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Campo Grande, Quinta-feira, 08 de Dezembro de 2016

30/04/2013 06:45

Gays e bissexuais que "nasceram" na igreja hoje lutam contra o preconceito

Elverson Cardozo
O debate domina as igrejas. (Fotoilustração: João Garrigó) O debate domina as igrejas. (Fotoilustração: João Garrigó)

Ele sempre soube, desde criança, que era “diferente”, mas não sabia explicar o que havia de “errado”, até que cresceu e “descobriu” que era gay. Este seria, talvez, o início de mais uma história sobre a vida de um homossexual. E é. A diferença é que o personagem que abre essa matéria, a exemplo de muitos e de outros três que terão seus depoimentos veiculados neste canal, "nasceu" na igreja e escolheu viver uma vida cristã, apesar de, na maioria das situações, não encontrar respaldo dentro do templo, nem nas palavras de seus membros e dirigentes.

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Nesta terça-feira (29), o Lado B fala de um assunto delicado, mas que precisa ser abordado: a vida de gays e bissexuais católicos e evangélicos. Os entrevistados que compõe essa matéria aceitaram compartilhar suas experiências e opiniões, porém, sob a condição de não serem identificados. Para preservá-los, a reportagem não citará o nome das igrejas frequentadas por eles.

Hoje, com 26 anos, o menino que se sentia “diferente” desde os 6, fala com segurança e tranquilidade sobre os desafios e as batalhas internas que enfrentou. A lembrança, que ele queria esquecer, faz rolar lágrimas, mas a insegurança, felizmente, ficou para trás.

“Nascido e criado” em família de evangélicos, ele aprendeu que deveria viver sobre os preceitos da bíblia. Cresceu com “temor e tremor”, buscando por em prática os ensinamentos que lhe eram repassados, mas a idade chegou, os hormônios “floresceram” e ele se viu sem saída: não tinha atração por garotas. Pelas interpretações que ouvia do “livro sagrado”, o desejo ou “ato consumado” configurava pecado. Começava aí a tormenta.

Por várias vezes, temendo “arder no fogo do inferno”, ele tentou “mudar”, mas a mudança esperada nunca vinha. Não veio. Para não levantar suspeita e não “abalar a fé” da família e “escandalizar a igreja”, vez ou outra aparecia com uma menina, enquanto, às escondidas, ficava com meninos.

Com mulheres, o envolvimento ficou apenas nos beijos e carinhos trocados. Foi com um rapaz que teve a primeira experiência sexual. “Foi bem diferente do que tinha tido. Senti todos os meus sentidos aguçados, um misto de prazer, medo, receio e temor a Deus. Foi desagradável e pesado para minha consciência cristã”, contou.

Em algumas doutrinas, homossexuais não se encaixam nos preceitos bíblicos. (Foto: Reprodução/Internet)Em algumas doutrinas, homossexuais não se encaixam nos "preceitos bíblicos". (Foto: Reprodução/Internet)

O “disfarce” seguiu até os 20 anos. “Fica esporadicamente com garotas, mesmo sabendo que não tinha condições de ter uma vida de hétero. Larguei de vez esse compromisso de ter que me enquadrar no perfil cristão perfeito, até mesmo porque a maioria dos meus ficantes [homens] eram da igreja”, conta.

Apesar da decisão, a cabeça “borbulhava” e angústia só aumentava. À essa época as duas irmãs já sabiam de sua condição, mas o acolheram e não deixaram que a “notícia” chegassem aos pais.

Sem encontrar lugar como homossexual dentro da igreja que aprendeu a amar e a seguir, ele não viu saída senão “criar uma tese” para se manter firme e não se deixar abalar ou fingir que o afastamento não faria diferença.

“Faz. Aprendi a amar a Deus, a louvá-lo e a buscá-lo. Não queria deixar de fazer isso. Foi então que eu comecei a questionar o porquê daquilo estar acontecendo na minha vida. De tudo o que tinha aprendido algo falava mais alto em meus pensamentos: que o Deus que você ama é misericordioso e piedoso. Nas pregações a gente ouve falar que ele não dá uma cruz mais pesada do que possamos carregar. Creio que essa é minha cruz. Vou levá-la até o fim”, conclui.

