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Campo Grande, Domingo, 04 de Dezembro de 2016

03/12/2014 06:56

Não permito que nenhum começo desajeitado defina o final do meu roteiro

Mariana Monge
E assim, vou escrevendo o meu roteiro (Foto: Vanessa Atanásio)E assim, vou escrevendo o meu roteiro (Foto: Vanessa Atanásio)

Neste ano, o primeiro dia de dezembro caiu em plena segunda-feira. Começamos um novo dia, uma nova semana e um novo mês, tudo junto. E, pra mim, tudo começou com cara e jeito de algo que nunca deveria ter começado. Sabe aquele dia que você tem certeza de que sair da cama não foi uma boa escolha? Pois é. Depois de uma sucessão de fatos desastrosos, estressantes e desgastantes, o pensamento foi inevitável: "Se o primeiro dia do mês foi assim, estou com medo de continuar vivendo até o final do ano".

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Temos uma mania estúpida de achar que o começo determina todo o enredo da história. Não é raro supormos que tudo o que começa errado nunca dará certo. Então, na mesma hora interrompi meu pensamento e entrei em uma discussão profunda comigo mesma, até chegar à conclusão de que não posso permitir que um início desajeitado defina todo o meu roteiro.  

Exercitei a minha respiração e busquei enxergar um lado positivo. Tirei o foco do problema e me concentrei no que estava ao meu alcance. Confesso que em vários momentos isso me foi bastante custoso. Não é nada fácil abstrair a raiva, a indignação, o desapontamento. Mas também garanto que não é impossível.

Fui movida pelo desafio de não permitir que as circunstâncias definam o que será das minhas histórias, escritas por mim diariamente. Cheguei à conclusão de que, por pior que seja o hoje, haverá um amanhã. E depende de mim quais são os sentimentos que irei carregar para o dia seguinte.

Sem demagogia. Viver é uma responsabilidade maravilhosa, mas exige de nós, protagonistas, certo equilíbrio e boa vontade de fazer dar certo.

E o dia que começou desajeitado, terminou com um jantar bem jeitoso, em casa e com tudo servido nas panelas, porque também concluí que o que importa mesmo é o tempero que coloco na comida (ou à vida). E assim, vou escrevendo o meu roteiro.

*Mariana Monge é jornalista e colaboradora do Lado B. Mais textos na página Mariana Monge.




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