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Campo Grande, Sábado, 03 de Dezembro de 2016

16/08/2013 08:00

Vizinhos de bares ganham a fama de chatos, mas conseguem se livrar do barulho

Anny Malagolini
A casa de shows santa Fé segue sem funcionar desde maio (Foto: João Garrigó)A casa de shows santa Fé segue sem funcionar desde maio (Foto: João Garrigó)

Brigas, noites sem dormir, telefonemas no meio da madrugada, processos e muita dor de cabeça. Os sintomas são os mesmo de dois professores de Campo Grande, que em comum tem, ou tinham. como vizinhos um bar com música ao vivo. É o outro lado da polêmica envolvendo a lei do silêncio na cidade.

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O mais famoso "chato" (na visão dos empresários) é o professor universitário Mario Márcio Cabreira, de 51 anos. Ele conseguiu silenciar o vizinho, a casa de shows “Santa Fé”, na rua Brilhante. Desde 2008, os finais de semana renderam brigas, telefonemas na madrugada e pouco sossego. Foram anos de protesto, que envolveram, inclusive, centenas de e-mails à redação do Campo Grande News.

A reclamação ia muito além do som alto da casa, os ataques também eram pelo o barulho de circulação de pessoas e até mesmo o apito dos guardadores de carros.

O bairro Bandeirantes, endereço do Santa Fé, é um local residencial. Quem cresceu nas ruas sossegadas se incomodou com a aglomeração. Sujeito caseiro, como ele mesmo se define, Mario Márcio explica que buscou seus direitos como cidadão, amparado pela lei municipal Nº 2.909, que no artigo 88 proíbe perturbar o sossego e o bem estar público com ruídos, vibrações, sons excessivos ou incômodos de qualquer natureza, produzidos por qualquer forma, que contrariem os níveis máximos de intensidade.

Contra a fama de “chato”, Mario Márcio se defende: “Todo mundo tem direito de ouvir o que quiser, mas tem que respeitar o direito do outro”.

Mário Márcio ainda fica indignado com o que enfrentou no passado.Mário Márcio ainda fica indignado com o que enfrentou no passado.

Mudar de casa nunca foi uma opção conta Cabreira, que nasceu e foi criado no mesmo endereço e ganhou a casa como herança do avô, que comprou o imóvel em 1959.

Ele é contra os imóveis serem destinados a locais de entretenimento na região, por ser residencial, mas sabe que a descentralização de bares e casas noturnas é uma realidade para a capital. “O desenvolvimento é inevitável, o homem tem domínio da tecnologia, mas o ganho não pode se sobrepor sobre a humanidade. Isso da cidade ter de ser grande, é discurso de empresário. Tem é que ser planejado”.

Com as inúmeras reclamações e ligações para a Polícia, para que intercedesse, o professor conta que se tornou motivo de piadas, mas mesmo assim, decidiu seguir em frente, com fama ou não.

Neste ano, a casa até foi reforma para evitar a reclamação por conta dos ruídos, mas não foi o suficiente para a vizinhança e em junho deste ano, o local foi colocado à venda.

O "Santa Fé" está interditado pela justiça desde o mês de maio. O advogado que representa o local não quis se pronunciar sobre o assunto.

Salas foram construídas ao lado da casa da Ângela, para diminuir os ruídos do Park's. (Foto: João Garrigó)Salas foram construídas ao lado da casa da Ângela, para diminuir os ruídos do Park's. (Foto: João Garrigó)

Paredão - Em outro ponto da cidade, em área nobre, a também professora, Ângela Costa, de 60 anos, virou daquelas vizinhas  que não largam o osso. Passou anos enfrentando o que chama de desordem sonora no vizinho do lado direito, o “Park's Burger”, um dos mais tradicionais de Campo Grande.

A música ao vivo, de segunda a segunda, começou a incomodar Ângela desde que o bar se instalou na rua Itacurú, 140, do bairro Itanhangá, em 1992. Apesar do som ser sempre na toada da MPB, mais tranquilo, nada confortava a vizinha.

