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Campo Grande, Domingo, 11 de Dezembro de 2016

08/11/2012 08:00

A diversidade sonora das lojas, do Centro ao shopping

Anny Malagolini
Na Jet Line, CDs promocionais fazem a playlist.Na Jet Line, CDs promocionais fazem a playlist.

A loja é popular, mas nem por isso o arrocha é a trilha sonora para os clientes. Na Multilar Fogões, na rua Calógeras, toca Clara Nunes, samba, Beatles, Bee Gees. É o gosto do proprietário. “Tem cliente que elogia e fala até que enfim uma música boa”, diz a funcionária Lívia Calepso.

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No Centro, é uma mescla de ritmos de dar dor de cabeça. O argumento é sempre o mesmo. “O cliente gosta de música animada”. A gerente da Maube Jóias, Eva Pereira, garante que se a escolha ficasse por conta dela, a trilha seria diferente. “Iria tocar MPB e músicas românticas”.

Mas não tem jeito, a seleção preferida tem sertanejo e pagode, o que está no “auge”, comenta a gerente da Bumerang, Seigra Oliveira.

Na Jet Line, “o único estilo ‘proibido’ é o funk, pelas letras sensuais. "Mas se não fosse isso, até tocaria, eu gosto do ritmo”, conta a gerente Vera Faria. A loja acaba fazendo a propaganda de quem aparece com CDs promocionais, de divulgação, principalmente, de duplas sertanejas.

Mas você acha que tudo é jogado rumo aos ouvidos assim, sem planejamento? Na Uzze Moda Feminina, cada mês é um estilo diferente de música. Em novembro, o ritmo escolhido é o eletrônico e dezembro será o pop brasileiro.

Apesar do critério adotado em toda a rede, a gerente Letícia Morgana acredita que os clientes nem reparam na música.

A loja vai ficando “chique” e o cuidado com a trilha sonora também aumenta. Quando funciona em shopping então, a regra é som baixo, estudado. Na Trilha, do shopping Campo Grande, a playlist vai na tendência dos sites das marcas que a loja vende, samba, MPB, rock, eletrônica.

“Temos a atenção de colocar MPB e Bossa Nova na parte da manhã, à tarde entramos com um rock nacional e à noite tocamos eletrônico, música de balada”, explica a gerenre da loja Trilha, Natasha Gonçalves.

Os clientes costumam perguntar qual música está rolando, quem é o cantor. A gerente conta que a música Orpheu, da banda Cidade Negra, gera sempre curiosidade. “Todo cliente pergunta, todos amam”.

A escolha da música é importante, tem que haver um equilíbrio, pois a música e é uma boa aposta para influenciar o cliente na hora da compra, dizem os funcionários.

Na loja Farm, o som ambiente fica por conta do Rádio Ibiza, uma estação carioca de música, da terra natal da marca. Mas a maior parte da seleção é do site próprio. A ordem da playlist vem da matriz.

Aline Ferrete, operadora de caixa, sente mais alegria na loja, “A cliente se sente mais confortável, cria um clima, um ambiente melhor”.

Na John John, o “gosto” também vem direto de São Paulo. Só toca música eletrônica e a cada 3 ou 4 meses, um CD com a playlist é entregue.

“O público da loja gosta desse som e sempre nos perguntam quem está tocando e o nome da música”, diz a assistente administrativa Marisa Lopes.

Voltando ao Centro, na Josefina a história também é mais tranquila. A loja aproveita o playlist da concorrência e vai na onda da Rádio Farm. Apesar da maioria das clientes gostar de ritmos mais populares, a gerente Amanda Loureiro diz que no repertório só toca música boa, mas desconhecidas para a maioria.

"As clientes costumam perguntar de onde e de quem é a música. A maioria por aqui ouve rádio e sertanejo. Além da nossa playlist ter a ver com o estilo das roupas da loja, acho mais elegante".

Na prateleira da loja, variedade de estilos musicais.Na prateleira da loja, variedade de estilos musicais.



Adoro as músicas da Memove do Shopping CG. :)
 
Patricia Lima Mira em 10/11/2012 14:29:15
O problema é o som alto que alcança as pessoas fora da loja e os imóveis vizinhos. Ah se todos soubessem seus direitos e que isso (som alto, não importa a hora) caracteriza contravenção penal...
 
Guilherme Arakaki em 08/11/2012 23:31:23
Basta saber se todos estes estabelecimentos pagam Direito Autoral. Agregando ao seu ambiente sem a autorização.
 
Marcelo Saab em 08/11/2012 20:44:22
Se tiver tocando sertanejo ou arrocha, eu nem entro na loja
 
cleiton silva em 08/11/2012 19:01:56
Sempre vou no Território do Vinho e a música de lá é perfeita pro ambiente. E me parece que é uma empresa daqui que faz a seleção de músicas de lá!
 
Carlos Araujo em 08/11/2012 12:37:58
todas as musicas são boas dependendo de quem escuta o que e ruim na verdade e o volume do som que da ate dor de cabeça as pessoas deveriam colocar o volume baixo seja qual musica for se preciso entrar numa loja e o som esta alto nem entro SOM BAIXO AGRADA OS OUVIDOS
 
silvana baroni em 08/11/2012 10:41:40
NOSSA RAÇA NEGRA NINGUEM MERECE!





 
Rubia FERNANDES em 08/11/2012 10:38:31
se eu entro numa loja e ta tocando pagode ou sertanejo universitário, eu saio!
 
gabriel lescano em 08/11/2012 09:22:52
Essa diversidade de sons de acordo com o estilo das lojas é interessante, desde que o volume seja somente para os clienste que estão na loja. O duro é nos supermercados , ex Comper,que exageram no volume e na péssima qualidade das músicas, fazendo dos momentos de compras um "martírio", a algum meses atrás havia até uma pianista com músicas excelentes, agora sumiu,sugiro uma pesquisa junto aos clientes para melhorar o ambiente.
 
Rogério do carmo em 08/11/2012 08:25:46
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