O rapaz não pretende se assumir publicamente, nem para os pais, mas também não busca a “cura da homossexualidade” porque não se vê como doente. Hoje, mais maduro, interpreta a bíblia de outra maneira e consegue ler e enxergar a benevolência divina - ignorada na maioria das exortações - a cada passagem. Costuma dizer que destruiu a igreja para construir um templo no coração.

É o que fez um outro rapaz, gay, também evangélico, que frequenta, desde a infância, uma das denominações mais antigas do Brasil. O jovem de 23 anos, que nunca se relacionou com mulheres, nem para disfarçar, conta que continua a assistir os cultos porque tem motivos para agradecer a Deus.

“Pela vida concedida por ele e por tudo que ele tem me dado. Não vou pelas pessoas e, sim, por me sentir bem. O espírito de nossas almas precisa de Deus. O ser humano precisa de uma religião”, defende.

Mas a vida de homossexuais cristãos não é fácil, afirma. “Você vive escondido. O maior desafio é ter sua vida, tentar viver seu cotidiano e não deixar a fama de gay, como dizem, “vazar” para que não venha a ser um escândalo para a igreja e para que os próprios irmãos não venham a te apontar”.

Templo acolhe a todos, mas alguns fiéis vivem escondidos. (Foto: João Garrigó)Templo acolhe a todos, mas alguns fiéis vivem "escondidos". (Foto: João Garrigó)

Se a “bomba estourar”, explica, o fiel é “excluído”, impedido de participar de qualquer atividade dentro da igreja. Mas, apesar dos julgamentos, a contradição entre discurso e prática é evidente, diz.

“Imagina se a igreja souber que, dentro do seu ministério e entre seu povo, há homossexuais?”, questionou, ao falar que conhece pastores e “outros líderes” gays, alguns, inclusive, casados com mulheres. É o reflexo da hipocrisia que reina em todos os setores da sociedade. Seria diferente nas instituições religiosas?

Assim como ele, um terceiro, de 28 anos, também enfrenta a situação. O rapaz, evangélico desde os 15, afirma, com segurança, que nunca teve a “opção” de escolher a própria sexualidade, mas, na tentativa de evitar o sofrimento de ser rejeitado pela sociedade, já buscou a “cura”.

“Orei muito, jejuei, fiz promessa. Ouvia palavras que prometiam mudança de natureza, prometiam casamento. Acreditei piamente que conseguiria, mas, infelizmente, não consegui me libertar. Hoje acredito que Deus não muda natureza, pois foi ele mesmo quem fez. Ninguém mais pode nos criar ou fazer, portanto, ninguém pode nos mudar”, argumenta, ao revelar que se “descobriu” gay aos 16, mas antes, aos 4, já sentia atraído por meninos da mesma idade.

Apesar de nunca ter tido relação sexual com mulher, ele acredita que é bissexual, mas isso não diminui o problema, nem elimina o esforço da “vida dupla” para “manter a imagem”, garante.

Colecionando uma série cargos na igreja – uma das que tem doutrina mais rígida -, o rapaz conta que “disfarça bem”, mas, mesmo assim, por raramente ser visto com namoradas, é questionado sobre a orientação sexual.

“Quando me perguntam ou dão indiretas eu reajo, negando firmemente, até convencer a pessoas de que ela está completamente equivocada e que se não casei ainda foi porque tenho gênio difícil e não achei a pessoa certa. Logo, prefiro ficar sozinho”, revela.

Apesar de não ser aceito e ter de se esconder, o jovem faz coro ao discurso da maioria dos homossexuais que seguem o cristianismo. Diz que vai à igreja porque se sente bem e tem a certeza de que não será rejeitado por Deus.

“Foi ele quem em formou e me criou assim. Isso é importante. O resto é igual ou pior que eu. Ninguém foi eleito por Deus a julgar. O único juiz é ele e é por ele que eu continuo. Se um dia ele não me quiser mais lá, ele mesmo me tirará”, justifica.

Salvo algumas ressalvas, um católico praticante, que “sempre se entendeu gay”, pensa de maneira semelhante e diz que leva as “duas coisas” naturalmente, sem problemas. “Não sei se foi pela criação ou pelo próprio entendimento que tive de religião e sobre Deus”, explicou, ao comentar que, para ele, o divino se manifesta por vários meios.