Até o filho tocava percussão alguns dias da semana, mas nada das pazes florescerem no Itanhangá. Foram anos arrastados, marcados por acordos informais.“Eu estava em um estado de nervos e até me mudei de casa. Depois voltei ao antigo endereço, mas o incomodo persistiu”, conta.

O tal "acordo pacífico", proposto pelo proprietário do bar, durou pouco. Ele pediu à Ângela que ligasse, sempre que o som estivesse a incomodando, para que o volume fosse diminuído. Mas o trato não vingou. "Até ir ao bar no meio da madrugada eu fui um dia, para tentar acabar com o barulho". 

Após o episódio, ela conta que finalmente procurou a Justiça. Depois de um ano de espera e audiências, o bar entrou em reforma, no ápice da "contrariedade". O próprio empresário resolveu investir para acabar com a dor de cabeça. Construiu, inclusive, uma grande estrutura, com salas, na tentativa de isolar a vizinha. Parece que deu certo, e acabou o entreveiro.

Hoje, a professora comenta que raramente liga no bar e que até voltou a frequentar algumas vezes, não mais como reclamante, mas como cliente. “Só queria que diminuísse, não é show, tem que ser um som para poder conversar, e isso não acontecia”.  

Agora, Ângela resolveu reclamar dos vizinhos da frente e já mexe os pauzinhos contra o que chama de "jogatina" em um imóvel na mesma rua.

O proprietário do Park's não quis comentar o assunto.




Se nada que eu diga ou faça vá mudar sua opnião acerca dos meus argumentos ou de minha pessoa, então você está sendo intolerante.

Agora eu pergunto, onde está a intolerância em querer que os bares e seus frequentadores observem a lei e o mínimo de civilidade, quando o barulho provocado por eles supera o som diurno da cidade?

Aliás, aproveito para dizer que é justamente o som diurno que representa o progresso e o desenvolvimento.
 
Guilherme Arakaki em 23/08/2013 16:42:54
Nenhum argumento que o senhor use vai mudar a minha opinião a seu respeito ou a respeito dos seus argumentos.

Penso que a intolerância também leva ao crime, nas suas mais variadas formas. E se não leva, incentiva.
 
Mériele Oliveira Pereira em 23/08/2013 08:47:34
Mériele Oliveira Pereira, eu não quero ter a última palavra, apenas não me calo diante de opniões contrárias à lei e ao bom senso, que não apresentem embasamento. Justifique sua posição pela lei, pela moral e pela lógica então.

Eu me posiciono a favor da lei, enquanto que as opniões contrárias, invariavelmente, não se limitam a dizer que não concordam, mas tentam desacreditar as vítimas, e defender o ilícito.

Quanto aos "níveis de tolerância", suportamos a situação e agimos conforme a lei. Ao contrário dos bares cuja ganância os compele ao crime. Ao contrário também dos frequentadores cujo ímpeto em se divertir os leva ao ilícito.

E onde está a ofensa em dizer que alguém "não sabe nada"? É pior que nos chamar de reclamões, recalcados, infelizes e rabugentos? De rir e desdenhar de nós?
 
Guilherme Arakaki em 22/08/2013 13:49:59
Desculpe Sr. Guilherme Arakaki, mas a impressão de que o senhor passa é que apenas o senhor e os que reclamam da situação do som têm razão, e que os que se posicionam com posições contrárias estão errados!
Da mesma forma que o senhor tem o direito de reclamar do som, outras pessoas têm todo direito de falar que não se sentem incomodadas com isso.
Dizer que uma pessoa que falou que "quem está cansado dorme" não sabe o que fala, é no mínimo desrespeito também. Assim como o senhor tem direito a ter um nível de tolerância menor, outros têm direito de ter um nível de tolerância maior, é bem simples.
Parece que só o senhor tem direito de "falar", e "falar", e rebater os comentários, que o senhor quer ter sempre a última palavra...
 
Mériele Oliveira Pereira em 21/08/2013 14:12:05
Geane, da mesma forma que você afirma que eu não conheço sua realidade, você também não conhece a realidade dos outros. Então antes de julga-los pelos seus padrões, reflita como está a exigir que os outros reflitam sobre a sua situação. Se o sujeito ficasse doente e não houvesse tempo de repor o conteúdo seria falta de ética? Se ocorreu da forma como diz, o indivíduo já estava com seu equilíbrio emocional afetado pela agressão. Se não consegue entender isso, então continuo a dizer que sua situação não era tão ruim.

