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Campo Grande, Sexta-feira, 09 de Dezembro de 2016

13/01/2014 06:20

Na cidade onde o povo tem fama de mal educado, difícil é trabalhar com pesquisa

Elverson Cardozo
Nas ruas, Karine enfrenta encontra resistência, mas dribla os perrengues com maestria. (Foto: Elverson Cardozo)Nas ruas, Karine enfrenta encontra resistência, mas "dribla" os perrengues com maestria. (Foto: Elverson Cardozo)

Uma cidade onde as pessoas tem fama de não serem receptivas com seus próprios visitantes e clientes seria benevolente com os pesquisadores? Na prática do jornalismo diário, trabalhando em Campo Grande, eu, enquanto repórter, já me acostumei às negativas em abordagens para matérias na rua. Imagine o sofrimento de quem vive com a prancheta na mão, todos os dias, pedindo “um minutinho de sua atenção”.

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Pesquisadora há 7 anos, sempre trabalhando na Capital do Estado, Karina Augusto Mendes, de 31 anos, já está “calejada” dos “nãos” que recebe. Ela tem duas reclamações a fazer sobre a cidade. A primeira, bastante compreensível, diz respeito ao clima que, em alguns períodos, parece uma amostra grátis do inferno, ainda mais para quem precisa sair todos os dias.

O sol castiga, gera uma onda de protestos, mas o comportamento tipicamente campo-grandense ganha em disparada. “O pessoal é muito mal educado”, contou, sem pensar muito. A maioria não gosta de responder pesquisas, é verdade. Se existe alguém que acha o “passatempo” agradável deve ser exceção, com certeza. Mas custa ser educado? Em Campo Grande, parece que sim. Custa.

A expressão “estou com pressa” deve ser a desculpa oficial para fugir do questionário em qualquer parte do mundo, mas, por aqui, o “não” grosseiro, acompanhado do olhar torto e da cara de piedade parece código de conduta. Constatação de uma pesquisadora experiente.

“As pessoas não dão muito valor ao nosso trabalho. Olham com inferioridade, como se estivéssemos fazendo pesquisa porque estamos passando por necessidades. Às vezes vamos às casas e é comum ser atendida pela janela. Ficam gritando: ’Fala! O que é?'”

Em geral, esse comportamento mais hostil, digamos assim, parte das mulheres. Os homens, observou, “respondem melhor para mim que sou mulher”. No interior do Estado, o trabalho é menos complicado. Os moradores são mais humildes e chamam, inclusive, para entrar, tomar um café e até almoçar. Também existem, é claro, as almas caridosas que, mesmo sem paciência, param e dão atenção por entender que trata-se de um trabalho.

Pesquisador bom é pesquisador simpático, que sempre está com sorriso no rosto. (Foto: Elverson Cardozo)Pesquisador bom é pesquisador simpático, que sempre está com sorriso no rosto. (Foto: Elverson Cardozo)

Técnicas para sobreviver no mercado - Quando o dia está “ruim”, o jeito é apelar para os truques que a profissão ensina com o tempo, na prática. Pesquisador bom é pesquisador simpático, que sempre está com sorriso no rosto. A voz mansa, calma, é um diferencial de mercado. Na Capital, se o profissional não tiver essa qualidade, dificilmente se mantém na ativa.

“Eu chego e falo: Oi, Bom dia! Você mora em Campo Grande? Pode responder uma pergunta para mim? É rapidinho”, conta. A identificação é essencial, mas, para ganhar tempo, Karina prefere se apresentar no final. “As pessoas hoje são muito práticas”, justifica.

Aquele lance de “o corpo fala” é verdade. “Um vez eu fui trabalhar com uma amiga. Ela fazia cara de cansada, de brava, e não conseguia entrevistar ninguém, enquanto eu terminava rapidão. Você tem que ter sorriso no rosto e convencer a pessoa”, ensina.

Quando a técnica falha, a beleza ajuda. Loira, de olhos verdes, a pesquisadora já recebeu muita cantada por aí, mas usou o charme em benefício profissional, garante. “Eu falo ‘obrigado’ e prossigo. Não sou tão bonita assim, mas acho que dá uma ajudinha”.

Perrengues – Vida de pesquisador não é fácil, embora o lucro, nas épocas das vacas gordas, em anos eleitorais, por exemplo, faz muita gente pensar em abandonar a carreira para tentar uma vaga. Na última eleição, Karina, com apenas dois meses de trabalho, conseguiu lucrar R$ 8 mil, fora a ajuda de custo que, geralmente, é de R$ 1 mil por 30 dias. Com o dinheiro ela comprou um carro seminovo, pagou as contas e ainda se divertiu. Nada mal.