Católico praticante, jovem diz que os homossexuais devem respeitar as leis impostas pela igreja, mas o Estado deve oferecer apoio aos homossexuais. (Foto: Vanderlei Aparecido)Católico praticante, jovem diz que os homossexuais devem respeitar as leis impostas pela igreja, mas o Estado deve oferecer apoio aos homossexuais. (Foto: Vanderlei Aparecido)

O jovem conta que nunca precisou ou tentou esconder que era homossexual por causa da igreja, mas também não viu a necessidade de se assumir aos fieis, nem perante o clero. “No que isso muda?”, questiona?

Apesar de afirmar que a Católica, além de preconceituosa, tem discurso discordante e não está preparada e nem quer debater o assunto, o jovem relata que o “equilíbrio” está no respeito, que deve pesar nos dois lados da balança.

Não há, na opinião dele, necessidade de um apoio declarado aos homossexuais. “Se é o preceito deles a gente tem que entender. É uma instituição. Se nessa instituição acham que não cabe isso, que não apóiem. Eu não vou lá buscar a igreja, até mesmo porque ela errou por um bom tempo. Mas isso não deve ser barreira para você deixar de ir”, disse.

Para o rapaz, os gays precisam entender que nunca terão apoio de 100% da sociedade e que o mundo não vai “abraçar” a causa de uma hora para outra. “Não entendo, não concordo com essa posição, mas eu respeito. Acho que um jeito de não causar atrito”, resumiu.

A igreja, acrescentou, pode manter essa postura que, aliás, deve ser respeitada. Mas o Estado, ressaltou, não tem esse “direito”. “Deveria declarar esse apoio. Não se trata de fé ou doutrina, até mesmo pelo Estado ser laico, abstendo-se teoricamente, de influências religiosas, quaisquer que sejam”.

Quando um casal gay reivindica o casamento, exemplificou, eles não estão querendo entrar de véu e grinalda dentro da igreja. Querem ter, como cidadãos, os mesmos direitos que os heterossexuais.

Ele não aceitou mostrar o rosto, mas disse que, na igreja, nunca precisou se esconder. (Foto: Vanderlei Aparecido)Ele não aceitou mostrar o rosto, mas disse que, na igreja, nunca precisou se esconder. (Foto: Vanderlei Aparecido)

“Se eu posso pagar a mesma conta que você, pagar o mesmo imposto que você, ser preso pela mesma coisa perante a lei, também posso ter o mesmo direito. Quero casar com um homem”, disse.

Quanto às discussões em torno de uma possibilidade de “cura”, o jovem se mostra seguro e rebate: “Se tem cura, o que eu duvido, ótimo. Estou aqui. Quer uma cobaia?”, questionou, ironizando. Aos críticos, a mensagem deixada por ele é simples: “Você tem tanta coisa para se preocupar. Vai se preocupar com quem estou transando? Por favor”.

O evangélico de 28 anos que se considera bissexual vai além e antes de ouvir “pregações” e interpretações sobre passagens bíblicas que “condenam” o relacionamento entre pessoas do mesmo sexo, adianta:

“Isso tema ver com a moral e os costumes da época. Antigamente se vissem uma mulher casada andando sozinha na rua ela era mal falada, principalmente se fosse à noite. Tem vários outros exemplos de moralidade e costumes antigos, que se no século passado já eram rígidos, que dirá há 3 mil anos. Lógico que Paulo iria pregar contra isso. Não teria sentido ele defender tal coisa, até porque seria apedrejado se o fizesse. Mas o próprio Senhor Jesus jamais mencionou algo sobre os homossexuais. Sodoma e Gomorra foi destruída pela lascívia, promiscuidade, maldade e corrupção, e não por terem apenas gays”.

Excomungado - Assuntos como esse pesam sobre a Igreja, que quer evitar escândalo. Prova disso é a excomungação do Padre de Bauru, Roberto Francisco Daniel, de 48 anos, após declarações de apoio aos homossexuais. A decisão foi divulgada ontem (29) pela Diocese da cidade.

Ele já havia recebido prazo do bispo Caetano Ferrai, de 70 anos, para se retratar e “confessar o erro”. Padre Bento disse, em vídeo gravado e divulgado na internet, que existe a possibilidade de amor entre pessoas do mesmo sexual, inclusive por bissexuais que mantém casamentos.