E não importa se você concorda ou não com a luta contra o som alto. É um direito que também a envolve, tal como o direito à vida. Não é porque você não faz questão de lutar por seus direitos, que os outros também tem de abaixar a cabeça para os abusos desses estabelecimentos.
 
Guilherme Arakaki em 20/08/2013 16:44:24
Sr Guilherme Arakaki, não fale do que não conhece, você não faz idéia da realidade da minha vida naquela época, então não julgue! Não sabe nem qual era o bar ou seu porte para fazer essa comparaçãozinha de “vitamina ou benzetacil”. Os atos que citei no outro comentário não só pareciam, como eram sim falta de ética, afinal muitos conteúdos não foram ministrados por conta dos constantes eventos do Santa Fé, ou seja, o trabalho deixou de ser feito. E não diga que os reclamões que citei lutam pelos meus direitos, afinal não simpatizo com essa causa e não quero, nem peço, que ninguém lute por mim, se eu o quisesse estava me juntando à eles e ligando para a polícia, e registrando infinitos boletins de ocorrência para “atender os meus direitos”. Por fim, cansei de gastar meus argumentos com o Sr!
 
Geane Fernandes em 20/08/2013 14:07:02
Marcelo Mattos, não digo que o caso da Orla esteja correto, mas você está usando um caso abusivo para defender uma conduta ilícita generalizada.

Já cansei de dizer, perturbação do sossego não tem hora. Zoneamento só muda o limite de decibéis. Imagine que eu vá ao lado do seu trabalho e cante o "Coro di Zingari" todo dia, o dia todo, batendo malhos em bigornas para dar um som mais realístico. Conseguirá trabalhar?

E ainda por cima não vai poder reclamar, pois quer coisa mais cultural do que uma ópera de Giuseppe Verdi, de 1853, a céu aberto e de graça?

E mais, do jeito que fala, parece que os bares tentam se adequar. É certo que os empresários sérios tentam, mas muitos "empresários" não querem investir, nem impõem regra de conduta.
 
Guilherme Arakaki em 20/08/2013 00:11:15
Geane Fernandes, então eu acho que sua situação não era tão feia. Experimenta ficar com um bar cujo som faz suas portas e janelas vibrarem. Com janela fechada e ar ligado e o "músico" ainda parece estar ao lado de sua cama. A diferença de experiências é como tomar injeção de vitamina ou benzetacil.

Dependendo da situação, o sujeito fica tão indignado que seus atos podem parecer "falta de ética" para terceiros não envolvidos. E sua amiga não sabe o que diz. Quem está cansado dorme, mas dorme mal, muito mal nessas condições, acaba acordando mais quebrado ainda.

E os reclamões, como você chama, estão defendendo os direitos deles, nossos e seu, de um meio ambiente equilibrado, ao contrário da turma do som alto, que só defende a diversão egoísta deles, violando a lei, a moral e o bom senso.
 
Guilherme Arakaki em 19/08/2013 23:41:51
Ultimamente, o problema não se restringe somente aos bares e boates, mas sim de ALGUMAS pessoas que reclama de qualquer barulho e em qualquer horário do dia.

Basta rever casos como dos moradores próximos do Shopping Campo Grande que reclamaram do barulho para descarregar os produtos e o caso "clássico" da moradora da Orla Morena que reclamou das peças de teatro, das aulas de ginástica, das aulas de dança (zouk). Matérias que já foram publicadas neste site.

Não adianta investir na melhoria do acústico e o proprietário/empresário impor regras de comportamento. Sempre vai ter alguém que vai continuar reclamando.

Seja a noite próximo de um bar ou boate, numa construção ou até numa escola de música com isolamento acústico, SEMPRE VAI TER ALGUÉM RECLAMANDO E ACIONANDO O MPE.