Mas, antes do sucesso, vem o trabalho. Muito trabalho. É preciso enfrentar os perrengues na rua, explicar para os revoltados que não, você não trabalha com político, e estar disposto a sair cedo de casa e voltar apenas à noite, afinal de contas, metas precisam ser cumpridas.

A mulher entrevista, por dia, uma média de 90 a 100 pessoas e repete as mesmas perguntas de minuto em minuto. Na quinta abordagem ela já decorou o questionário todo. “Só que no final do expediente o tico e o teco já não funcionam mais e aí você acaba invertendo até as perguntas. Muda o questionário e continua falando a mesma coisa”.

E quando a pesquisa tem 50 páginas? Acontece. “Demora uma hora para responder. Você tem que dar um sorrisinho, virar a página discretamente e falar: ‘já está acabando’. Só que tem mais meia hora para acabar. Se a pessoa perguntar se demora a gente diz ‘só um pouquinho’. Se falar a verdade ninguém quer”.

Tem dias que, no meio do caminho, o pesquisador encontra alguém disposto a responder tudo, mas o sujeito é daquele tipo carente, com grande necessidade de falar da vida e da criação do universo. Pior que isso é perguntar uma coisa e ouvir uma resposta totalmente incoerente, do tipo: “O que você mais gosta de comer no almoço?” “Amarelo”, responde o entrevistado. Não dá.

Prancheta de anotações. Todo pesquisador tem um quê de jornalista. (Foto: Elverson Cardozo)Prancheta de anotações. Todo pesquisador tem um quê de jornalista. (Foto: Elverson Cardozo)

Semelhanças profissionais - Depois do bate-papo com a pesquisadora Karina e das respostas concedidas a ela para o preenchimento de mais um questionário sobre “hábitos de consumo e vida”, cujo resultado, me garantiu, “será noticiado no Jornal Nacional”, eu, de crachá, com a mesma cara de pau para mais um “fala-povo” na Praça Ary Coelho, pedi seu telefone.

Precisava entrevistá-la para o Lado B. Fiz isso três dias depois. Conversamos bastante. Me diverti e fiquei com a sensação de que jornalista tem muito de pesquisador e o pesquisador é, no fundo, um jornalista que ainda não se encontrou. Antes de encerrar, no entanto, quis saber dos planos futuros da moça. Ela disse que a pesquisa se tornou um vício na vida dela, porque até hoje não conseguiu outro serviço que pudesse ganhar a mesma coisa. Mesmo assim, no ano que vem, pretende mudar de ramo.

“Quero cursar logística. Na verdade, quero fazer para passar em um concurso bom, que pede nível superior, e ganhar, pelo menos, R$ 5 mil, mas já pensei em ir para  área de comunicação. Não fui atrás, porque não sei qual o caminho certo”, comentou.

Talvez essa pesquisadora encontre o caminho e vire, no futuro, uma ótima jornalista. É uma escolha, uma vocação que deixa a gente feliz, apesar dos "perrengues", mas eu preciso dormir tranquilo, então, para não dizer que não avisei, deixo um recado:

Karina, comecei esse texto por volta das 16h e só terminei às 20h, duas horas depois do fim do meu expediente. Tive que bolar um título criativo, fazer legendas, escolher os melhores trechos de nossa conversa, ligar um assunto no outro, reler várias vezes, diagramar e deixar o material pronto para o editor revisar e publicar.

Mas antes, acredite, mudei o primeiro parágrafo umas três vezes. O último também. É verdade. No dia que nos falamos, no Centro, eu estava sozinho e, por isso, além de repórter, virei fotógrafo. Você notou, ? No final de mais um dia de trabalho, o meu tico e teco, assim como o seu, já não funcionam mais. Te entendo. Nossa profissão tem mesmo algo em comum, mas não é o salário. Lamento.

Ainda pensa em seguir carreira na área de comunicação? Daqui algum tempo, quem sabe, nos encontramos em uma coletiva de imprensa. Enquanto isso, força, a nós, para que possamos aguentar os mal educados de plantão.




Um pequeno comentário:
A Karina está fazendo o trabalho dela, de forma digna como qualquer outro trabalho,
quanto a falta de educação por parte de pessoas que não gostam de responder algumas perguntas, acho que é um direito de cada um, basta se desculpar educadamente. O mal
educado existe nos quatro cantos do nosso Brasil, educação vem da criação e não da região

Carapicuíba?SP. 16/01/2014
 
Nilson Pereira Silva em 16/01/2014 15:16:22
PARABENS KARINA, FAZER QUALQUER TIPO DE ENTREVISTA EM CAMPO GRANDE SEJA DA TV MORENA, RECORD, SBT OU DAS EMPRESAS DE PESQUISA É A MAIOR DIFICULDADE PORQUE A MAIORIA DAS PESSOAS
GRITA LÁ DE DENTRO DA CASA, O QUE QUE É? E PARA RESPONDER O CENSO DO IBGE ENTAO, E SOMOS PESSOAS BEM PREPARADAS PARA ESSE TRABALHO, EDUCADAS, GENTIS E SEMPRE COM SORRISO NO ROSTO
VALEU KARINA!
 
