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Campo Grande, Quinta-feira, 08 de Dezembro de 2016

14/07/2016 17:36

Pais localizam e abraçam técnica em enfermagem que salvou Gabriel

Thailla Torres
Depois de salvar a vida de Gabriel, família sonhava em agradecer a técnica em enfermagem. (Foto: Thailla Torres) Depois de salvar a vida de Gabriel, família sonhava em agradecer a técnica em enfermagem. (Foto: Thailla Torres)

Aos 27 anos, Bruna Moraes de Souza viveu um momento emocionante na tarde desta quarta-feira. Depois de prestar socorro a um jovem que passava mal na rua, ela recebeu o abraço da família do rapaz, que conseguiu localizar a técnica em enfermagem depois de reportagem publicada pelo Lado B.

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Ela estava no lugar certo, na hora certa. Salvou Gabriel em um ponto de ônibus perto da UFMS, prestando o primeiro atendimento após parada cardíaca. "Eu nem pensei em quem seria, eu só fiz o que eu faria por qualquer pessoa naquela condição. E meu dever é ajudar a salvar vidas", descreve Bruna. 

Mas não adianta, a família do rapaz não sossegou até encontrar e agradecer pessoalmente, também pela vida ter colocado Bruna no caminho de Gabriel. É claro que a visita na tarde desta quinta-feira foi feita de lágrimas.

Assim que a família entrou na sala onde Bruna esperava, na Santa Casa de Campo Grande, todo mundo desmoronou. O abraço apertado foi o conforto para o coração dos pais que ainda esperam o filho sair do coma.

Lágrimas e sorrisos tomaram conta do encontro. (Foto: Thailla Torres)Lágrimas e sorrisos tomaram conta do encontro. (Foto: Thailla Torres)

Apesar de só cumprir o ofício, Bruna também diz que não vai esquecer a tarde da última terça-feira. Ela aguardava próximo ao ponto de ônibus porque a mãe trabalha vendendo cachorro quente ao lado. Escutou alguém dizer que um jovem estava desmaiado e correu para ajudar. "Quando eu cheguei, ele já estava caído. Senti o pulso e nada, encostei na região próxima à virilha e senti uma pulsação leve e sabia que o coração estava parando", descreve.

Ainda deu tempo para solicitar que alguém avisasse a família de Gabriel. "Pedi o cronômetro e enquanto isso alguém ligava para família. Meu desespero foi quando eu ouvi a mulher dizendo no telefone para o pai que ele estava morto. Na hora eu gritei dizendo que ele iria sobreviver", conta. 

Confiante, a técnica seguiu no procedimento até a chegada do socorro, mesmo com o cansaço. "Nos 9 minutos de massagem, um rapaz que estava ao meu lado ofereceu ajuda, mas disse que não sabia fazer. Eu ensinei mas ele não conseguiu fazer mais de um minuto, então eu tive de continuar", diz. 

Depois que Gabriel foi levado pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), Bruna seguiu para casa. Pelo nervosismo, ela diz que também esqueceu de perguntar o nome jovem para a família. 

O abraço apertado veio carregado de emoção. (Foto: Alcides Neto)O abraço apertado veio carregado de emoção. (Foto: Alcides Neto)

"Cheguei e fiquei o tempo todo lembrando o que tinha acontecido. E veio a angústia por não saber para onde ele tinha ido e se ainda estava vivo", comenta. 

Mãe de 2 filhos, ela menciona que naquele momento pensou muito nas crianças. "Eu fiquei imaginando se um dia acontecesse com eles, eu não deixaria ele ali deitado", relata. 

O desejo de ajudar existe desde pequena, por incentivo do pai que é bombeiro. "Casei cedo e só depois dos 20 terminei os meus estudos. Fiz um curso técnico há 3 anos que era o meu sonho e trabalhar ajudando as pessoas é o que hoje me realiza". 

Para os pais de Gabriel, a presença de Bruna foi um milagre. "As mãos dessa menina é abençoada. Eu jamais vou esquecer o que ela fez pelo meu filho. A gente sabe que é o dever da profissão, mas se não fosse por ela, talvez a gente nem teria como agradecer hoje", diz Paula Renata Nunzio com os olhos brilhando de emoção.

Ela deixa claro que além de agradecer, o importante é valorizar o bem. "Quando algo de errado acontece. Isso toma uma proporção absurda. Por isso o que é feito de bom precisa ser mostrado", reforça. 

De acordo com o diagnóstico dos médicos, Gabriel está fora de perigo e deve acordar do coma em breve, sem nenhuma sequela. Enquanto isso tanto a família e agora Bruna, não perdem as esperanças de vê-lo acordar. "A cada horário de visita, eu espero chegar e ver ele sentado na cama", diz o pai.

Bruna também espera o dia de reencontrar Gabriel. "Agora tudo que eu mais quero é poder apertar a mão dele pela segunda vez e que me veja. Quero muito que ele fique bem", pede Bruna. 

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