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Campo Grande, Terça-feira, 06 de Dezembro de 2016

29/05/2012 11:52

Até para quem não ouve, celular é principal meio de comunicação

Mariana Lopes
Danilo mostra celular inseparável.Danilo mostra celular inseparável.

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Até parece propaganda de operadora, mas a tecnologia diminuiu realmente as limitações para Danilo Marcheti, 21 anos. Sem escutar desde que nasceu, nem a deficiência auditiva impediu que ele desenvolvesse uma mania que para todos surge com força na adolescência moderna: o vício em celular.

Em uma festa infantil, enquanto a barulheira tomava conta, eu assistia Danilo entusiasmado na conversa com os amigos, por mensagens. Os dedos rápidos só paravam quando alguém do outro lado respondia.

Na vida do universitário tudo é assim. Não dá para ser como qualquer um? Então ele adapta. Na universidade, quando escolheu o curso, também buscou o improvável. É estudante de letras e depois quer fazer pós-graduação em Libras.

Ligado na internet e nas redes sociais como qualquer outro jovem, na tela do celular, é difícil conseguir contar quantos aplicativos já baixou. Ele próprio confessa “perdi as contas”.

Até na hora de aprender a mexer em tantas “brincadeirinhas” tecnológicas, Danilo usa a internet. "Descobri como mexia nessas coisas todas pesquisando no Google", explica.

Danilo conta que às vezes usa a linguagem de sinais para conversar no Skype e nesses bate-papos alguns amigos mais próximos até já aprenderam Libras

Ele fala com dificuldade e ouve apenas 20% do ouvido esquerdo, com ajuda de aparelho. Para auxiliar a comunicação, faz leitura labial.

Em festas, por causa do barulho, já aconteceu de conversar com amigos por mensagem no celular, uma dica até para quem ouve e quer bater-papo em plena boate.

O telefone faz parte de toda a rotina do rapaz. Ele está nas mídias sociais, Twitter, Facebook, abusa do Instagram, além de MSN e Skype, e diz ficar online quase 24h.

Com a mãe, ele tem um código. Se Danilo está fora de casa e o celular toca com o número dela, nem precisa atender, já sabe que é para ir embora.

Mas apesar de as ferramentas tecnológicas ajudarem no dia-a-dia, Danilo garante que o contato pessoal, o poder conversar com os amigos cara a cara, é muito mais bacana.

"Faço tudo normal, vou para a balada com meus amigos e gosto muito de tomar tereré", resume.

Danilo e os aplicativos do celular.Danilo e os aplicativos do celular.



aeeeewwwwwwww Daniloooooo.. o/

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Eloiza Marques em 01/09/2012 09:11:05
Parabéns pela reportagem Campograndenews! Pode aprofundar que vai descobrir muito mais coisas BOAS sobre nós deficientes auditivos! Parabéns Danilo! Ainda ouço um pouco pelo telefone, graças aos celulares, que parece ter a linha limpa de barulho ou silencio, como os telefones fixos!Siga seu instinto e seja feliz! Abços.Rosane.
 
Rosane Resende em 30/05/2012 07:15:38
Graças a tecnologia "facilita" sim nesses casos, como diz o entrevistado Danilo Marcheti: "o contato pessoal, o poder conversar com os amigos cara a cara, é muito mais bacana." Mas as inúmeras tecnologias são ferramentas "fáceis" de comunicação com "ouvintes". Sou aluno de LIBRAS e agora entendo e compreendo o tamanho das dificuldades (limitações, nenhuma!) de deficientes auditivos...
 
RAFAEL MEDINA ARAUJO SAVERIO em 29/05/2012 12:57:27
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