Rosana Julia em 14/01/2014 21:35:44
Pessoal, existem palavras magicas que dão certo em qualquer lugar do mundo: por gentileza/favor, obrigado, desculpa, um bom dia, boa tarde !!
Outra coisa, educação vem de berço/familia e não de onde a pessoa mora.
Portanto, ser educado e gentil é bom em qualquer lugar do Brasil e do mundo!! fica a dica.
 
RONI COSTA em 14/01/2014 02:10:27
Olha não é generalizar mais é nítido esta repulsa que o povo de Campo Grande tem quanto a educação com as pessoas.
Reparamos nas ruas, shoppings, praças não precisamos nem andar muito basta ver os comentários gritados de alguns ai citados acima quase todos em caixa alta.
Lastimável pois com isso perdemos no turismo, nos investimentos e com certeza o povo é que mais vai sofrer com isso. É só prestar atenção a capital só é lembrada na mídia como pior transito(Profissão Repórter).
Que me desculpem aqueles que assim não são, mais mal educados de Campo Grande vocês vão afundar a sua cidade.
 
Fabiana Pereira em 13/01/2014 23:55:33
Morar em Campo Grande não quer dizer que é campo-grandense, e Campo-grandense mesmo, não tem nada de mal educado. Ninguém é obrigado dar entrevista, parar na rua para responder pesquisa.. isso não é ser mal educado, e sim, é um direito seu, querer ou não querer. Primeiro veja a porcentagem de campo-grandenses e de pessoas de outros lugares, para depois generalizar...
 
Cida Vargas em 13/01/2014 22:00:14
Eu não acho certo generalizar dessa forma, principalmente do modo que foi colocado, sempre que sou abordada na rua se não estiver com pressa respondo a pesquisa, senão me desculpo e falo a verdade, se me pedem aguá, eu dou sim e gelada, agora ficar reclamando do calor, da pressa , e gente ruim de volante isso tem em qualquer lugar do Brasil não só aqui!
 
solange rios em 13/01/2014 21:15:36
Essas pesquisas geralmente são feitas em horário impróprio para pessoas que trabalham não é mesmo!!! Se ela não está contente em Campo Grande e se existem pessoas que não estão também, já que é ´para ser mau educado A PORTA DA RUA É SERVENTIA DA CASA! Se voces não gostam da cidade não a critique, pois aqui é uma cidade muito boa de se viver, e sim existem pessoas receptivas e pessoas que não gostam dessas pesquisas, é o trabalho deles, mas estamos no direito de não querer responder! Se eu estou com pressa pois tenho horário para entrar no trabalho como vou parar para uma "pesquisa rapidinha".... Já disse não está feliz com a cidade volte para a sua!
 
kellen giroletta em 13/01/2014 21:10:40
estão falando do trânsito...dia desses eu estava por uma dessas "vias rápidas" da cidade...ia um carro na minha frente, estava há uns 40 km/h, chegando perto do semáforo, o sinal ficou amarelo, então o tiozinho acelerou para ultrapassar o sinal, viu que não ia conseguir e freiou em cima da faixa de pedestre...e ainda ficou buzinando para os pedestres que estavam tentando atravessar a rua...o pior que quando abre o sinal, não sabe sair acelerando, sai como se estivesse passeando num domingo de manhã, pra ir buscar jornal na afonso pena...
 
hudson terencio em 13/01/2014 20:57:17
campo-grandense não conhece as palavras mágicas: bom dia, boa tarde, boa noite, com licença, por favor, olá tudo bem?, obrigado, por gentileza...abriu um café aqui no jardim dos estados, do tipo cozinha mineira...nem de longe tem o mesmo gosto do que se fosse o mesmo café em belo horizonte...o café pode até ser mineiro, mas a educação nunca será, nem sequer chegará de perto à educação mineira...o campo-grandense é hostil, a começar pela vizinhança, só fala com o vizinho quando tem que falar que vai viajar pra praia...de camboriú ainda por cima...
 
hudson terencio em 13/01/2014 20:52:16
...continuando: Meu caso por exemplo, meu tio veio para cá e quando minha tia engravidou pela segunda vez, nos mudamos para minha vó ficar com os netos. Sabe família? É importante ficar unida, ainda mais quando é apenas vó, mãe e você. E sim, meu sonho é sair daqui desde que passou o primeiro ano que estive aqui, mas já parou para pensar que muitos não saem por condições? Se meus planos derem certo, até 2017 já pulei fora dessa cilada que é Campo Grande.
Agora é bem típico de muita gente daqui comentar o clássico ''se não gosta, VAZA!'' Né? Gente receptiva é assim mesmo, ao invés de tentar mostrar algum lado bom da cidade, expulsa quem comenta algo negativo.
 
