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Campo Grande, Sexta-feira, 20 de Janeiro de 2017

03/02/2014 06:48

Nem placa salva vizinho do chaveiro da chateação de quem tem pressa até para ler

Paula Maciulevicius
A placa é escrita à mão em vermelho numa tábua branca e nem assim cliente entende o recado. (Fotos: Simão Nogueira)A placa é escrita à mão em vermelho numa tábua branca e nem assim cliente entende o recado. (Fotos: Simão Nogueira)

Na rua Jordão, no bairro Noroeste, a imagem fala por si. Na esquina, um chaveiro e ao lado, na casa vizinha, que aparenta ser no mesmo terreno, uma placa que já resume a história toda: “o chaveiro não mora aqui”. Um aviso aos navegantes de que não adianta bater palma ou tocar campainha, porque o chaveiro, de fato, não mora na casa do lado.

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É só mais uma cena do cotidiano de Campo Grande, mas que vale ser contada, porque apesar da chateação do dia a dia, o vizinho é exemplo que como é bom levar a vida na esportiva. Também fica a dica para quem anda com tanta pressa que não consegue nem sequer ler letras garrafais no portão antes de bater.

A história fica mais engraçada quando a gente passa e de um lado, na fachada da pequena empresa, a placa diz "volto logo" e na outra porta o aviso é quase que complementar: "o chaveiro não mora aqui”

Há um ano e meio, o pedreiro Francisco Pereira de Lima, de 55 anos, tem de falar a mesma coisa inúmeras vezes ao dia. Bem humorado, ele conta que é inquilino do chaveiro que só trabalha na região e mora bem longe dali, no bairro Coronel Antonino.

“Várias vezes me perguntaram: cadê o chaveiro? Ele não mora aquii? Eu falei e ele disse que ia por a placa, porque não tinha hora, nem dia e nem noite. Como na região só tem ele, não tem outra alternativa”, explica Francisco.

O detalhe é que no imóvel onde funciona o chaveiro tem dois telefones celulares que dispensariam qualquer tentativa de ir ao vizinho. Mas, parece que até esta sinalização passa despercebida.

A placa foi colocada há seis meses, escrita à mão em vermelho numa tábua branca e nem assim cliente entende o recado. “A turma chega e pergunta, mesmo com a placa aqui, cadê o chaveiro? Às vezes eu acho que a pessoa não sabe ler”, relata Francisco.

Francisco, o vizinho bem-humorado do chaveiro que sempre tem de repetir o que a placa diz. Francisco, o vizinho bem-humorado do chaveiro que sempre tem de repetir o que a placa diz.

Dia desses, ele resolveu mudar o repertório. Sentado no banco de madeira na varanda, foi parar um carro e perguntar para ele dizer que não sabia de chaveiro algum porque ele próprio não morava ali.

Questionei se com tanto cliente batendo à casa errada, ele nunca pensou em abrir concorrência e virar chaveiro também. “Não compensa, ele tem conhecimento e freguesia, para ele é mais fácil”.

O chaveiro trabalha em horário comercial, no entanto como não tem funcionários, é ele quem sai para atender chamados na vizinhança, desde troca de fechadura, até abrir porta de carro. O Lado B localizou o personagem central da matéria, sem precisar bater à porta de Francisco para saber do chaveiro.

Fernando Janoto de Oliveira, de 39 anos, responde rindo que nunca morou ali. A casa é dele, mas depois de uma reforma, ele alugou uma parte.

Sobre a placa ele não teve saída a não ser tentar, em vão, avisar a freguesia que não mora ali. “Coloquei porque tem muita gente que ia incomodar ele. As pessoas batiam lá”. Isso a gente já sabe. Mas parece que a clientela do chaveiro não.




Quando o Sr. Francisco alugou a casa, o chaveiro já funcionava lá.
Se der as informações com satisfação, estará contribuindo com a clientela do chaveiro.
Mas tem gente que reclama de tudo e de todos.
Sr. Francisco, se não quer ser importunado, que se mude.
 
VALDIR VILLA NOVA em 04/02/2014 10:50:57
nao adianta mudar a cor do portao pra quem sabe ler um pingo e letra tem o numero de telefone liga
 
waldemir jesuino de barros em 04/02/2014 00:50:57
Amo as reportagens do "Lado B" me divirto nuiiiiiiiiiiiiiiiito!!!..... cada uma!!!!!!.... kkkkkkkkkkkkkkkkkkk
 
Agenor Barbosa em 03/02/2014 22:57:08
Sr Marco, me lembro da casa de massagem na Severino Ramos, passei lá uma vez, estava fechada, aí resolvi perguntar das meninas para um Sr. na casa dos fundos... Rapaz o cara saiu bravo me mandando fazer sei lá o que, não sei aonde, que eu perdi até a vontade de ver as mina. ahahahahaha!!!!
 
Orestes Valadão em 03/02/2014 16:55:01
Cobra pela propaganda feita e pelas informações e desconta nos alugueres!!!!
 
mario antonio em 03/02/2014 16:44:24
Pinte logo este portão de outra cor Sr. Fernando, a voz do povo é a voz de Deus...eu tb concordo com eles..kkkkk
 
clarice araujo da silva carvalho em 03/02/2014 16:35:57
è só colocar outra placa acima, escrito Leia a placa abaixo.
 
Ronaldo dos santos em 03/02/2014 15:43:23
Na Severino Ramos de Queiroz tinha um caso semelhante, uma casa de massagem no mesmo terreno de uma casa de família. A casa de massagem dava folga a suas profissionais nos domingos (ninguém é de ferro) e então os clientes batiam palmas na casa ao lado perguntando das meninas. O dono da casa ficava P da vida e soltava os bicho nos cara!! ahahahahaah!!
 
Marco Barboza em 03/02/2014 15:32:01
Na Julio de Castilho tem um caso semelhante. kkkkkkkkkk
 
Moacyr Neto em 03/02/2014 13:07:13
E o que o chaveiro tem haver com isso ?
ele que pinte o portão de outra cor para não ter associação
 
Fernando Augusto em 03/02/2014 13:06:22
Ia escrever a mesma coisa que os outros: é só pintar o portão em outra cor. O pessoal pensa que é o mesmo imovel pois a cor é a mesma. Pintado o portão, o problema deve acabar.
 
Marcos da Silva em 03/02/2014 12:55:40
Se vocês lessem a matéria completo notariam que o incomodado aluga a casa do proprietário, que é chaveiro. ENtão não é assim tão fácil resolver o problema
 
Gabriel Santos em 03/02/2014 12:40:18
Cada uma.... Oras, é só pintar o portão de outra cor!
 
João Fernado em 03/02/2014 10:12:15
O José falou tudo, a casa parece uma continuação do Chaveiro, tem que descaracterizar, aí ele pode começar a ter sossego, mas não sei se pára 100%.
 
MAXIMILIANO NAHAS em 03/02/2014 08:39:59
O problema é visível por opção do dono da casa. Basta ele pintar o portão de sua casa de outra cor. Se ele deixa na mesma cor do prédio do chaveiro, é lógico que as pessoas entendem que existe alguma ligação, mesmo com a placa de que o chaveiro não mora ali.
 
José Nunes em 03/02/2014 07:06:42
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