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Campo Grande, Segunda-feira, 05 de Dezembro de 2016

17/10/2013 06:13

No trabalho, 10% dos colegas devem estar de olho no que é seu. Será?

Paula Maciulevicius
A questão pode começar na marmita e ir parar nas bolsas, carteiras, celulares e produtos da própria empresa. (Foto: Cleber Gellio)A questão pode começar na marmita e ir parar nas bolsas, carteiras, celulares e produtos da própria empresa. (Foto: Cleber Gellio)

Dia desses, uma foto no Facebook de uma vasilha com cadeados trouxe à tona o drama de quem vive sendo furtado no trabalho, pelos próprios colegas. Nesta semana, o Lado B volta ao assunto depois de participar de uma palestra de prevenção a furtos internos e externos para empresários, realizada pela Fecomércio. Entre especialistas e dirigentes de empresas, a questão é unânime: quem rouba bife também leva outra coisa.

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A intenção não é de fazer com que todo mundo viva desconfiado e sim alertar. A questão pode começar na marmita e ir parar nas bolsas, carteiras, celulares e produtos da própria empresa.

Se coloque dentro do seu local de trabalho. Veja ao lado quantos funcionários vivem a mesma rotina que você. 30? 40? 50? Ou mais? Separe 10% deles, é o percentual de pessoas que praticam furtos durante o expediente, segundo especialistas.

O delegado de Polícia Roberto Paiva levantou o índice, 30 anos trabalhando em Segurança e prestando assessorias às grandes empresas, ele divide o furto por oportunidade e o premeditado.

“10% das pessoas que frequentam o ambiente praticam furtos. Essa quantidade grande é por oportunidade, quem larga a bolsa em cima da mesa e a pessoa está ali vendo todo dia. Destes, 10% premeditam, a pessoa vê que você tranca a bolsa e deixa a chave em cima da mesa. Ela vai articular como vai furtar”.

Para especialista em segurança, 10% dos funcionários cometem furtos no local de trabalho. (Foto: João Garrigó)Para especialista em segurança, 10% dos funcionários cometem furtos no local de trabalho. (Foto: João Garrigó)

Com tudo isso, ele defende que o melhor método é criar as próprias cautelas, para não ser vítima.

Sócio proprietário de um mercado no bairro Carandá, em Campo Grande, Ronaldo Amorim, adotou a medida de deixar bem claro o que tem em cada lixeira do comércio. “Todos os sacos são transparentes, isso para evitar do funcionário jogar no lixo e ir pegar depois, é o tradicional”, afirma.

Com 42 funcionários, ele fala que o furto praticado pelos colaboradores é o mais complicado. “Você está lidando com o bandido amigo. A pessoa pode estar premeditando a todo momento. Tem o furto de consumo e o furto de retirar e levar”, avalia.

O produto que mais era surripiado na loja são os chicletes. “Mas ele pode levar qualquer coisa. Começa com o chiclete, a pessoa acha que ninguém vai ver, aí passa para o leite condensado, até que ele está levando uma pilha, uma bateria para casa”.

O alerta da palestra também foi para prevenir que o tiro saia pela culatra. Acusar um funcionário de furto, mesmo com a certeza da consumação do ato, pode gerar um prejuízo judicial muito maior do que o que seria levado.

“Não se pode tomar uma atitude errada, a perda será muito grande. A demissão tem de ser gradativa. Primeiro se analisa o histórico do fato, o grau de importância do funcionário e projeta a demissão”, exemplifica o delegado.

O ideal é que depois do episódio o colaborador seja afastado da função que permite um contato direto com o que pode ser furtado. Revista? Só em último caso, de situação extrema mesmo, que deve ser feita em local reservado. “Quando se tiver a certeza, mas para ter essa certeza tem que ter visto o furto”, ressalta.

Em caso de furtos de marmita, como citado anteriormente, mais vale uma atitude da direção da empresa. “A primeira coisa é saber quem são os seus funcionários. Em segundo lugar, você tem que demonstrar controle sobre o seu estoque e ter tecnologia de controle do que se passa ali dentro. Por último, trazer o funcionário para você. Ele vai ser colaborador, parceiro. Se a empresa for bem, ele vai crescer lá dentro. No Brasil não existe a cultura da honestidade”, finaliza Roberto.




também sei como é esse sentimento de impotência porque já tive dinheiro furtado da minha bolsa no trabalho, e ainda por cima abriram minha bolsa que ficava na geladeira e comeram a comida que levei! Adianta reclamar? Não!, pois infelizmente "não há provas" de quem foi...
 
diessika soares em 17/10/2013 17:31:23
Olha isto é a mais pura verdade, acho que esse percentual está errado, do meu ponto de vista 90% estão de olha contra 10%, se vc vira as costa já era. Não da para cochilar, mesmo agora surrupiar comida de geladeira ou marmitex é o fim da picada , tem muita gente que deve passar fome em casa, isso aconteceu muito quando trabalhava em um empresa de engenharia ak em campo grande, não vou citar o nome para não ficar feio - mas vou deixar a dica ficava na saída de Três Lagoas, o pior de tudo é que as vezes eram os chefes de seção que davam um de joão sem braço e perna e comia a marmitex da peãozada galera, simplesmente ridículo.
 
jose carlos em 17/10/2013 13:45:21
No meu trabalho tinha um larápio que furtava o iogurte das meninas todos os dias. Um dia uma dessas meninas, a mais doidinha e espevita, pegou uma seringa com agulha, e "aplicou" 10cc de Gutallax em um iogurte. O cara ficou três dias sem ir ao trabalho. Duas das meninas foram visitar ele e a esposa dele. Nos 30 minutos que elas ficaram na casa dele, disseram que ele foi ao banheiros umas três vezes kkkkkkkkkkkkkkkkk
 
jose da silva neto em 17/10/2013 13:22:44
Seria trágico se não fosse de certa forma cômico, rsrsrs, por várias vezes comeram meus almoços e lanches no quais eu levava ao trabalho. Isso muito me irritava, pois lá ninguém precisava agir daquela forma, aí eis que um belo dia, tive a brilhante idéia de colocar violeta geciana em um bolo de chocolate,kkkkkkkkkk, foi hilário, e muito constrangedor para o "ladrão de lanches". Rimos horrores, mas jurei que não próxima colocaria veneno de rato ( brincadeira) kkkkkkkkkkkkkkk. Pelo menos acho que a tal criatura vai pensar mil vezes antes de roubar lanches novamente ;)
 
Fabiana Marinho em 17/10/2013 11:20:03
Eu sei MUITO BEM o que é isto...uma situação horrível...tiraram dinheiro da minha carteira no trabalho!!!
 
francisco marques da silva em 17/10/2013 08:59:32
Incrível fui sentir isso na pele, um dia estava trocando o chip do celular e deixei próximo ao computador, fui embora mas tranquila porque o chip tinha ficado na minha mesa, quando voltei não o encontrei, depois de vasculhar tudo resolvi ligar no número, quanta surpresa quando alguém atendeu, cancelei a linha nem quis saber quem foi, hoje já sei como as coisas funcionam, nossa fiquei horas refletindo: " furtar um chip..."
 
Sirley Batista Gasques Correa em 17/10/2013 06:37:49
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