 
Marcelo Mattos em 19/08/2013 11:07:06
Sr. Guilherme Arakaki, concordo sim que esse tipo de situação acaba com o sossego das pessoas, como eu disse, todos temos nossos direitos. Mas acredito que não há problema pessoal que deva se misturar à sua vida profissional, isso é, no mínimo, falta de ética. E sim, eu já vivi essa realidade! Morei muitos anos ao lado de um bar que tinha shows e etc e nem por isso eu, meu pai ou minha mãe levamos esse problema para o trabalho. Como me disse uma colega hoje, quem realmente está cansado dorme! E os empresários poderiam mesmo investir mais em tratamento acústico, talvez assim os reclamões tivessem que procurar outra causa para “defender”. E a senhora vizinha do Parks, creio que se é algo que me trouxe dor de cabeça, se me incomoda, independente de como me incomoda, eu não frequentaria.
 
Geane Fernandes em 19/08/2013 09:04:00
Particularmente, acho que há um exagero por parte de quem reclama.

Frequento barzinhos, e realmente existem aqueles que extrapolam os limites do bom senso; mas penso que a grande maioria com som "voz e violão" respeita sim a questão de horário e volume de som.

Moro em uma região absolutamente residencial, e todo fim de semana (algumas vezes no meio da semana mesmo), tem um lugar aqui perto que fica com o som altíssimo, praticamente até o dia amanhecer. Me incomoda? Uma vez ou outra, porque geralmente, quando deito para dormir estou tão cansada que apago em seguida, não tenho tempo para ficar reclamando do som.

E acho que as pessoas estão confundindo som (controlado) em bares com badernas promovidas aleatoriamente, o que realmente deve ser combatido. Generalizar não é saudável.
 
Mériele Oliveira Pereira em 19/08/2013 08:44:17
Juliana Soares, é só juntar provas, denunciar à SEMADUR, fazer BO e ir no MP.

Quanto às provas, você pode:

a) Fazer abaixo-assinado;
b) Filmar;
c) Procurar facebook ou orkut do bar, ou mesmo folhetos deles anunciando os shows e a música, fotos também. Às vezes sai matéria em algum site dizendo que vai ter, ou teve show tal dia. Imprima tudo.
d) Quando ligar pra polícia reclamando, anote os protocolos e faça uma listagem com data, hora e os números dos protocolos. Interessante se os vizinhos fizerem também.

Quanto ao BO:

Vale dizer o BO vale para as ocorrências até aquela data. Se fizer de novo, novo BO. A polícia vai pedir testemunhas, veja se algum vizinho se dispõe.

Quanto ao MP:

Vá depois de ir ao SEMADUR e à polícia, levando cópia do BO, da denúncia do SEMADUR e as provas
 
Guilherme Arakaki em 18/08/2013 15:01:30
Luis Fernando Ennes e outros:

Recalcados são os frequentadores, que precisam de bebida para ter coragem de se enturmar.

Mal -amados são os frequentadores, que precisam de uma desculpa para ficarem longe de suas famílias.

Provincianos são os frequentadores que não querem se adaptar à nova realidade da lei.

Mal-humorados são os frequentadores que precisam se entorpecer para ter alguma alegria.

Caipiras são os frequentadores que, para se sentirem importantes, recorrem ao "ver e ser visto".

Sem cultura são os frequentadores que não sabem o real significado da palavra e acham que baderna, vandalismo e a degradação da alma e do caráter são expressões artísticas.

E se gostam tanto de Mato Grosso e acham que Cuiabá tem mais a oferecer a vocês, mudem-se.
 
Guilherme Arakaki em 18/08/2013 14:41:42
Rafael Santos, é isso mesmo, concordo com você.

Mas raramente essas pessoas tem caráter o suficiente para admitir que estavam erradas (Até hoje eu só vi um que veio e me disse que eu estava certo).

Na maioria das vezes eles vão esconder o fato de estarem incomodados, ou vão mentir dizendo que sempre foram contra o som alto e ainda te chamam de mentiroso se mencionar o passado "festivo" deles. Parece ridículo, mas já vi acontecer muito.
 