Segundo comunicado divulgado pela Diocese de Bauru, Padre Bento reagiu de forma agressiva às tentativas de diálogo. (Foto: Reprodução/Folha de São Paulo)Segundo comunicado divulgado pela Diocese de Bauru, Padre Bento reagiu de forma agressiva às tentativas de diálogo. (Foto: Reprodução/Folha de São Paulo)

Com a excomunhão, assinada pelo Conselho Presbiteral Diocesano - formado por dez sacerdotes -, Roberto não pode participar de nenhuma cerimônia do culto católico, celebrar ou receber sacramentos. Também não pode mais batizar ou ser batizado, casar-se ou realizar um casamento, confessar-se ou ouvir confissões. Está proibido de exercer cargos eclesiásticos.

Em comunicado, a Diocese de Bauru considerou as declarações do padre como “graves contra os dogmas da fé Católica” e disse que ele “feriu a Igreja”. Segundo o documento, Roberto Francisco já havia sido alertado, foi chamado para uma conversa, mas “reagiu agressivamente” e recusou qualquer tentativa de diálogo.

Padre Bento se tornou conhecido por questionar os dogmas, os princípios morais e conservadores da Igreja Católica. Roberto Francisco também chama atenção pelo estilo. Além de frequentar choperias, usa anéis, piercing, camisetas com estampas roqueiras ou com a imagem do guerrilheiro Che Guevara.

As últimas missas celebradas por ele foram realizadas neste domingo (28), em duas igrejas. O clima, entre os fiéis, era de comoção.

Confira, na íntegra, o comunicado da Diocese de Bauru anunciando excomungação do padre:

É de conhecimento público os pronunciamentos e atitudes do Reverendo Pe. Roberto Francisco Daniel que, em nome da "liberdade de expressão" traiu o compromisso de fidelidade à Igreja a qual ele jurou servir no dia de sua ordenação sacerdotal. Estes atos provocaram forte escândalo e feriram a comunhão eclesial. Sua atitude é incompatível com as obrigações do estado sacerdotal que ele deveria amar, pois foi ele quem solicitou da Igreja a Graça da Ordenação.

O Bispo Diocesano com a paciência e caridade de pastor, vem tentando há muito tempo diálogo para superar e resolver de modo fraterno e cristão esta situação. Esgotadas todas as iniciativas e tendo em vista o bem do Povo de Deus, o Bispo Diocesano convocou um padre canonista perito em Direito Penal Canônico, nomeando-o como juiz instrutor para tratar essa questão e aplicar a "Lei da Igreja", visto que o Pe. Roberto Francisco Daniel recusa qualquer diálogo e colaboração. Mesmo assim, o juiz tentou uma última vez um diálogo com o referido padre que reagiu agressivamente, na Cúria Diocesana, na qual ele recusou qualquer diálogo. Esta tentativa ocorreu na presença de cinco membros do Conselho dos Presbíteros.

O referido padre feriu a Igreja com suas declarações consideradas graves contra os dogmas da Fé Católica, contra a moral e pela deliberada recusa de obediência ao seu pastor (obediência esta que prometera no dia de sua ordenação sacerdotal), incorrendo, portanto, no gravíssimo delito de heresia e cisma cuja pena prescrita no cânone 1364, parágrafo primeiro do Código de Direito Canônico é a excomunhão anexa a estes delitos. Nesta grave pena o referido sacerdote incorreu de livre vontade como consequência de seus atos.

A Igreja de Bauru se demonstrou Mãe Paciente quando, por diversas vezes, o chamou fraternalmente ao diálogo para a superação dessa situação por ele criada. Nenhum católico e muito menos um sacerdote pode-se valer do "direito de liberdade de expressão" para atacar a Fé, na qual foi batizado.

Uma das obrigações do Bispo Diocesano é defender a Fé, a Doutrina e a Disciplina da Igreja e, por isso, comunicamos que o padre Roberto Francisco Daniel não pode mais celebrar nenhum ato de culto divino (sacramentos e sacramentais, nem mais receber a Santíssima Eucaristia), pois está excomungado. A partir dessa decisão, o Juiz Instrutor iniciará os procedimentos para a "demissão do estado clerical, que será enviado no final para Roma, de onde deverá vir o Decreto".

Com esta declaração, a Diocese de Bauru entende colocar "um ponto final" nessa dolorosa história.

Rezemos para que o nosso Padroeiro Divino Espírito Santo, "que nos conduz", ilumine o Pe. Roberto Francisco Daniel para que tenha a coragem da humildade em reconhecer que não é o dono da verdade e se reconcilie com a Igreja, que é "Mãe e Mestra".