Beatriz Helena em 13/01/2014 20:05:59
Maria, respondendo sua pergunta: Sou do Rio e moro aqui há 11 anos e SIM a grande maioria é MUITO mal educado, poderia ficar até amanhã falando item por item dos motivos. Mas a pergunta é: ''vocês que ficam se aparecendo que moraram no Rio, São Paulo porque não voltam morar lá então, o que vieram fazer aqui em Campo Grande se não gostam daqui, povinho aparecido vão embora então.''
Primeiro eu não fico ''me aparecendo (q)'' pq morei no Rio, eu tenho um IMENSO ORGULHO de ser carioca, o que é praticamente uma afronta aqui, pois além de vc sofrer preconceito pq veio de outro lugar, vc não pode ter orgulho de onde veio. Já pensou que há pessoas que se mudam com a família?
 
Beatriz Helena em 13/01/2014 20:03:15
Pessoal educado dos comentários, confiram essa página antes de enviarem suas opiniões. http://g1.globo.com/platb/portugues/2009/12/09/ortografia-%E2%80%93-mau-ou-mal/
 
Luiz Fernando Nogueira em 13/01/2014 19:36:16
Gente já morei em Campo Grande, existe um pouco de indisponibilidade das pessoas não atenderem a uma pesquisa ou outra coisa que lhes tomem tempo; mas vocês precisam dar um passeio em São Luis no MA. Aí sim, saberiam o que é realmente um povo mal educado....
 
carlos andre em 13/01/2014 19:21:00
Esse assunto precisa de uma discussão até mais profunda! Quais são as origens dessa falta de educação? O transito é terrivel, quem conversa com os vizinhos? Quem é cortês com os vizinhos? Sou de campo grande e morei 7 anos em são jose dos campos e o tratamento é diferente?
 
uirineu gallena em 13/01/2014 19:09:40
É realmente as pessoas não gostam de pesquisas,talvez por falta de conhecimento,pois determinados assuntos foge do conhecimento da maioria das pessoas,quanto a informações quando se procura um endereço uma clinica ,uma firma comercial as pessoas extremamente gentis,ja encontrei pessoas que deixou seus afazeres para me indicar os lacais e chegaram até a entrar na internet no mapa da cidade e mostrar-me o local correto aonde eu deveria ir,muito obrigado campo-grandenses,a maioria são extremamente gentis e receptivos,amo vocês,se pudesse moraria em nossa capital morena.
 
marco antonio em 13/01/2014 18:51:03
Concordo em numero,genero e grau com o comentário do SrºSebastião Dussel....Só faltou um pequeno complemento para fikar DEZ!!!!!!Campo Grandensses são MUITO RUIM DE VOLANTE!!!!!!Pelo amor de DEUS.........Não sei quais são os critérios adotados para se autorizar um Campo Grandensse a dirigir.Não respeitam e não se dão o respeito,não ligam setas e quando fazem uma Cag.....Não assumem seus erros.
 
Dionisio Brites Areco em 13/01/2014 17:29:52
Chiesa...bye...
 
Roberson Ferraz em 13/01/2014 17:03:56
O comentário desse povo são muito engraçado, vocês que ficam se aparecendo que moraram no Rio, São Paulo porque não voltam morar lá então, o que vieram fazer aqui em Campo Grande se não gostam daqui, povinho aparecido vão embora então.
 
Maria Maguinolia em 13/01/2014 17:03:45
Até concordo que algumas pessoas são mal educadas,mas generalizar chega ser indelicado com as pessoas que vivem e trabalham aqui ,acolhemos todos que optaram em viver aqui mesmo sem serem filhos desta terra,em Campo Grande também tem gente educada e cordial. Será que só em Campo Grande tem gente mau educada ? não foi o que vi e vivi em viagens a trabalho em Brasilia,Rio de Janeiro,Curitiba e Blumenau .
E se não gostam da cidade ou da gente daqui as portas que estão abertas para receber quem chega também estão abertas para que procurem uma cidade com "gente bem educada".
 
