A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Segunda-feira, 05 de Dezembro de 2016

17/01/2014 06:28

O casamento é das filhas, mas as mães que enlouquecem às vésperas do grande dia

Paula Maciulevicius
Mãe e filha e uma relação de enlouquecer às vésperas do casamento. Mãe e filha e uma relação de enlouquecer às vésperas do casamento.

“A sensação é de que a coisa está fugindo do controle com todas as circunstâncias, com coisas que você não está dominando e está no encargo dos outros”. Quem ouve o desabafo acredita estar num divã, na sala de psicanálise. Mas longe disso, Dirce Flores Duarte, a autora dessas palavras é só mais uma mãe que pirou no casamento da filha.

Veja Mais
A pé, Tulia faz percurso de 10 km até biblioteca onde aprendeu a ser feliz
Passada "nuvem negra" que trouxe o câncer, rosa tatuada no braço une 4 mulheres

A assistente no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul dividia as tarefas entre o expediente e planejar o casamento de Georgia. A jovem já era noiva, mas decidiu casar em cinco meses. Gigi, como a mãe a chama carinhosamente subiu ao altar no dia 23 de dezembro. E passado quase um mês, Dirce ainda não se recuperou do ‘surto’.

Cada noite era um sonho diferente a respeito de alguns dos itens do casamento. Ela acordava sufocada, agitada, angustiada e corria para o telefone. “Eu perguntava Gigi, está organizado isso? Você deixou a cargo de alguém? Você viu?”

Todas as ligações que a noiva recebeu foram assim, de uma mãe desesperada porque por minutos, viveu um pesadelo no grande dia. “Era cerveja que não chegava e não tinha um copo de bebida para os convidados, o som que falhou e a Gigi entrou sem música nenhuma, essas coisas” e no dia seguinte, o celular da filha estava cheio de chamadas. Do outro lado da linha, a noiva mandava a mãe tomar fluoxetina, na brincadeira.

Dirce confessa que pirou e que por mais que a pessoa responsável por algum dos itens fosse de confiança, ela vivia o dilema de querer e não conseguir dominar tudo ao mesmo tempo. “Foi a primeira filha a casar, tenho um casal. Ela é a mais nova. No dia do casamento, eu tenho a impressão que eu realmente causei nervoso, porque ela disse não passa nada para mim pelo amor de Deus”, recorda.

No grande dia, a noiva pediu que a mãe não lhe trouxesse nenhum dos problemas. Ela precisa se acalmar.No grande dia, a noiva pediu que a mãe não lhe trouxesse nenhum dos problemas. Ela precisa se acalmar.

Nem no casamento dela mesma, Dirce ficou assim. No grande dia, Gigi passou pelos convidados até o altar, disse o sim, trocou alianças, jogou o buquê, dançou na festa, entregou as lembrancinhas aos convidados e na cabeça de Dirce, continuava a martelar algum detalhe que não saiu como o planejado.

“Se eu fiquei tranquila em algum momento? Nenhum. Na verdade até depois a gente vai pensando no que deu errado, mas não tem como refazer. Eu pirei sim, eu pirei com tudo”, confessa.

Mas a piração teve motivo, vestido de noiva. “Eu realmente queria fazer de tudo para ajudar a Gigi, para que ela pudesse ter o dia perfeito. Você vai querer que o sonho da pessoa mais importante pra você se concretize e dê tudo certo”.

O pesadelo de Cláudia Carneiro Penteado, de 51 anos, fez com que ela e marido amanhecessem em Ponta Porã, uma semana antes do casamento da filha Paula, para reforçar o estoque de bebidas. Ela não chegou a sonhar com a festa. Foi na realidade mesmo que achou que faltaria o que beber.

“No sábado eu conversei com o meu marido e entrei nessa, de que era pouca bebida. Domingo cedinho fomos comprar mais”, narra. E claro que sobrou e a quantia inicial era o suficiente.

Paula era a segunda filha a casar, a primeira já havia se casado seis anos antes. Em cada segundo do dia, Cláudia se lembrava o que tinha de falar com a organização. “Falar tal coisa para o cerimonial, falar tal coisa para a decoração”, recorda.

No dia, os convidados chegaram a comentar que perceberam o nervoso de Cláudia. Um misto de ansiedade e emoção visível aos olhos de quem prestigiava. “Mas é só na hora, chega na festa e vai diminuindo”, comenta.