Bauru, 29 de abril de 2013.

Por especial mandado do Bispo Diocesano, assinam os representantes do Conselho Presbiteral Diocesano.

Agora confira o vídeo que originou a polêmica.




É livre a manifestação de pensamento, pelo menos por enquanto...
Aberração é ler opiniões que refletem a "Idade das Trevas" onde qualquer um podia ser condenado à fogueira sob o poder absolutista da Igreja a pretexto de "cumprir" a palavra de Deus (ah se Deus soubesse disso!).
Pensei que os inimigos da liberdade haviam desaparecido mas não, eles continuam aí disfarçados debaixo de umbrais moralistas, usando Deus como escudo.
Desafio esses hipócritas a me mostrarem uma procuração assinada por Deus para falarem em seu nome.
Deus não deu procuração a nenhum pé rapado para falar em nome Dele.
Falar em nome de Deus como se vem falando é vulgaruzá-Lo, torná-Lo um ser limitado à compreensão humana o que em sí já uma injúria imperdoável.
Deus não passou procuração e, acreditem, Deus não é burro.
 
Rubens Ferreira da Silva em 04/05/2013 17:02:43
Sobre o pe. Beto. O comunicado da Diocese de Bauru não é "a sentença de excomunhão em si mesma", mas um aviso de que ele já "se excomungou sozinho". Ele incorreu em heresia e cisma, muito possivelmente formais. Heresia, porque se recusou a abjurar o erro (não só o de ensinar contra o 6º mandamento, mas também em contrariar o que a Igreja ensina sobre uma série de verdades de fé, como usar conceitos budistas para definir a morte e a ressurreição). Cisma, pois recusou - até ao ponto de agressão verbal! - a submissão a seu Bispo e a comunhão com seus pares. Pelas leis da Igreja, quem incorre conscientemente em cisma e heresia sofre automaticamente a excomunhão.
Pe. Beto não é a vítima, mas o lobo dessa história. Pior: há quem se diz "católico" mas não suporta a verdade e apoia esse padre.
 
Marcel Ozuna em 01/05/2013 11:39:20
Convém fazer mais alguns esclarecimentos...
Tendência homossexual (ou seja, a propensão a ser gay) não é pecado, desde que a pessoa tentada não assuma essa tendência. A tentação, por mais forte que seja, não é pecado. Peca quem adere, assume a tentação e parte para o pecado, qualquer que seja: tanto de desrespeitar pais ou superiores até aos que bradem aos céus por punição divina (como o homicídio e o homossexualismo).
O mais correto (e sadio, física e espiritualmente) a uma pessoa fortemente tentada ao homossexualismo é não se desesperar e suplicar o socorro aos céus. E, tal como os héteros honestos, fugir das ocasiões perigosas, onde se sabe haver o risco de pecar contra a castidade. Se Deus nos põe à prova, Ele nunca deixa sermos tentados acima de nossas forças, e quer nos ajudar!
 
Marcel Ozuna em 01/05/2013 11:22:32
Srs. Agnaldo e Marcela: os casos de abusos sexuais a que vocês aludem em sua maioria afetam não a crianças (pedofilia), e sim a adolescentes e até adultos. E são, precisamente, fruto do afrouxamento das regras de admissão ao clero, ou seja, conivência de bispos e reitores de seminário que desprezaram os candidatos mais preparados e piedosos e admitiram lobos em pele de cordeiro. Um escritor dos EUA, Michael S. Rose, inclusive fez um livro com provas contundentes a esse respeito. Também a imprensa italiana levantou rumores de um relatório - encomendado por Bento XVI a uma comissão de Cardeais - apontar a existência duma "máfia gay" por trás de uma série de escândalos. Por aí vemos que esse "lugar-comum" de "clero católico homofóbico", perdoem-me a franqueza, é "fazer-se de coitadinho".
 
Marcel Ozuna em 01/05/2013 10:59:38
Uma coisa é acolher a pessoa homossexual, outra coisa é concordar com a relação homossexual. É interessante que muitos gays vivem e frequentam igrejas tranquilamente, sem criar conflitos, são pessoas discretas. Mas tem os que querem "causar", afetados... Quais pais de família aceitam expor seus filhos aos esfregamentos de casais homossexuais? E vc não pode falar nada, tem que ver e achar bonito, e os afetados são assim, na festa, no ponto de ônibus, no meio de outras pessoas, se esfregam mesmo, falam sacanagens... Coisa que não é aceitável nem vindo de casal hétero. Vivam sua vida, exponham-se na sua intimidade, entre vocês dois. Deus os acolhe, as Igrejas os acolhem sim, até propõem um meio de vida, a castidade. Mas parece que ser gay é botar pra quebrar, transar mesmo, é sexual...
 