Adriana Borba em 13/01/2014 16:37:40
engraçado.... a população de campo grande é composta por aproximadamente 80% de forasteiros (de outros estados), então os sem educação são aqueles que não se deram bem em sua terra natal e, ainda vem criticar aos que lhe dão o pão de cada dia. tá falado.....
 
nilson antonio em 13/01/2014 16:29:12
engraçado.... a população de campo grande é composta por aproximadamente 80% de forasteiros(outros estados) então os sem educação são os que vem de fora que, além de não se dar bem em sua terra natal, vem criticar onde ganha o pão. falei....
 
nilson antonio em 13/01/2014 16:25:16
Gente como tem gente que gosta de diminuir a cidade onde vive,para algumas que gostariam de mudar-se da cidade se pudessem só vêem coisas negativas nesta cidade e tudo que é de fora é melhor, gente é gente em qualquer parte gente de todos os tipos e variedades de ìndoles.Será que só no Rio de Janeiro ou em São Paulo só existe gente educada? tenho minhas dúvidas também apesar de nada contra estas duas cidades,cidades turística por,ex tendem a ser mais receptivas devido ao negócio do turismo, nossa cidade como sabem ´apesar de ter vários atrativos não é vista como cidade de turismo como o RJ por ex . São Paulo por ex, a grande métrople brasileira e mundial, todos sabem é repleta de nordestinos que costuma ser na maioria um povo sofrido e mais humilde.Não concordo com este mau juízo de CG.
 
antonio costa em 13/01/2014 15:38:48
Ricardo Boretti , você falou tudo concordo com você.
 
AMARAL ASSUNCAO em 13/01/2014 15:17:26
eu como pesquisador eu ja passei por muita situaçoes de falta nao so de respeito quanto de humanidade aqui en campo grande ja presenciei caso de pessoas aqui de negaren un copo dágua pra uma companheira de trabalho eu particulamente so trabalho fazendo pesquisas no interior a empresa ate evita de me chamar para fazer pesquisas na capital porque sabe que eu nao vou pois sou de corumba e o povo nao so e simples com de facil responder pesquisas adorei essa materia e o jornalista esta certo de dizer que o pesquisador ten un pouco de jornalista e gostei do desabafo da karina assino embaixo colega
 
carlos andre de figueiredo em 13/01/2014 15:06:43
Muito boa a matéria, e na oportunidade sugiro que os meios de comunicação de Campo Grande façam, em conjunto, uma campanha para despertar as pessoas a reverter esse quadro. Campo Grande, de fato, é famosa pela falta de solidariedade, educação e cortesia da maioria das pessoas, além da arrogância e prepotência de parte expressiva dos campo-grandenses. Essa fama é muito ruim para nós, e precisamos que os meios de comunicação de massa contribua para mostrar a esse grupo o quanto é feio ser mal educado e arrogante.
 
Sebastião Dussel em 13/01/2014 15:01:33
Povo mais grosseiro,mal educado e chucro eu encontrei nesse lugar,nao generalizando,mas a grande maioria....Ou se adapta,ou muda de cidade,que é o que estou fazendo!
 
Fernando Dalla Chiesa em 13/01/2014 13:52:20
FINALMENTE UMA VERDADE DITA NA CARA. Povo campograndense é super mal educado.
 
CYRO CHAN em 13/01/2014 13:50:30
Não sou mal educada!!Simplesmente não gosto de responder pesquisa!!!Não gosto de dar entrevista!!Não abro meu portão para estranhos!!!Tudo isso são direitos meus!!!
 
Luzia Nogueira em 13/01/2014 13:31:42
Karina, não dê bolas aos mal humorados e mal educados, eles existem em todas as partes do mundo, inclusive em Campo Grande.
Use seu charme e sua capacidade profissional, e vá em frente, faça com satisfação e carinho o seu trabalho, no final você colherá bons resultados.
 
VALDIR VILLA NOVA em 13/01/2014 13:14:07
Apressadas? Em Campo Grande Bruno? Se o povo daqui for morar em São Paulo então, morre de infarto! Aff!
 
Eduardo Dias em 13/01/2014 13:13:45
concordo com o que diz o pessoal do mato grosso do sul, são mal educados, a pressa não justifica, porque principalmente nos onibus, as pessoas para adiquirir o assento, só falta derrubar as pessoas, assim como no centro na cidade, passam rasgando e nem se quer peçm desculpas, isso digo porque aconteceu recentemente eu entrando no onibus coletivo linha nr. 087 centro, aconteceu com a minha mãe de 76 anos, a qual uma senhora de meia idade quase derrubou a pos causa do banco, a ponto de machucar ela, eu disse para ela ouvir e prestar atenção com o seu comportamento, e se minha se machucasse, iria responsabilizala pela falta da educação que não vem da escola e sim de casa.
 
mirian rezende em 13/01/2014 13:13:21
Bom, eu acho que tudo isso é uma questão de bom senso e educação.
Estive em São Paulo esses dias atras, e notei como os moradores de lá são cordiais. Tive dificuldades na hora de pegar o metrô (1° vez) e quando me dei por mim estava sendo ajudada por pessoas que nunca vi na vida. Pensei "será que eu faria isso por alguem, ou será que estaria tão "apressada" que nao daria tempo de ajudar alguem". Sei lá, acho que não custa nada fazermos um favor ou ceder um pouquinho do nosso tempo pra quem precisa.
 