A piração mesmo veio após a noiva voltar da lua-de-mel, com o anúncio de que o filho de Cláudia iria de casar, em dezembro. Era setembro e havia pouco mais de dois meses para planejar tudo de novo.

“Você quer que saia tudo perfeito e eu sou muito detalhista. Ele chegou para mim dizendo que ia ser só no civil, mas fizemos um jantar e foi uma loucura. Aí eu pirei, não achava salão de festa, não achava DJ, era muito em cima”, fala.

Por sorte e para a saúde mental de Cláudia, as duas festas aconteceram dentro do planejado. “Agora chega”, disse ela para o Lado B. Também, já acabaram os filhos e não tem mais quem casar.

Há seis anos no mercado de casamentos, o cerimonialista Gil Saldanha, explica que há dois tipos de mães de noivas: as que não participam e as que participam, até demais. A lógica para o surto pré-casamento é que essas mães não tiveram a festa que hoje as filhas planejam, ou então, não dispunham da estrutura de hoje. E não existe técnica. O segredo é deixar que o cerimonial tome o controle dos detalhes. Senão, as mães vão pirar.

A piração das mães tem motivo: ver a realização do sonho de quem elas mais amam. A piração das mães tem motivo: ver a realização do sonho de quem elas mais amam.



O depoimento da Sra.Eliete Otano de Medeiros, confirma tudo que eu havia dito anteriormente. Ela disse que: "a função do pai foi pagar a conta".
Até parece que ela leu meu depoimento, que foi feito algumas horas antes.
Valeu Sra. Eliete, a senhora me deu força.
 
VALDIR VILLA NOVA em 18/01/2014 09:32:09
Valdir concordo contigo, mas no meu caso nem meu pai nem minha mãe colocou um centavo no meu casamento. Casei no civil e na igreja, e não passou de 6mil reais, com direito a DJ, fotógrafo, garçom, salão alugado; aliás paguei o salão pra minha mãe e o barbeiro pro meu pai. Já gastaram muito ao longo da vida comigo. E tudo foi eu que corri atrás, uma coisa ou outra a minha mãe ia como companhia e não como banco, em outras mais burocráticas meu pai ia comigo.
 
Aline Nogueira em 18/01/2014 00:26:47
Concordo plenamente pois há 40 dias fiz minha filha casar... mas deu tudo certo,
nós tivemos muita sorte na escolha de toda a equipe da festa. O Gil cerimonial realmente foi muito competente, ele e toda sua equipe, bem como o Buffet, fotógrafo, DJ, enfim... eu só não me estressei mais por quê, tudo foi escolhido por ela, então minha participação foi apenas acompanha-la e a função do pai foi pagar.... temos também um rapaz que já havia casado há 02 anos o que de certa forma me deixou mais preparada emocionalmente, ela é nossa única filha e Graças a Deus não tenho do que reclamar. A única coisa que achei ruim é que passa muito rápido a festa... um ou dois anos de preparativos e acaba em poucas horas...agora é só viajar para descansar e curtir os netos...
 
ELIETE OTANO DE MEDEIROS em 17/01/2014 19:39:26
Até parece que noiva não tem pai, e que as correrias do casamento são exclusividades da mãe. O pai também tem sua correria, e normalmente é ele que paga a conta.
Aliás, muitas vezes o pai precisa fazer empréstimo para bancar a bronca.
A única diferença, é que o pai não precisa se "empetecar" igual a mãe da noiva. Normalmente ele vai ao barbeiro cortar o cabelo e a barba, coloca um terninho surrado ou um terno alugado, um cinto, uma gravata, um par de sapatos, e está pronto para o "grande momento". Aliás, normalmente o pai é quem gasta menos no casamento.
 
VALDIR VILLA NOVA em 17/01/2014 10:29:59
Veja o stress da mãe......kkkkkkkk!!
 
Ravella Machado em 17/01/2014 10:21:04
PARABÉNS PELO CASAMENTO DA GEORGIA DIRCE! SAUDADES.... BJ
 
aurea luz em 17/01/2014 09:18:15
Meus pais foram a grande cereja do bolo, me ajudaram em absolutamente tudo! Minha mãe se emocionava a todo instante, é uma energia contagiante, o brilho nos olhos, o frio das mãos, a melhor companhia que uma noiva pode ter, sempre!
 
Renata Leão em 17/01/2014 08:33:25
imagem transparente

Compartilhe

Classificados


Copyright © 2016 - Campo Grande News - Todos os direitos reservados.