Guilherme Arakaki em 17/08/2013 01:08:59
Geane Fernandes, é porque você não passou por essa situação. Depois de anos ao lado de bares barulhentos, isso permeia todos os aspectos de sua vida. Já experimentou ficar uma semana sem dormir direito e sem diminuir a sua rotina no trabalho? Tenta ficar assim por anos. Pensa nos seus filhos e seus pais idosos com dificuldade pra dormir, todos irritadiços por causa do stress, aquilo destruindo a vida de todo mundo em volta.

Enquanto isso o dono do bar enriquece e os fregueses riem da sua desgraça e ainda te rotulam de chato, mal-amado e egoísta.

Quanto à Srª do Park's, ela mesma falou que o problema é o som alto. Ninguém aqui é contra o estabelecimento em si, mas à falta de respeito para com o próximo.
 
Guilherme Arakaki em 17/08/2013 00:58:54
Diversão é necessária, mas quem trabalha a semana inteira também tem o direito de descansar tranquilamente dentro de sua própria casa. Aqui no bairro em que resido, o BAR FLY começa a tocar música alta nos finais de semana, após as 22, 23 horas e, para amenizar o barulho é necessário fechar as janelas e ligar o ar condicionado. Liguei diversas vezes para a polícia, mas o problema persiste. Gostaria de saber como nós, os moradores da redondeza, devemos proceder para termos o direito ao silêncio respeitado. Nosso bairro é residencial e não acredito que haja alguma proteção acústica no bar, pois a impressão que temos é que a música está tocando dentro de nossa própria residência.
 
JULIANA SOARES em 16/08/2013 18:36:05
Essas pessoas que ligam para a policia para acabarem com o som "ao vivo", são um bando de recalcados, são pessoas infelizes, que foram morar perto de lugares como o parque de exposição Laucidio Coelho, que está lá há décadas, e sempre teve shows, não é a toa que Campo Grande, já é apelidada de cidade dos aposentados. Esta lei do silêncio foi criada para enriquecer a prefeitura com taxas absurdas, desestimulando o comerciante, por isso os mesmos vão investir no Estado vizinho "Mato Grosso", lá os governantes não são rabugentos!!!!!
 
LUIS FERNANDO ENNES em 16/08/2013 18:17:50
como que posso fazer uma denúncia sem se identificar pois as pessoas que abusam do som alto demais tem influência na cidade essas pessoas são barra pesada a área que estou é residencial e eles começam a fazer o barulho à 1:00 da manhã e vão até as 8:00 , estamos cansados de ligar para a polícia a rua enche de tranqueiras meninas bêbadas rapazes saindo em alta velocidade pelas as ruas e outras coisas mais . eles usam a tal da casa só para fazer as festas como faço?
 
robson luis em 16/08/2013 17:49:05
Mais ou menos uns seis anos atrás - do lado da minha casa, uma família deixou o imóvel com uma parenta para alugar, e a dita-cuja, enquanto não alugava, ganhava uns "dindins-extras" promovendo "eventos" em finais de semana - ali rolava de tudo...e o som da pior qualidade, músicas lixos...iam até altas horas da madrugada...eu e minha família sofremos muito, pois nossa casa é do lado...depois de inúmeras denúncias (muitas vezes, a polícia não aparecia)... até que alugaram a casa para pessoas decentes...enfim, a tão sonhada PAZ voltou!!
 
Jeanne Couto em 16/08/2013 17:09:28
Esse povo que reclama não sabe se divertir kkkkk
idai q o som é alto aposto que os filhos e os netos deles não reclamam rsrsrsrss
 
Douglas Augusto em 16/08/2013 16:56:41
Alias quem não gosta de estar em um ambiente que lhe agrada, mas são varias as situações de exageros. Todo domingo escuto um som muito alto perto de minha casa, isso tarde da noite. No meu ponto de vista é um absurdo, pois a rotina do trabalhar começa na segunda. Porque não festejar na sexta ou sábado? E claro sempre respeitando a altura. Sou a favor de impunidades.
 
Letícia Araújo em 16/08/2013 16:54:46
Fernando Valença, tudo bem, mas o problem de sua sugestão, é que torna-se uma espécie de confisco, pois queira ou não, esses bares desvalorizam os imóveis próximos, forçando os moradores a venderem suas casas por menos do que valem, tudo pelo lucro do dono do bar.