Grazi Lima em 13/01/2014 12:36:40
DISCORDO QUE CAMPO GRANDE TENHA MAL EDUCADOS, SÓ ACHO QUE AS PESSOAS SÃO APRESSADAS, NADA MAIS, POIS SOU DE CAMPO GRANDE, E FUI FAZER TURISMO EM FORTALEZA, ME SENTI SUPER HOSTILIZADO, POIS AQUI EXISTE UMA MOROSIDADE NO ATENDIMENTO, AS PESSOAS SÓ SE INTERESSAM EM ATENDER SE VOCÊ VAI PAGAR EM DINHEIRO. SE ESTÁ SÓ PERGUNTANDO PREÇO OU VAI PAGAR COM CARTÃO ELES DISPENSAM RAPIDINHO. CHAMAM O PROXIMO, FIQUEI HORRORIZADO, EM CAMPO GRANDE NUNCA FUI TRATADO ASSIM .
 
BRUNO CORREIA em 13/01/2014 11:52:59
Sou obrigada a concordar que deixarmos alguém entrar em nossa casa com a justificativa de estar trabalhado, realizando pesquisa, é algo mais delicado, realmente. Nos últimos tempos os bandidos têm encontrado formas "criativas" de invadir casas e praticar crimes, mas, uma vez constatado que se trata realmente de um trabalhador, qual é o problema?
Essa desculpa de que não dá pra saber se é estelionatário abordando pessoas na rua, ou de que quem está ali trabalhando não se veste bem, não cola. Já precisei fazer enquetes e entrevistas na rua, com equipe e equipamentos devidamente identificados, o câmera uniformizado, e a reação das pessoas é a mesma: sem a menor educação ou boa vontade!
 
Mériele Oliveira em 13/01/2014 11:48:46
não é falta de educação é jacuzice mesmo!
 
rodrigo kampa em 13/01/2014 11:47:57
Os campograndenses são sim mal educados, não todos, lógico, mas grande maioria.
Não custa ser educado, não custa dirigir com respeito no trânsito. Simplesmente não custa! Mas aqui, sinceramente, isso é muito difícil. Acho que as pessoas não conhecem a frase "gentileza gera gentileza", e nem se interessam.
Outro dia, dirigindo pela Rui Barbosa, em frente à Santa Casa, um homem entrou na pista calmamente, como se estivesse em uma faixa de pedestres com o sinal infinitamente aberto para ele. Consegui parar o carro em cima da pessoa, levei o maior susto, e gesticulei para que ele que tivesse mais atenção ao atravessar - e sequer abri minha boca para falar um "A" que fosse. A reação dele? Jogou uma garrafa de refrigerante na minha cabeça. Isso é educação?
 
Mériele Oliveira em 13/01/2014 11:42:12
Concordo que o povo é mal educado. No Rio de Janeiro eu fui do hotel para o corcovado e depois voltei só perguntando para os passantes. Aqui tem gente que manda você pro outro lado da cidade.
Mas quanto à receptividade das pessoas, principalmente nas casas, quem pode culpá-las? Hoje em dia os criminosos se fantasiam de funcionários de empresas e até de policiais para pegar as vítimas desprevenidas, quem então abriria o portão da casa para um desconhecido? Cidades pequenas são mais receptivas porque a violência é menor ou porque todo mundo se conhece e já sabe quem é pesquisador mesmo.
E quando aparece um sujeito fazendo "pesquisa sobre segurança", indo de casa em casa, querendo saber se a pessoa tem cofre, alarme e se mantém valores em casa ou no escritório? (sim, aconteceu)
 
Guilherme Arakaki em 13/01/2014 11:06:58
todo trabalho tem sacrificio ,esse é o de voces .querem chega nas ruas e encontrar filas de pessoas para responder suas perguntas .
 
fabio pereira em 13/01/2014 11:05:15
Concordo com a pesquisadora, a maioria dos campo-grandenses são mal educados. Principalmente os próprios donos de estabelecimentos. Recentemente meu esposo e eu fomos almoçar em um restaurante que fica na rua Barão do Rio Branco, e não era um restaurante simples não. O próprio dono, acredito eu, não teve nem a capacidade de nos dizer boa tarde ou muito obrigado volte sempre. Meu esposo foi pagar a conta ainda teve que ficar esperando o dito cujo ficar papeando com outra pessoa. Nos atendeu a hora em que ele quis. Sou da seguinte opinião que o primeiro a fazer um curso de bom atendimento ao cliente é o dono do estabelecimento, pois assim poderá cobrar de seus funcionários. Sinceramente os vendedores ambulantes atendem melhor! Engana-se quem acha que a falta de educação só é dos pobres!
 
