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Campo Grande, Sábado, 03 de Dezembro de 2016

17/01/2014 10:49

Um dos moradores mais ilustres de MS, herói japonês Onoda morre aos 91 anos

Ângela Kempfer
Onoda em foto de 1974, quando reapareceu.Onoda em foto de 1974, quando reapareceu.

Os mais novos podem não conhecer a história, mas por muito tempo Hiroo Onoda foi o morador mais ilustre de Mato Grosso do Sul, um herói japonês que escolheu Terenos para retomar a vida depois de ficar 29 anos na selva filipina, escondido, porque não acreditava que a II Guerra Mundial tinha acabado.

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Aos 91 anos, o ex-tenente morreu ontem em Tóquio, onde vivia nos últimos anos. Onoda virou exemplo de amor à pátria, de perseverança, um dos personagens mais difundidos da história mundial, o “Pelé” do Japão. Resumiu a história de centenas de japoneses que resistiam a acreditar que o imperador poderia ter se rendido.

Em dezembro passado, Onoda esteve pela ultima vez em Mato Grosso do Sul, veio fazer acerto de contas com os dois últimos funcionários da fazenda de criação de gado, que administrou por 40 anos em Terenos. “Foi uma despedida, ele disse que não voltaria mais. Pelo menos consegui dizer tchau”, conta o amigo Acelino Nakasato.

Aos 22 anos, Onoda recebeu a missão de sobreviver de forma independente na selva, defendendo a bandeira japonesa, até que recebesse novas ordens de guerra. Após a rendição do Japão, em 1945, aviões distribuíram folhetos em locais mais afastados, informando a paz, mas Onoda nunca acreditou. A polícia filipina fez buscas, expedições japonesas o procuraram, mas ele resistia por achar que todos eram espiões inimigos.

Só em 1974 finalmente desceu da base militar e reapareceu quando todos pensavam que ele já havia morrido. Ao Exército, entregou sua espada, cerca de 500 cartuchos de munição e 5 granadas de mão.

Durante cerca de um ano recebeu honrarias no Japão e então se mudou para Mato Grosso do Sul, onde o irmão já vivia. Se instalou na Colônia Jamic, local que reunia famílias de imigrantes japoneses, sem falar uma palavra em Português.

“Então choveu pretendentes para casar com ele. Teve até patrocinador do casamento, mas desde que ele casasse na igreja católica”, lembra Acelino. Antes, Onoda teve de ser batizado na igreja Nossa Senhora de Fátima, no bairro Monte Líbano, em Campo Grande. “Fui padrinho de batismo dele, depois de casamento, mas tive que prometer para o bispo que o levaria à missa”, comenta o amigo.

Onoda estava hospitalizado desde janeiro, quando voltou da viagem ao Brasil, por conta de problemas no coração.

Há inúmeros livros e documentários que tratam da saga do ex-militar japonês, que por quase 3 décadas sobreviveu comendo bananas, mangas e caça. O tenente Onoda foi o penúltimo soldado japonês da Segunda Guerra Mundial a se render, sete meses depois foi a vez de Teruo Nakamura, de origem taiwanesa.

Onoda (a esquerda), na despedida de Acelino em dezembro passado.Onoda (a esquerda), na despedida de Acelino em dezembro passado.



Nós temos, entre os pracinhas, vários Onodas, a diferença é que o povo japonês sabe reverenciar seus verdadeiros heróis, nós não!
 
Teodosio andre em 19/01/2014 21:09:12
Eu até que conhecia a história, só não sabia que o cara estava por aqui!
 
Sidney Santos em 17/01/2014 21:47:09
Conheci a historia do sr Hiroo Onoda e sempre que passava pela BR 262 me lembrava de sua saga. Um homem determinado e honrado , liçao de vida. me lembro que contei varias vezes a sua historia para minha filha Brenda que hoje tem 16 anos. que Deus o abençoe.
 
Airton Caetano da rocha em 17/01/2014 18:51:46
Toda vez que vou para Aquidauana me lembro da sua história, contei pra minha filha a História desse grande homem, exemplo para todos os povos....
 
Max Lucas em 17/01/2014 18:46:18
Só não entendi uma coisa: na matéria diz que ele é um exemplo de coragem e patriotismo, mas ele viveu escondido 29 anos num país estrangeiro? Ué, por que ele não voltou ao Japão pra lutar na guerra que ele acreditava ainda existir em seu país? Então como ele foi corajoso e patriota?
 
Rodrigo Mendes em 17/01/2014 18:12:20
Pena que os brasileiros apesar de reconhecer o valor do caracter do povo japonês não o segue nem mesmo de quilômetros de distância. Somos uma vergonha.
 
Carlos Roberto em 17/01/2014 16:20:40
Enquanto isso nossos políticos só nos fazem passar vergonha.
 
daniel ferrari em 17/01/2014 14:58:29
Viveu 29 anos sem aparecer, mesmo assim entrou pra história. Fica a lição.
Há pouco tempo ainda visualize seu nome, em sua fazenda, às margens da BR 262.
 
Silvio Pedro em 17/01/2014 14:44:29
Eis ai o ultimo samurai!
お散歩は、静かで平和なチェリーによる道路や太陽に照らされていることを!
 