Mesmo para o comércio em volta, dependendo do público atraído pelo bar, no dia seguinte sua fachada estará toda urinada, cheia de lixo, garrafas vazias, latas de cerveja com urina dentro, e algumas vezes, podem até depredar seu imóvel, estragando portões, grades, plantas, isso quando não estragam a própria alvenaria.
 
Guilherme Arakaki em 16/08/2013 16:47:39
Pq vocês não mudam pro mato !!! mas ai vocês vão reclamar do barulho dos pássaros !!! melhor ficar por ai mesmo !!! Campo Grande o que vai pra frente é Farmácia !!! Casa de Colchão !!! aff...
 
Sérgio Camargo em 16/08/2013 16:30:25
A forma mais rápida de acabar com essa barulhada toda é entrar lá como cliente, deixar uma maleta com uma bomba dentro e o resto que exploda. Adoooooooorrrrrrroooooooo esses filmes, a gente aprende muita coisa. Eheheheheheh...
 
Edinalva Garcia em 16/08/2013 15:21:48
Até pouco tempo atrás os comentários sempre eram reclamando que Campo Grande não tem diversão, que os que reclamam são chatos e deveriam se mudar. Agora os comentários mudaram e a maioria é apoiando o fim das badernas. Isso é muito bom, mostra que todo mundo tá cansado de baderna sem limites, e começaram a sentir na pele o que é morar perto de lugares com bagunça de segunda a segunda. Só defende a baderna quem não tem uma perto de casa, porque faz barulho na casa dos outros e depois vai tranquilo para casa dormir. Quero ver o dia que tiver isso do lado da casa desses que defendem barulho e mandam os incomodados se mudarem. Então esses que mudem para o lado da casa de show, bares, etc. E esses pseudo empresários de campo grande que investam em acústica e parem de reclamar.
 
rafael santos em 16/08/2013 14:50:36
Direitos todos nós temos, realmente. Mas essas pessoas passam dos limites! Falo por que fui aluna do Sr. Cabreira e com certeza foi um dos professores mais fracos que já tive, mesmo sendo considerado pelos colegas um profissional extremamente competente ele deixou muito a desejar! Motivo: não dava aulas, só sabia falar do Santa Fé e poluição sonora!!! Gente, não estou brincando, mesmo os meus colegas de turma que gostam dele falam isso. Acredito que por mais que determinadas perturbações nos tirem do sério isso não pode afetar nossa vida pessoal, muito menos a profissional, principalmente se você é um professor, formador de opinião e conhecimento. E a senhora, vizinha do Parks, não tem vergonha na cara não? Reclama do lugar e depois freqüenta? Ah faça-me um favor né!!!
 
Geane Fernandes em 16/08/2013 14:29:33
Realmente tem pessoas que não tem o senso do ridículo!
No meu bairro tem um que se diz dj que todo FDS coloca aqueles lixo que ele trata por música, acho que ninguém tem direito de decidir pelo outros, se quer ouvir certo tipo de música( sem querer ofender a música), que ouça, mas em um volume que não incomode seus vizinhos, e casas noturnas que se adequem para não causarem transtornos aos outros!
 
Etiene mendonça em 16/08/2013 13:14:03
Otevil eu tambem morei em Paraguaçu, conheci muito a Explosão e voce não escutava o som nem mesmo na calçada do lado de fora, o pouco que saia era bem abafado, no interior todas as paredes da casa tinham revestimento acustico, e olha que Paraguaçu tem uma população de 38 mil habitantes, ou seja, uma capital com mais de 800 mil habitantes não tem um estabelecimento noturno que tinha a Explosão, e isso nos anos 80 e 90, Campo Grande ainda tem que comer muito feijão, hoje moro proximo a avenida tamandaré, tem um pagodão na esquina de casa, uma das 1000 vezes que liguei para a pollicia, até veio uma viatura, mas quando vi os dois policiais estavam na frente do dito bar tomando um copão de chope cada um, provavelmente oferecido pelo dono da festa, assim é dificil.
 