Lilian Pereira em 13/01/2014 10:28:34
Juraci Montanha, vc representa perfeitamente o campo-grandense! Seu perfil se encaixa muito bem, principalmente pela sua resposta! Realmente vc não tem obrigação de responder à nenhuma pesquisa! Ninguém disse isso! Mas da mesma forma, ninguém tem obrigação de aguentar mau humor, grosseria e falta de educação! Não quer responder, isso é um DIREITO seu! Mas também é um DEVER (pelo bom senso) ser educada! Tem uma receitinha em um outro comentário um jeito bem bonitinho de dizer não! Treina lá! =)
 
Ricardo Boretti em 13/01/2014 09:55:02
Falta de educação SIM! Não são 15 SEGUNDOS (até menos, dependendo da sua dicção) para dar uma resposta educada para alguém que vão fazer vc chegar atrasado no seu "longínquo" serviço! Faz o teste aí! "Infelizmente não posso agora! Estou atrasado, mas quem sabe em uma outra oportunidade, ok?! Bom trabalho!"... Além de ser bonito e educado, não dói e não custa nada! E seria legal terminar a frase com um sorriso! Um ótimo dia pra vc Maud Teixeira! =)
 
Ricardo Boretti em 13/01/2014 09:48:01
CONCORDO COM RICARDO BORETTI;MOREI NO RJ 15 ANOS E NUNCA;MAS NUNCA FUI MAL ATENDIDA LA;VOCE ENTRA DE CHINELO E BERMUDA EM SHOPPING DE SUBURBIO TIPO MADUREIRA SHOPPING;OU NO FASHION MALL E AS VENDEDORAS TE TRATAM BEM;NAO DISCRIMINAM SE SOMOS FEIOS SE NAO EXIBIMOS RELOGIO HUBLOT;OU UM DE 10 REAIS.AI EM CAMPO GRANDE QUEM NAO ESTA BEM VESTIDO OU COM ROUPAS DE GRIFFE E DISCRIMINADO;ISSO QUANDO NAO TE DAO INFORMAÇAO ERRADA;QUANDO VC PERGUNTA SOBRE ALGUMA RUA OU O QUE FOR;UMA PENA O POVO A MAIORIA SER SUPER MAL EDUCADO.
 
rejani rilke em 13/01/2014 09:41:18
Meia hora de formulário?
Se o povo é mal educado, o elaborador do formulário, que creio não ser o pesquisador, é um sem noção, abusador de paciência.
 
Romeu Luitz em 13/01/2014 09:34:59
Não acho nenhuma falta de educação se negar a responder pesquisas seja lá qual for, tampouco acho que tenho que ter alguma justificativa pra isso. NÃO simplesmente e pronto, E DAÍ ??????? É IGUAL VENDAS, NINGUÉM É OBRIGADO A COMPRA NADA QUE LHE FOR OFERECIDO sem justificativas.
 
juraci montanha em 13/01/2014 09:34:06
Esses pesquisadores deveriam apresentar-se melhor. Vestem-se de qualquer jeito e não transmitem confiança. Nos tempos atuais qualquer um pode ser um estelionatário e fica difícil responder coisas pessoais para qualquer pessoa. É melhor passar por mal educado do que ser enganado (na dúvida!). Esse serviço tem que ser melhor estruturado. Se as pessoas não confiam, a responsabilidade é deles...
 
Filipe Alberto em 13/01/2014 09:29:41
Muito boa a matéria. Gosto de ler as matérias do Campo Grande News onde esta linguagem narrativa e do cotidiano estão sempre presentes. Parabéns.
 
Antônio Carlos Batista em 13/01/2014 09:26:47
Falta de educação não!!! Falta de preparo dos pesquisadores que não sabem abordar e nem a hora mais propícia para a pesquisa. Não somos mal educados, somos OCUPADOS!!!!
 