Alexandre de Souza em 17/01/2014 14:17:17
Caraca, até o jornal ''The New York Times'' fez uma matéria sobre ele.
 
Pedro Henrique em 17/01/2014 13:45:49
CONHEÇO BEM A TRADIÇÃO JAPONESA, NASCIDO E CRIADO NA COLÔNIA MATSUBARRA, MUNICÍPIO DE FÁTIMA DO SUL, ONDE 86 FAMÍLIAS ERAM PLANTADORAS DE CAFÉ, ALÍ NASCÍ, E CONVIVÍ, COM A SINCERIDADE DE ÉTICA, TRABALHO DO POVO JAPONÊS, E TIVE A FELICIDADE DE CONHECER, O ONODA AQUI NO MEU ESCRITÓRIO, POR VOLTA DE 2001, PARCE-ME, JUNTAMENTE COM SEU GUIA, SHIMPEI SATO, VÍ UMA TRANQUILIDADE, UM EXEMPLO DE PESSOA, QUE DEUS DE A ELE, O LUGAR DE ELE MERECE, FICA A NOSSA SAUDADE, E PÊSAMES A FAMÍLIA JAPONESA, ADMIRADOR, PEDRO BRAGA E FAMÍLIA, NOSSA SOLIDARIEDADE.
 
PEDRO A BRAGA em 17/01/2014 13:18:57
Somos abençoados em termos recebido imigrantes tão ilustres como o Sr.Onoda. Obrigada a toda colonia japonesa, por fazer parte do desenvolvimento deste estado.
 
PAULINA BARBOSA FERREIRA em 17/01/2014 12:42:51
Exemplo de vida de honestidade patriotismo Sr. Onoda Espero conforto a sua alma e o carinho de Deus a sua Família. Sua Historia de vida Sera contada por toda eternidade.
 
Ricardo Fernandes em 17/01/2014 12:34:25
Grande orgulho para brasileiros e japoneses.
 
Áttila Gomes em 17/01/2014 12:31:10
sempre trabalhei como vendedor no ramo de materiais para construção,e me lembro muito bem já atendi o senhor onoda,mas não sabia da sua historia de vida-que honra te-lo atendido
 
ADEMIR LEMOS em 17/01/2014 12:17:54
Onoda havia treinado como oficial de inteligência no curso de comando "Futamata" (futamata-bunkō) da Nakano School. Em 26 de dezembro de 1944 foi enviado à ilha Lubang nas Filipinas. Sua missão, descrita em nota por Major Yoshimi Taniguchi, era a de manter-se vivo. Um trecho da nota, em uma tradução livre, diz que “Isso pode levar três anos, pode levar cinco, mas aconteça o que acontecer, nós vamos voltar até você”. Foi lhe ordenado fazer qualquer coisa ao seu alcance para dificultar ataques do inimigo à ilha, inclusive destruir o campo de pouso e o cais no porto. Suas ordens também expressavam que sob nenhuma circunstância deveria se render ou suicidar-se.

Estava lá quando a ilha foi recuperada pelos aliados em fevereiro de 1945, ao final da guerra. A maioria das tropas japonesas morreu
 
Helbio Castello Branco em 17/01/2014 12:16:10
Tive a honra de conhecer esse Herói da Guerra japoneza, a Toyota do Brasil em 2006 entregou uma Hilux Top p ele, em consideração ao seu ato de bravúra . Mais tarde, a Toyota mandou outra Hilux p/ ele, e foi a ultíma.Durante a entrega de umas das Hilux, vi o qto esse Sr Onoda é importante, entrou um cliente japones na concessionária e, ao ver o Sr Onoda, o comprimentou, como um verdadeiro herói de guerra, abaixou a cabeça e o comprimentou como um legítimo herói japones.
 
Rogério Blanco Aguiar em 17/01/2014 12:11:20
Não o conheci pessoalmente mas li muito sobre sua história de vida. exemplo para todos os jovens
 
Alex André de Souza em 17/01/2014 11:49:17
Tive a honra de conhecer Hiroo Onoda em uma demonstração de Aikidô na extinta UCE, logo depois que ele se mudou para o antigo MT. Exemplo de patriota e de amor ao Bushido, codigo de honra dos antigos samurais.
 
Reginaldo Yamashiro em 17/01/2014 11:35:57
Meu falecido pai conheceu pessoalmente o sr. Onoda, e teve a honra de dele receber um livro autografado. Exemplos assim devem ser sempre relembrados, a nós que temos pressa e não nos dedicamos o suficiente, muitas vezes, às nossas missões de vida. Que Deus o tenha em boa conta.
 
ADRIANA ROCHA em 17/01/2014 11:26:53
Humildade, amor, caráter, lealdade, retidão no cumprimento do dever.
Talvez por isso se consiga ver tanta serenidade no seu olhar.
Sempre acompanhei sua vida de grande exemplo para todos.
Que Deus o receba.
 
mirella forti cossignani em 17/01/2014 11:25:15
Exemplo de disciplina e honra.
 
Elimar Santos em 17/01/2014 11:20:13
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