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Campo Grande, Quarta-feira, 07 de Dezembro de 2016

29/12/2013 07:32

Publicitário cria página no Facebook com gírias em “Belavistês”

Anny Malagolini
Por dia são publicadas de 10 a 20 ilustrações na página. Por dia são publicadas de 10 a 20 ilustrações na página.

Nascido e criado em Bela Vista, cidade a 322 km da capital, o publicitário Carlos Eduardo Souza Pereira, foi embora da cidade ainda na adolescência e agora, aos 35 anos, retornou. Tanto tempo fora fez os ouvidos ficarem mais aguçados e perceberem o linguajar tão peculiar da cidade. Na fronteira com o Paraguai, as expressões mesclam referências dos dois países.

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Nas conversas em uma roda de tereré, Carlos conta que ficou surpreso com a infinidade de gírias usadas pelos bela-vistenses. Então, decidiu divulgar a curiosidade em uma página no facebook, a “Mas quá”. O nome que segundo ele é usado para expressar ironia ou dúvida.

“Tem algumas como “lá assim”. Quanto maior o “lá”, mais longe é”, explica. A intimidade com o Paraguai é o revelada com as expressões em Gurarani, como a palavra “Diapú” que quer dizer “mentira”. “Nossas culturas acabam se misturando, então usamos muitas expressões do Paraguai”, reforça. “Bae pico”, significa “Que que isso?” e foi uma das expressões que o seguidores mais curtiram.

Carlos conta que recebe por dia mais de 100 expressões dos seguidores. Todas passam por uma “peneira”, para que gírias que são usadas não só em Bela Vista, sejam reproduzidas.

Criada há pouco mais de dez dias, a página já reúne quase 1,5 mil seguidores. Com o sucesso, agora o publicitário quer investir na ideia, e para 2014 será criado um bloco de carnaval. “Até um bar já foi sugerido”, comenta.

Por dia são publicadas de 10 a 20 ilustrações com as expressões e, segundo ele, há uma fila de espera com mais de mil a serem divulgadas.

Clique aqui e conheça a para conhecer a página.

Publicitário cria página no Facebook com gírias em “Belavistês”
Publicitário cria página no Facebook com gírias em “Belavistês”



Parabéns pela iniciativa sou bela-vistense e não podemos perder as nossas raizes
 
marco roney davalos em 29/12/2013 22:14:21
Só uma observação: Sou da região do pantanal, mais precisamente, Ladário/Corumbá. Até aonde eu sei e, os meus sessenta anos alcançam - desde os idos anos 50 - o termo MASQUÁ já era muito usual na comunicação de pessoas de fazenda daqueles pagos. Expressavam-se, naturalmente, usando este vocábulo, ora revelando indignação ou perplexidade sobre determinada coisa ou assunto.
Portanto, nós pantaneiros corumbaenses, ladarenses e adjacentes, a exemplo de outros "dizeres" ou "falas" regionais como: vôte ou vôti, bolita, etc., "importamos" também, essa expressão de degenerada sonoridade francesa e breve sentido da linguagem guarani...
Assim, a bem do conhecimento e da importância das manifestações populares que edificam a nossa cultura, esta é a minha modesta consideração sobre o termo MASQUÁ!..
 
edgar soruco em 29/12/2013 19:11:14
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