MAUD TEIXEIRA em 13/01/2014 09:25:43
As pessoas alegam falta de tempo para responder pesquisas, mas como elas são feitas em metrópoles como SP e Rio de Janeiro, onde tudo é mais longe e mais, bem mais intenso? O povo é mal educado mesmo! Pra constatar isso, é só observar o atendimento nos serviços prestados! Passou da hora da Associação Comercial de Campo Grande fazer um treinamento intensivo com todos os comerciantes e deixar bem claro que as pessoas que trabalham com atendimento ao público não estão "fazendo favor" pra ninguém e que eles "precisam" dos clientes! Talvez isso sirva de exemplo para os campo-grandenses! É incrível a falta de educação na capital, em todos os sentidos! Sem falar no pensamento "matuto"! Evolui minha gente! Vcs estão em uma CAPITAL!
 
Ricardo Boretti em 13/01/2014 09:08:20
NÃO CONCORDO COM A MATERIA. MAL EDUCADO? PORQUE ?. MUITOS DESSES PESQUISADORES PROCURAM ENTREVISTAR PESSOAS BEM VESTIDAS COM ARES PODEROSOS E QUANDO PASSAM POR PESSOAS MAIS HUMILDES COM VESTIMENTOS SIMPLES NEM OLHAM.E ACHAM QUE SOMOS MAL EDUCADOS. QUAL É.......
 
MARIA DAS GRAÇAS MONTEIRO em 13/01/2014 09:02:59
O Campo grandense é assim,o campo-grandense é assado,gente a muito Tempo nossa cidade é um lugar de gente que veio de todas as partes, fica dificíl generalizar um comportamento de um 'campo grandense' afinal aqui mora pessoas de todas as cidades do interior do estado bem como do país e do mundo enfim uma mini São Paulo dada as proporções.
 
Antonio Costa em 13/01/2014 08:53:33
rs engraçado reencontrar a Karina nas paginas virtual do jornal anos depois.....
sofríamos muito com a falta de educação mas ela tem uma voz meiga, convincente e realmente os olhos azuis a ajudava rssssss bons tempos, boas risadas depois de um dia longo de sol quente , e gratificante depois de anos alguem se interessar pelo trabalho de um pesquisador que sofre em viagens longe da familia e da casa que lindo amei a materia parabens!!!!!
 
Fabricia Nunes em 13/01/2014 08:45:03
Lamentável. A falta de educação das pessoas e a "correria" do dia a dia só tem piorado as coisas. Como já foi citado no comentário acima a matéria ficou ótima. Parabéns.! E Parabéns KARINA, pela sua luta no dia a dia.
 
Karla Fernanda em 13/01/2014 08:36:41
A falta de educação existe e é muito presente em Campo Grande, mas pesquisa de rua é triste também, pra começar a pesquisa se dá em horário comercial, ou seja, todo mundo está indo ou vindo para o trabalho, ninguem quer chegar atrasado no serviço e dizer que atrasou por causa de uma pesquisa, não é uma desculpa aceitavel, então fica dificil, as pesquisas deveriam ser feitas no período da noite ou nos finais de semana, quem tá com pressa é grosso, em Campo Grande então, vixi, coitado do pesquisador...
 
maximiliano nahas em 13/01/2014 08:22:07
Boa matéria ,vc repórter deveria aproveitar e fazer uma matéria sobre o comportamento dos campo grandenses com relação aos portadores de necessidades especiais ,cadeirantes ,idosos e pessoas com câncer que tem que raspar os cabelos ,o povo sem respeito e educação.Vai la vamos fazer uma campanha!
 
IVONETE GONCALVES em 13/01/2014 08:11:19
É triste, porém, real. A falta de educação nesta capital é gritante desde o trato entre as pessoas até a forma que se dirige no transito.
Triste!
 
André Almeida em 13/01/2014 07:48:03
Eu que sou um crítico ferrenho e muitas vezes até mesmo "cítrico", mas também reconheço e parabenizo quando leio um ótimo texto. Uma matéria bem leve, pra cima.. alto astral... eu mesmo que recentemente critiquei o "colega" (permita-me chamá-lo assim, só que não fiz faculdade rsrsr) Elverson Cardozo..... agora me rendo à matéria, ao texto.. muito bom mesmo. Parabéns! Li atentamente e voce conseguiu dar um brilho todo especial na matéria e num elo (é claro que não vou escrever de LIGAÇÃO, mesmo porque todos os elos são de ligação), vc conseguiu abordar a profissão dela e de forma sútil, a sua (ou a nossa). Sem querer ser chato e nem repetitivo, Parabéns! E quanto à Karina..... ela bem que poderia fazer as pesquisas dela em Corumbá.. nossaaa lá na terrinha se falar "bom dia", pronto!
 
Gilson Giordano em 13/01/2014 07:43:21
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