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Campo Grande, Sábado, 03 de Dezembro de 2016

21/08/2015 06:56

Grupo com 3.5 mil membros mostra que morar sozinho é uma verdadeira odisseia

Evelise Couto
Raphael Nara é um desenvolvedor de softwares de 31 anos.Raphael Nara é um desenvolvedor de softwares de 31 anos.

Quem me acompanha já deve ter me visto falando que quando passei a morar só a Internet foi uma grande fonte de informação e uma verdadeira tábua de salvação para eu perceber que eu não estava nessa barca furada sozinha. Que alegria saber que tinha mais gente que não sabia fritar ovo, que manchou as roupas com amaciante de roupa e que se sentia solitária de vez em quando.

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No Facebook, um dos primeiros grupos que encontrei e que me acolheu foi o A Odisseia de Morar Sozinho e de 2011 pra cá nunca deixei de acompanhar.

Um dos administradores do grupo é Raphael Nara, um desenvolvedor de softwares de 31 anos, morador de São Paulo. Ele vive em uma casa de um desde 2012 e acha a experiência sensacional. ”Quem mora sozinho é dono da própria vida, independente. Acho isso importante pra todo mundo. Aprendi muita coisa nesse tempo, algumas à força, na marra”, afirma.

O grupo que vem das antigas e ajudou também na evolução de Raphael, existe desde a época do Orkut e traz uma turma bem ativa que migrou para o Facebook e ganhou mais força. Hoje são mais de 3500 membros participando.

Lá, além de receitas, dicas de como lidar com a casa, rola também muita conversa, desabafos e partilha de experiências. Mas nem só de mimimis e sugestões para se livrar do miojo nosso de cada dia vive o grupo, Raphael conta que sexo, encontros e paqueras certamente são assuntos que causam muitas situações irreverentes no Odisseia.

“A galera que participa geralmente é composta de jovens adultos, e muitos destes são solteiros. O povo sempre falou de sexo aleatoriamente em diversos tópicos. Por isso, foi criado um que centralizasse as discussões sobre isso. E ele simplesmente bombou. Depois foi criado um tópico de cantadas e chegou gente de todos os lados mandando as piores (e melhores) cantadas que já vimos. Rimos muito aquele dia. Em ambos os tópicos, nos primeiros dias já chegamos a mil comentários”, diz.

Do ambiente virtual para a “vida real” foi um pulo, Raphael conta que o grupo também serviu para aproximar as pessoas, uma vez que grande parte da turma que mora só é realmente sozinha e, por vezes, tem poucos amigos.

“Fiz muitas amizades virtuais e reais. Os virtuais que se mantém virtuais só ficam assim pois não foi possível encontrá-los. Tem uma galera do Nordeste, alguns do Rio de Janeiro. Daqui de São Paulo, já organizamos encontros e eu fui em diversos. A cada momento, gente diferente estava por lá. Geralmente marcávamos em bares mesmo. E sempre foi bem bacana a interação. Uma boa parte do pessoal que conheci na Odisseia virou amigos de verdade”, conta.

Quem quiser participar do A Odisseia de Morar Sozinho, é só enviar uma solicitação para os administradores. O grupo é fechado e tem um tópico fixo com as regras. Quem as violar, corre o risco de ter seus comentários apagados e/ou de ser banido do grupo. Neste tópico fixo há também uma lista de assuntos mais abordados e seus referidos endereços para você não perder tempo ao encontrar exatamente o que procura.

E você, tem alguma sugestão de pauta para o Casa de Um? Conta pra gente lá na nossa fanpage.

* Evelise Couto é jornalista, colaboradora do Lado B e autora do blog Casa de Um com dicas e experiências para quem mora sozinho.




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