Renan Lima em 01/05/2013 07:20:53
É interessante ver como algumas pessoas expressam opiniões das mais variadas sem saber como é estar no lugar de quem recebe a pena. Eu sou homosexual e como esperei a vida toda alguém chegar e dizer: " eu sei como mudar sua situaçao"; nunca chegou. Ouvi sim, pessoas como alguns aqui dispararem trechos da biblia falando sobre a situaçao... disso eu não preciso, pois sei ler. Eu vou à igreja ouço os louvores e pregaçoes, e eu gosto tanto, mas evito muito contato com as pessoas e também evito participações em eventos para não causar mais problemas, tristezas. Pra mim - não sei pra os outros - é como viver um inferno em vida. As vezes Passo tempo pesquisando como pode acontecer algo dessa natureza e assim tentar mudar; mas não existe resposta.
Quem sabe um dia algo mude... não sei mais.
 
Danilo K. Souza em 01/05/2013 00:26:51
Que matéria fantástica!!!! o campograndenews esta superando a cada dia, bacana galera.
Gosto muito de lidar com os animas, pois são PUROS, desprovidos de hipocresia, preconceitos, sim de fidelidade, amor e muito carinho, para com as pessoas que os tratam bem.
Existem comentários que são absurdamente NOJENTOS...como esse povinho tem o cérebro do tamanho da cabeça de um alfinete. Muitos julgam superiores aos demais, por frequentarem uma igreja e levarm ao pé da letra, um livro escrito há milhões de anos, em épocas diferentes. Muitos são separados, traidos ou traidores, enrustidos, bandidos, com sérios problemas familiares e vivem criticando o próximo e dando pitaco na vida do próximo. Outros, se julgam médicos, psicólogos,etc, capazes de diagnosticar patologias(???) que fulano ou beltrano é
 
Neyde de Oliveira em 30/04/2013 14:42:33
BOM ESSA É UMA DISCUSSÃO QUE DEVE ACONTECER SIM, O PADRE FEZ UMA EXPOSIÇÃO PUBLICA DE SUA OPINIÃO, JA SABENDO QUE SOFRERIA PENALIDADE, JA A IGREJA, TEM A OBRIGAÇÃO DE ACOLHER A TODOS SIM, DE QUALQUER FORMA NÃO PODEMOS ESQUECER QUE ESTAREMOS LIDANDO COM SERES HUMANOS
 
SERGIO COSTA FARIAS em 30/04/2013 14:25:54
As igrejas não estão nem um pouco preparadas para lidar com essa questão. Não há um acolhimento desses membros, que não veem outra opção, se não viver se reprimindo ou abandoná-la. Se realmente seguem o que a bíblia diz, por que então julgam e demonstram amor fraternal à essas pessoas? Eu prefiri me afastar do que viver na hipocrisia. Acho que o Padre Roberto fez, foi só cumprir o mandamento de Cristo, que é acolher o ser humano.
 
Robson de Paula em 30/04/2013 11:58:37
Absurdo não é criticar a igreja católica, absurdo é não ter senso crítico e 'aceitar' como verdade absoluta o que esses fariseus (padres) dizem. O padre Beto não é padre que aceita tudo, ele pensa, por isso não aceita tudo o que a igreja impõe como verdade absoluta.
 
Marta Santos e Silva em 30/04/2013 10:55:12
Eu acredito e creeio no que é concreto a minha biblia me diz que Deus não mudou e que sua palavra é fiel entao a biblia me diz QUE AQUELE QUE VIVE NO PECADO ESSE NÃO É CONSIDERADO FILHO DELE,POREM AQUELE QUE SE DEITAR PESSOAS DO MESMO SEXO ISTO É ABOOMINAAAÇAO,Deus é Amor ele Ama todoos por igual não faz classificação de pessoas por seu sexo,raça,caracteristicas nao ele é amoor,Mais ele diz assim tambeem que akele que cair 10000 vezes de todas as vezes ele estara pronto para perdoar,ele é um Deus que tem poder para mudar é somente acreditar e confiar!
 
