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Campo Grande, Quarta-feira, 07 de Dezembro de 2016

13/12/2014 08:02

Para quando a minha amiga de infância disser "sim" no altar

Paula Maciulevicius
A gente sempre imaginou quando o grande dia chegaria. O da Danielle chegou. A gente sempre imaginou quando o grande dia chegaria. O da Danielle chegou.

Somos um trio desde sempre. Fui a última a completar a trupe, pela data de nascimento, quatro meses depois. Nos conhecemos desde a infância, desde que os nossos olhos se abriram e nos reconhecemos amigas. Hoje, uma delas sobe ao altar. A gente sempre imaginou quando o grande dia chegaria. O da Danielle chegou. 

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"Para quando a minha amiga de infância disser "sim" no altar" é o título deste texto, formado por palavras que me custam sorrisos e lágrimas ao saírem da cabeça com destino ao papel. Temos a mesma idade, entre 24 e 25 anos, crescemos juntas, dividimos a mesma turma de amigos, os mesmos professores. Nos emprestamos roupas, trocamos confidências, baladas, noites de pijama, caronas. É uma vida. Ainda que seja só o começo dela, não imagino como seria para nós se não houvesse o "nós": Bruna, Danielle e eu. 

Quando crianças, a gente sempre brincou como seria o futuro. A Dani brincava de dentista desde pequena, fazendo de cobaias suas bonecas e as amigas. Cresceu, levou a brincadeira para a vida de adulta e se diverte até hoje com os pacientes, agora, de verdade.

Quando crianças, a gente sempre brincou como seria o futuro. Quando crianças, a gente sempre brincou como seria o futuro.

No nosso sonho de infância, nas tardes de sábado, também surgiam os "maridos". Na época eles não tinham os papeis exatamente definidos, eram apenas falados durante uma conversa em que, nós três, trocando as filhas (lê-se bonecas), mencionávamos o que eles estavam fazendo, quem eram de profissão.

Nem mesmo em sonho ou brincadeira, imaginei que minhas amigas encontrariam quem as completasse tanto. Desde o começo, o Bruno era para a Dani. Eles nasceram um para o outro, se completam em tudo. Ele faz um churrasco como ninguém para ela que adora receber os amigos em casa.

Em dezembro de 2013, há exato um ano, a mensagem via WhatsApp chegou. Ela estava noiva. Chorei em pleno show do Sambô, onde estava trabalhando. O casamento será a cara dela. Nem aconteceu, mas eu posso imaginar a riqueza de detalhes na decoração e o quanto ela faz a linha clássica, vai entrar ao som de sax. Também imagino que no nervosismo, ela tenha uma crise de riso no altar. É a cara dela. Transborda a emoção no sorriso.

Quando a marcha nupcial tocar e ela entrar, vou desejar que o nosso sonho de infância se torne realidade todos os dias. Que ela encontre e reencontre o amor assim como a primeira vez. Sob sorrisos e lágrimas, ela vai casar de branco no altar. "Quem vai sorrir, quem vai chorar? Ave maria, sei que há. Uma história pra sonhar, pra sonhar".

Nem mesmo em sonho ou brincadeira, imaginei que minhas amigas encontrariam quem as completasse tanto. Nem mesmo em sonho ou brincadeira, imaginei que minhas amigas encontrariam quem as completasse tanto.



Que exemplo e história linda, que demonstra que as amizades verdadeiras existem, amizades de raízes, mas acredito que isso tudo não existiria sem a família, porque a família é a base de tudo.
 
wild em 14/12/2014 09:58:38
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