MAXIMILIANO RODRIGO ANTONIO NAHAS em 16/08/2013 13:04:02
A solução seria demarcar áreas onde pode e não pode ter barulho. Onde tem mais casas do que comércio, não pode. Onde tem mais comércio do que casa, Pode. Assim, separa por quarteirões, desde que respeitado um nível de ruído estabelecido. Isso é bom para desenvolver áreas comercias e deixar os moradores em paz.
 
Fernando Valença em 16/08/2013 12:49:24
Gleison f. Santos, você consegue indentificar (e provar) cada um dos que "antigamente faziam baderna"? Eram realmente os que reclamam?

Antigamente haviam coisas chamadas respeito e moral. Agora temos uma geração que cresceu superprotegida, sem responsabilidades e sem limites, uma geração cada vez mais egocêntrica que não sabe o que é trabalho, mas se acha no direito de violar a lei, agredir pais e professores, requerendo cada vez mais direitos e menos deveres.

E o pior de tudo, para justificar seu egoísmo, criam argumentos falsos. Se Campo Grande fosse uma cidade só de farmácias e colchões, com gente dorminhoca, será que cresceria? Será que a geração passada era tão sem moral e tão desrespeitosa como a atual? Eu acho que não.
 
Guilherme Arakaki em 16/08/2013 12:48:08
Humberto Vinicius Marques, a orientação que recebi no MP foi: denuncie à Semadur e, após ter o número em mãos, faça BO, e de posse dos protocolos (do Semadur e do BO), vá ao MP.

Quanto às provas, antigamente a polícia requeria abaixo-assinado da vizinhança e testemunhas. Se não for possível, filme a baderna (tomando cuidado pra não ser pego pelos baderneiros), procure na internet a homepage ou facebook do bar anunciando o som alto ou mostrando fotos do lugar. Até panfleto anunciando o evento serve.

Quanto ao BO, você pode fazer um por cada dia de contravenção. Por exemplo, se tocarem hoje, você faz um BO. Se tocarem amanhã, novo BO. Isso é importante para caracterizar a continuidade do ato e, se não juntarem tudo em um processo crime só, afastar a possibilidade de transação do acusado.
 
Guilherme Arakaki em 16/08/2013 12:34:14
Morei mais de uma década, ao lado de uma casa de shows em Paraguaçu Paulista - SP, denominada "explosão musical". Nunca, nem eu, nem qualquer vizinho ouviu um som ou teve qualquer problema com os frequentadores. O motivo dessa paz é que lá, os empresários não queriam só lucrar. Lá eles investiram em estacionamento, revestimento acústico e segurança. Aqui em Campo Grande, esse empresários acham que o trabalhador que mora ao lado desses verdadeiros puteiros devem suportar a farra da noite e ter levantar cedo pra enfrentar a vida.
 
otevil neto em 16/08/2013 11:57:22
Gostaria da expertise dos entrevistados para resolver a balbúrdia que se tornou a Bolero Casa de Dança, que está a duas quadras da Santa Casa de Campo Grande. Cheguei a denunciar ao MPE o descumprimento de problemas relativos ao som nos finais de semana -os bailões de sexta e sábado invadem as 4h com som no último. Em resposta, ouvi que a Semadur deveria ser notificada para solucionar o problema. Detalhe, isso já faz uns quatro meses. Até agora, as noites nos finais de semana continuam um inferno para quem vive no Centro.
 
Humberto Vinicius Marques em 16/08/2013 11:00:24
O problema, nem sempre, é a casa noturna, mas seus frequentadores.
usam as calçadas e muros como banheiros, deixando cheiro horrível. A algazarra externa tbém é mt grande. Fecham vagas de garagens, etc. tem tbém os tais flanelinhas, que se julgam os donos do pedação. Todos tem o direito de se divertir, mas há que se ter espaço próprio.
 
silvio pedro em 16/08/2013 10:21:39
Antigamente era casa da mãe Joana, agora existem leis para preservar os ouvidos do cidadão. Em suas residências, os cidadãos não precisam usar de protetor auricular para sobreviver aos ruídos exteriores; é dever dos bares priorizar as pessoas e paciência para equipar seus ambientes para produzir o mínimo de "barulho" possível.
 