Maylan da Silva em 30/04/2013 10:51:08
Tenha pena desse pessoal que defende os padres. A igreja é podre, os bastidores de Roma tem de tudo: pedofilia, sexo em grupo, puxação de tapete, armação de toda ordem, claro que isso existe em outras igrejas também, mas acho que a católica não é diferente.
Obs.: Sou católica, mas tenho senso crítico e não concordo com muitas coisas que eles pregam. Vou além, procuro aprofundar nos assuntos e não sou vaquinha de presépio que concordo com tudo o que eles dizem, principalmente assuntos polêmicos como homossexualidade...entre outros.
 
Marcela Silveira em 30/04/2013 10:49:27
Quem é bem resolvido sexualmente, não se preocupa com a vida sexual dos outros. Quanto à igreja, é hipócrita e homofóbica, contrariando os ensinamentos de Cristo.
 
Marta Santos e Silva em 30/04/2013 10:39:19
Absurdo criticarem excomunhão sem saber do que se trata! O tal padre foi excomungado porque, como sacerdote, assumiu o solente compromisso de praticar e defender a doutrina da Igreja e não provocar escândalo, ser desobediente, não participar das atividades da Igreja quando convocado etc... Ele não foi excomungado por defender os homossexuais até porque eles não foram perseguidos pela Igreja.. A Igreja não concorda com as práticas dos atos homossexuais e esse é um direito dela.. O padre foi muito além, incentivou práticas que a Igreja da qual pertence (ia) era contrária, não prestou informações ao seu superior quando convocado etc., ou seja, desrespeitou a hierarquia! Em relação a padres pedófilos isto existe em toda e qualquer instituição humana e, uma vez comprovado, leva, sim, à excomunh
 
Roberto Ferreira Filho em 30/04/2013 10:25:26
Acredito q estas pessoas (homossexuais) são doentes fisica, psicológica e espiritualmente, então, como doentes devem ser tratadas. Sou católica e temente à Deus, portanto, respeito Suas leis e jamais compactuarei com interpretações errôneas sobre "opção sexual" .... isso não existe, mesmo porque se vc fosse optar, é claro q estas pessoas optariam por amar alguém do sexo oposto, não há beleza num casal de mulher ou casal de homem, o que há é uma aberração, esta é minha opinião e não deve ser confundida com preconceito, pois trato os homossexuais com respeito, porém, não vejo a homessexualidade como uma coisa natural e normal. Defendo a igreja, seja protestante ou católica, pois elas seguem o que diz a Bíblia, que é um livro sagrado e merece respeito!!
 
Andressa Augustin em 30/04/2013 09:46:53
pra vcs que tentou mudar sua preferencia sexual:tudo que pedires com fe em meu nome sera concebido,conheço eis gueys q hoje estao casados,amem.
a homoxssexualidade nao tem lugarentre os cristaos(1co 6:9-10).
 
jorge pereira de oliveira em 30/04/2013 09:23:09
sinceramente, creio estar literalmente errado relamente esta questao de homens com homens e mulher com mulher, pois onde fica a situação "crescer e multiplicar?" amigos reciocinem a mulher tem uma aparelho correto livre de bacterias para receber uma penetração, enquanto o homem tem um anus cheio de restos organicos "Lixo interno" isso e lugar correto para penetração?? fica a dica.
 
Marcos Antonio em 30/04/2013 09:22:34
Eu acho interessante o ser humano, o que importa para mim saber o que meu vizinho fez e vai fazer da vida particular dele? Porquê ele tem que mostrar a rua o que fez ou faz? Porquê o hetero não fala quantas vez não funcionou ou se funciona com a parceira? Se o porblema é PARTICULAR, porquê o interesse na divulgação? Fica rico? Acho esse assunto uma asia. Quem discrimina é porque gosta da coisa e tem medo de fazer. O Macho ficaria feliz em sobrar mais uma femea para ele.
 
luiz alves em 30/04/2013 09:02:42
Deus nao abandona ou pune ninguem, um gay pode sim frequentar a santa igreja porem ele deve sim optar por uma vida digna e ser celibatario, e parabens a igreja de Bauru um padre e deve ser um guia de santidade e sabedoria para sua comunidade, e deve total obdiencia aos dogmas da santa igreja se nao, tiver obdiencia tem masi e que sair mesmo.
 
