filtrar alguns produtos. “Eu era apaixonada por queijo, mas hoje quando como uma lasanha, por exemplo, eu sinto que não consigo comer muito”, afirma.

As carnes de boi e frango são evitadas por Nayane devido ao sofrimento animal, mas isso não é uma obrigação de quem participa dos módulos. “Nós acreditamos que aquela carne tem uma carga de sofrimento pelo qual o animal passou. De certa forma é uma limpeza do corpo, quanto mais purificados, maior é a resposta”, frisa.

Nesse caminho não só a alimentação muda. “Aprendemos a honrar nossos pais, nossos ancestrais. Essa questão é muito forte”, diz.

Para finalizar há dois módulos, o de ar, em que a intuição é explorada. “Nesse módulo, a nossa intuição é aflorada, no caso, os animais são a representação dessa intuição. Cada ser humano tem características de animais, como cavalo, coala, você descobre durante o encontro qual é o mais parecido com você”, exemplifica.

O último estágio acontece na montanha. O fogo é a força sagrada, que está ligada a parte divina de cada ser, a paixão de vida e a razão de existir. “Essa etapa só pode ser feita na montanha, depois de todos os outros módulos. Lá são provas, atividades intensas, que nos transformam”, acredita Nayane.

Quem quiser conhecer, de 4 a 6 de novembro será realizado o módulo água em Bonito. O encontro inclui alimentação e hospedagem. Informações pelo Facebook, no site oficial ou no telefone (67) 98112-3964.




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