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Campo Grande, Domingo, 04 de Dezembro de 2016

20/02/2012 14:30

Com a cidade vazia, quem fica acha bom, mas comerciantes reclamam

Elverson Cardozo
Pouco movimento desanima comerciantes da região central de Campo Grande. (Foto: Elverson Cardozo)Pouco movimento desanima comerciantes da região central de Campo Grande. (Foto: Elverson Cardozo)
Região central ainda permance em clima de carnaval. (Foto: Pedro Peralta)Região central ainda permance em clima de carnaval. (Foto: Pedro Peralta)

No primeiro dia útil depois do início da folia, paradeira em Campo Grande. Diferente da correria típica da cidade que hoje abriga quase 800 mil habitantes, o clima ainda é de carnaval. Bom para quem tirou o dia para fazer compras e descansar. Péssimo para quem precisou levantar cedo e ir trabalhar, ou quem depende da correria para garantir o sustento.

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Na região central, ruas com pouco movimento, lojas com raros clientes e alguns comerciantes e vendedores de braços cruzados, mas insistentes. “Está pouco, mas tá levando”, disse a vendedora de uma loja de eletrodomésticos, Aline Araújo, 22 anos, se referindo à baixa movimentação de clientes há uma semana.

Quem não gostou nenhum pouco da paradeira por conta da folia foram os taxistas. Preenchendo palavras cruzadas dentro do carro, Carlito Tavares estava desde as 5h da manhã no ponto. “Só fiz uma corrida”, contou, acrescentando que em época de folia “tudo para”.

Comerciante conseguiu tempo para sair com filho e neto, mas não gosta da paradeira. (Foto: Pedro Peralta)Comerciante conseguiu tempo para sair com filho e neto, mas não gosta da paradeira. (Foto: Pedro Peralta)
Gosto de tranquilidade, diz aposentada. (Foto: Pedro Peralta)"Gosto de tranquilidade", diz aposentada. (Foto: Pedro Peralta)

“As pessoas que se envolvem em carnaval não pegam taxi”, disse o profissional que trabalha nas ruas há 40 anos. “Eu cheguei às 7h e só fui sair às 10h15”, conta o amigo, também taxista, Milton Alves de Lima, 47 anos. “Movimento traz dinheiro”, completa Carlito.

Funcionária de um hotel localizado na área central, a paranaense Adriana Mochi, radicada em Campo Grande, afirmou que nesta época do ano, o movimento de clientes chega a cair pela metade. “Eu particularmente gosto, mas como comerciária, não é bom essa paradeira”, relata.

Dona de uma banca de roupas do camelódromo, a comerciante Alaide Andrade, de 66 anos, não gostou nenhum pouco da paradeira, apesar de ter aproveitado o dia para fazer compras com o filho de 12 anos e o neto de 5 anos. “Eu não gosto porque o comércio fica parado. A maior parte sai da cidade”, disse.

Apesar da queda na movimentação, Campo Grande não chega a ficar “deserto”, mas deixa o “clima” mais agradável para quem gosta de pouco movimento e tranquilidade.

Com pouco serviço, funcionário de hotel acompanha movimetno da cidade. (Foto: Pedro Peralta)Com pouco serviço, funcionário de hotel acompanha movimetno da cidade. (Foto: Pedro Peralta)
Cheguei às 5h e só fiz uma corrida, diz taxista. (Foto: Pedro Peralta)"Cheguei às 5h e só fiz uma corrida", diz taxista. (Foto: Pedro Peralta)

“Para sair com crianças em centro lotado, não dá”, pontua a jornalista Miriam Ibanhes, que hoje, de folga, resolveu passear com a mãe e as filhas de 5 e 11 anos.

Quem também aproveitou para ir às compras foi a dona de casa Roseli da Silva, de 32 anos, grávida de 8 meses. “É bem melhor para comprar. Você é melhor atendida, disse. A ausência de tumultos deixou a gestante mais à vontade para escolher roupinhas para o filho que ainda nem nasceu. “Por isso que eu vim hoje. Não tem aquele tumulto de carros e pessoas”, contou.

Tomando água de coco, a aposentada Zilda Felipe, de 67 anos, também é adepta da tranquilidade. “Muito movimento é difícil até para andar na cidade”, contou. Com a cliente ao lado, o vendedor, Auzelino Mendes, de 48 anos, relatou que só vendeu 15 cocos hoje, desde às 7h30.

“Está meio devagar aqui. Tartaruga... Mas está saindo”, brincou.

Em pleno horário do rush, trânsito na avenida Mato Grosso segue tranquilo. (Foto: Elverson Cardozo)Em pleno horário do "rush", trânsito na avenida Mato Grosso segue tranquilo. (Foto: Elverson Cardozo)



Campo Grande, uma cidade de médio tamanho, já passou da hora de sincronizarem seus sinaleiros para o trânsito. Quando fecha um sinal para uma rua, de imediato abre para outra sem nenhum um tempo para os pedestres mesmo na faixa. Pessoas de idade, senhoras com crianças no colo ou com compras têm que sairem correndo para não ser atropelados.
 
Ezio Jose em 21/02/2012 12:51:31
MADALENA! ESSE HABITO NÃO CHEGOU EM MIRANDA SE VOCÊ BOBIAR PASSAM POR CIMA NA FAIXA DE PEDESTRE.AÍ PRECISA CONCIENTIZAR PEDESTRE AQUI SÃO MOTORISTA.
 
Jose da Silva em 20/02/2012 10:08:17
Os comerciantes deveriam também tirar folga e curtir um pouco mais da vida, só pensam em ganhar, acham que os feriados trazem prejuízos, pode ser que deixam de ganhar o esperado, prejuízos não, pois se não compramos hoje, compraremos amanhã. Viva a Vida e viva os feriados.
 
Luiz Carlos Barbosa de Castro em 20/02/2012 08:31:37
Bacana a reportagem.Só que no final,algo chama a atenção:
Atravessar na faixa de pedestres que é bom, pela última foto, vemos que never, né? Bom, mas isso é todo dia. Nem quando são atropelados fora da faixa se lembram dela, porque aí é hora de culpar alguma coisa diferente, como sinalização, as autoridades, a Dilma, o papa.Parece coisa inocente,mas não é.Devia ter multa aos pedestres renitentes
 
Madalena Sortioli em 20/02/2012 03:37:20
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