paulo neto em 30/04/2013 08:58:04
A igreja católica é hipócrita demais...nunca excomungaram os padres pedófilos e agora escomungaram esse padre Beto, que mostrou-se coerente com os ensinamentos de Jesus de não julgar, não discriminar e aceitar as pessoas como elas são.
O que deveria ser punido severamente pela igreja, é o ato dos padres pedófilos, que abusa de quem não pode se defender (as crianças). Quantos aos homossexuais não devem ser condenados por fazerem sexo com pessoas adultas que sabem o que estão fazendo e não prejudicam ningué. QUANTA HIPOCRISIA DA IGREJA.
 
Marcela Silveira em 30/04/2013 08:52:36
A IGREJA CATOLICA E A MAIS PRECONCEITUOSA E A QUE MAIS TEM CASOS DE PEDOFILIA ENTRE OS PADRES,PORTANTO ELES NAO SAO DEUS PARA JULGAR QUEM DEVE OU NAO SER EXCOMUNGADO,ATIRE A PRIMEIRA PEDRA QUEM NAO TIVER PECADOS VAMOS ATIRE.
 
Agnaldo Silva em 30/04/2013 08:41:07
Deus deu o livre arbítrio, cada um escolhe viver de forma que quiser, porem so cabe a Ele julgar nossos atos, ora se dissermos que não temos pecados estamos mentindo pra nos mesmo, ha um que julgara nossos pecados, pois acredite um dia iremos confessar diante Dele, por isso como esta escrito no livro de Oseis prossigamos em conhecer ao Senhor, é Ele que nos justifica, que nos santifica e retira de nós tudo aquilo que esta impedindo da nossa fe ser exercida, pois temos de ter certeza em quem estamos crendo...e a quem estamos servindo a Deus ou ao pecado.
 
gildemar dantas em 30/04/2013 08:17:59
o fato de nascer na igreja nao salva ou serve de parâmetros para ninguem, respeito quem tem esta opçao sexual , mais uma coisa tem que deixar claro ,muitas as pessoas estao na igreja pq os pais obrigam e tals ,mais aqueles que estao realmente com todo seu coraçao em Deus ele é capaz de tirar tudo aquilo que nao O agrada...e eu creio q Deus nao se agrada dessas praticas , do mesmo jeito que nao se agrada de preconceito e violencia contra quem segue por esse caminho...DEUS é amor ...mais também é JUSTIÇA...AMA O PECADOR MAIS ABOMINA O PECADO...
 
MILTON DE OLIVEIRA FERREIRA em 30/04/2013 08:13:32
Esse "Lado B" está a cada semana se superando
Parabéns pela reportagem e, sobretudo por trazer a público a voz e os sentimentos desses nossos irmãos e irmãs. Na Idade Média era assim também que os canhotos se sentiam ou eram vistos, sempre com desconfiança por serem "diferentes".
Na Igreja Episcopal Anglicana todas as pessoas homoafetivas (inclusive casais) são bem aceitas, amadas e valorizadas em pé de igualdade com as pessoas hetero. Desejamos que todas as pessoas busquem a espiritualidade que dará sentido às suas vidas de acordo com sua própria tradição religiosa e em suas próprias igrejas, mas estamos sempre de portas abertas a quem queira viver sua fé e sua sexualidade sem medo.
 
Revd. Carlos Eduardo Calvani em 30/04/2013 07:46:28
A bíblia possui, além de costumes das diversas épocas em que seus livros foram escritos, os preceitos morais. Ao longo dela, as normas sociais sofreram mudanças, porém, as leis de ordem moral nunca mudaram. Assim, ao longo de toda a bíblia, existe uma única regra moral, imutável, que por ser de ordem espiritual, é eterna e imutável mesmo. A passagem do tempo e mudanças culturais jamais farão com que as regras morais da bíblia mudem. Não é uma questão de ser antiga ou moderna, é simplesmente uma questão de ordem espiritual, atemporal, portanto, eterna, imune aos costumes de cada época. Deus é imutável, e sua moral também é imutável, e é imutável porque é perfeita e santa. Nós, humanos, devemos mudar comportamentos para cumprir o que Deus determina. É uma questão de fé.
 
Davi Garcia da Silva em 30/04/2013 07:30:00
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