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Campo Grande, Sábado, 03 de Dezembro de 2016

05/07/2014 07:12

Na Copa do Mundo, quem abre a casa para gringos ganha amigos e conhecimento

Elverson Cardozo
Hugo D'Ávila com um grupo de turistas da Inglaterra, Alemanha, Bélgica e Colômbia. (Foto: Arquivo Pessoal)Hugo D'Ávila com um grupo de turistas da Inglaterra, Alemanha, Bélgica e Colômbia. (Foto: Arquivo Pessoal)

Campo Grande é cidade de passagem para estrangeiros que vieram ao Brasil por conta da Copa do Mundo. A maioria fica na Capital do Mato Grosso do Sul por dois, três dias e, às vezes, uma única noite. O tempo é suficiente para levar impressões do lugar, fazer amigos e trocar experiências culturais com quem se dispõe a recebê-los em casa.

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O publicitário Filipi Minatel, de 25 anos, aproveita o que pode. Nesta semana, por exemplo, ele se despediu de um francês de 23 anos. “A gente acaba virando amigo. Hoje mesmo ele já me mandou uma mensagem”, diz. Apesar da estadia ter durado apenas dois dias e uma noite, o bate-papo rendeu.

“Fiquei sabendo que, na França, tem mais cidades interessantes para conhecer além de Paris. Ele mesmo mora em uma que cheia de castelos”. Soube, também, que a “carona amiga”, sistema que muita gente adota nas grandes cidades, não é uma exclusividade do brasileiro. “Ele mexe com aplicativos e me mostrou um que serve para isso. Quando viajar, posso dividir carona com um francês”.

Filipe foi com a família acompanhar o turista húngaro na Feira Central. (Foto: Arquivo Pessoal)Filipe foi com a família acompanhar o turista húngaro na Feira Central. (Foto: Arquivo Pessoal)

Com um húngaro de 28 anos, outro estrangeiro que veio para a Copa e se hospedou na casa dele, Filipi conseguiu dicas valiosas. “Minha namorada vai estudar lá, então casou legal. Ele apresentou alguns locais da Hungria para ela, falou da comida que costuma comer e disse até preço de apartamento”, relata.

O coordenador pedagógico Hugo D'Ávila, de 27 anos, abrigou vários gringos, 31 só este ano. Três vieram especificamente para o Mundial: um deles é o colombiano Jorge Morales, de 24 anos, que está viajando a América do Sul de moto.

“Ele ficou três dias aqui. Gostou da fartura de comida. Ficou maravilhado. Disse que lá é só uma porçãozinha nos restaurantes”. O outro hóspede dele foi um americano, que faz intercâmbio no Brasil e queria conhecer Bonito antes de ir para o Rio acompanhar os jogos.

“Ele é formado em engenharia ambiental e está fazendo mestrado aqui. Com ele eu não tive muitas surpresas da cultura americana porque já fui lá”, explica.

Hugo e o colombiano Jorge. (Foto: Arquivo Pessoal)Hugo e o colombiano Jorge. (Foto: Arquivo Pessoal)
Filipi virou amigo do francês. (Foto: Arquivo Pessoal)Filipi virou amigo do francês. (Foto: Arquivo Pessoal)

Com uma inglesa, que passou só uma noite na casa dele, menos ainda. “A gente conversou bem pouco. Ela só veio para dormir. Ficou uma noite”, diz.

Mas, de maneira geral, Hugo avalia as experiências como positivas e diz que essa troca sempre acrescenta algo. O coordenador participa de uma rede internacional de hospitalidade, a couchsurfing e, por isso, tem a oportunidade de receber em casa gente de todo canto mundo.

O militar do exército Rubnei Porto Canilha, de 45 anos, também é cadastrado no site, mas prefere abrir as portas para famílias. Há cerca de 15 dias, ele deu boas vindas para um casal de franceses. “Vieram com os dois filhos, uma menina e um menino. Estão fazendo um tour pelos países da América do Sul e aproveitaram para acompanhar a Copa”, relata.

A convivência foi rápida, mas a troca cultural valeu a pena. Rubnei conheceu um pouco da França pela boca do casal, que mora em uma ilha, e aproveitou para explicar um pouco do comportamento brasileiro.

“Ele já morou aqui quando criança e sabe que adoramos futebol, mas falou que não tinha visto muitas bandeirinhas pelas ruas antes dos jogos. Aí eu expliquei que era por conta dos protestos, que a população estava mais mobilizada”, afirma.

Dos franceses, prossegue o militar, ficou a imagem de um povo questionador e, de certa forma, se falando em futebol, pessimista. “Eles não acreditam na própria seleção, ao contrário do brasileiro”, explica.

Rubnei abriu a casa para um casal de franceses. (Foto: Arquivo Pessoal)Rubnei abriu a casa para um casal de franceses. (Foto: Arquivo Pessoal)



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