Guilherme Mello em 16/08/2013 10:18:23
Gleison, reclamar por causa de um barulho que acontece vez ou outra realmente é intolerância demais, mas coloque-se no lugar de quem mora ao lado de uma casa de shows com som alto quase todo dia. Tem como ficar de bom humor sem dormir um dia sequer? Hoje existem tantas formas de amenizar ou eliminar esse problema com materiais isolantes acústicos. Cito como exemplo o Estoril, que pode estar com o som altíssimo lá dentro, com banda de formatura ou carnaval, e ao sair na porta você não vai ouvir mais nada. É mesquinharia do empresariado que não quer investir e joga a culpa do fracasso na população que reside em volta há décadas e, de uma hora pra outra, tem que aturar som no ouvido a madrugada toda.
 
Paulo Medeiros em 16/08/2013 10:12:05
Em que pesem os que discordam, o meu direito termina onde começa o direito do meu semelhante. Numa sociedade evoluída, o respeito às pessoas deve imperar; caso contrário, as leis devem ser cumpridas a qualquer custo. Parabéns àqueles que lutaram pelos seus direitos e que isso sirva de alerta aos menos avisados ou educados.
 
sebastiao dos reis em 16/08/2013 10:03:55
esses bares são mesmo uma baderna, na vila Alves pereira também tem um assim eu estou até com um baixa assinado pronto para entregar no Ministério Publico para ver se resolve
 
MARIA JOSILENE SANTOS em 16/08/2013 09:47:27
E por isso que Campo Grande e conhecida a cidade dos colchoes e farmácias, porque os doentes e cansados não gosta de se diverti e reclama dos barulho e festa, mas quando era mais novos eles fazia a maior baderna e ninguém falava nada, agora essas mesmas pessoas agora reclama do barulho.
 
Gleison f. Santos em 16/08/2013 09:35:09
Todos q defendem o silêncio da noite estão de parabéns vcs não viram nada no meu bairro campo belo tem um tal de (bar do papai) q é um inferno total começa na sexta feira às 10:30 hs, sábado e vai até às 3, 4 hrs da madrugada e domingo começa por volta de 4 hrs da tarde e vai até às 11:00 hrs da noite todos esses dias tem show ao vivo parece q está dentro da casa da gente de tão alto q é o som não dá p/ assistir TV e nem escutar uma música dentro de casa fora a barulheira de motos e carros q fazem barulho tbém com som alto e arruaça na frente da casa dos moradores é um verdadeiro inferno mesmo já foi denunciado por várias vezes mas ninguém fez nada um verdadeiro desrespeito com quem trabalha semana inteira e quer descansar nos finais de semana tem tbém a prostituição e as drogas e aí.....
 
Vania Maria Fracalossi em 16/08/2013 08:54:32
Prof. Cabreira, finalmente o senhor conseguiu!! hahahahha aproveite a paz agora...
 
Andréia Menezes Lorenzoni em 16/08/2013 08:43:12
Se o problema se restringisse somente aos bares, boates e similares seria ótimo, mas vai mais além, quanto pior o gosto musical maior a disposição em compartilhar com os outros o volume máximo...
 
Marco Aurélio em 16/08/2013 08:40:02
No Bairro Santo Antônio também tem um desses malfadados "vizinhos"...é uma bagunça todo final-de-semana. Frequentadores mal-educados, bebedeiras altas horas da madrugada, e afinal de contas, os vizinhos é que são "chatos"..impertinentes..e outros adjetivos.
 
Eugênio de Souza em 16/08/2013 08:33:01
Não sei quanto ao Park's, mas o Santa Fé era uma esculhambação. Moro pertinho, além do som alto, a bagunça chegava interditar a rua Brilhante, via de trânsito intenso e uma das saídas da cidade. Não há o que argumentar. Se não pode realizar shows no Parque de Exposições uma vez por ano, o que dizer da zueira semanal naquela área, totalmente povoada? Parabéns ao professor Mário Marcio, eu me somei aos protestos muitas vezes.
 
João Prestes em 16/08/2013 08:12:18
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