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Campo Grande, Sábado, 10 de Dezembro de 2016

01/05/2014 14:41

Para “preservar família” contra o "inferno", Igreja elabora carta ao Congresso

Elverson Cardozo
Encontro na manhã desta quinta-feira. (Foto: Elverson Cardozo)Encontro na manhã desta quinta-feira. (Foto: Elverson Cardozo)

A Igreja Evangélica de Campo Grande sedia, desde ontem (30), o segundo Encontro de Lideranças de Mato Grosso do Sul. O objetivo do evento, que tem como slogan “O grito da igreja por um novo Brasil”, é discutir educação e comportamento e, a partir disso, colocar no papel o que tem de ser feito para, na visão dos organizadores, preservar a família. Com o resultado, os responsáveis, líderes políticos, pastores e fieis, vão elaborar uma espécie de carta com reivindicações que será entregue no Congresso Nacional.

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Presidente do Fenasp (Fórum Evangélico Nacional Ação Social e Política) em Mato Grosso do Sul, Geder Martimiano, de 44 anos, explica que a ideia é “fortalecer as lideranças evangélicas, sejam elas políticas ou eclesiásticas”, além de promover uma união para fazer frente ao grito da minoria, que “está ecoando pelo Brasil inteiro”.

Os vilões da história, na interpretação dos líderes religiosos, são aqueles que, de uma forma ou outra, individualmente ou em grupo, são a favor do aborto, da legalização da maconha, do que eles chamam de “erotização das crianças” a partir dos 3 anos de idade, dos direitos exclusivos aos homossexuais - “no que diz respeito a impedir a família como Deus e a biologia estabeleceram”, ressalta Geder, bem como do “ativismo da militância gay” que, na interpretação dele, quer cercear o direito da maioria.

A mensagem que estampa o folder oficial do evento e que tem, na primeira página, a frase “as forças do inferno não prevalecerão contra a igreja”, reforça o discurso do presidente: “Estamos trabalhando na construção efetiva da nossa unidade. Nosso encontro de lideranças tem sido um marco para a consolidação desse processo”, diz trecho do texto que pede para que os fieis vigiem e sejam construtores da unidade o “que é a chave para avanço dos valores do reino de Jesus”. “Cremos que, através de uma ação articulada e verticalizada, conseguiremos frear essas iniciativas”, escrevem.

Geder afirma que a “carta” que, para ele, reúne o pensamento a respeito da família e educação, “visa nortear o Congresso Nacional”. O poder Legislativo, na interpretação do pastor, deve assumir compromissos com a maioria e não com a minoria. “Quando um direito acaba cerceando o direito da maioria, aí está errado”, declara.

O presidente do Fenasp se mostra disposto a conversar, argumenta, defende o que os evangélicos pensam, mas e só “apertar”, ampliar a discussão, citar exemplos da minoria e imprimir um tom mais crítico nas perguntas para ouvir comentários do tipo: “não gostaríamos que a entrevista fosse para esse lado”, recado dado por outro membro da igreja que pediu para a reportagem se “prender” apenas ao evento.

Encontro, hoje, começou às 8h30. (Foto: Elverson Cardozo)Encontro, hoje, começou às 8h30. (Foto: Elverson Cardozo)

Mesmo assim, o Lado B questiona sobre o estado ser laico: “É muito divergente. Há muitas opiniões com relação a isso. Não queremos um estado onde todo mundo seja evangélico. Não é essa nossa ideia, mas continuar avançando pelos direitos que já foram conquistados há centenas de anos e que hoje vem sendo cerceados”, comenta o pastor.

Evento - O segundo Encontro de Lideranças Evangélicas de Mato Grosso do Sul é uma realização da AEVB (Aliança Evangélica Brasileira), Apeb (Associação dos Parlamentares Evangélicos do Brasil), Concepab (Confederação dos Conselhos de Pastores do Brasil), Fenasp (Fórum Evangélico Nacional Ação Social e Política) e Conpsepa MS (Conselho Estadual de Pastores de Mato Grosso do Sul).

Conta com o apoio da Câmara Municipal de Campo Grande e da bancada evangélica da Casa de Leis: os vereadores Elizeu Dionízio (SDD), Herculano Borges (SDD) e Gilmar da Cruz (PRB), além da vereadora Rose (PSDB) e dos deputados estaduais Maurício Picarelli (PMDB) e Lídio Lopes (PEN), todos da bancada evangélica. O evento termina nesta quinta-feira (1), às 17h, com um "Clamor por Campo Grande e Brasil".




O que eles querem preservar? Eles querem é impor suas idéias ultrapassadas e sem noção e o pior de tudo é dizer que é para "preservar" á família. Acho que todo mundo tem o direito de fazer e acreditar no que quiser sem ser hostilizado ou marginalizado por esses fanáticos que na verdade só querem a salvação do seu próprio bolso, ou seja, do bolso dos "fiáis".
 
João Nelson de Oliveira em 05/05/2014 09:21:30
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