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Campo Grande, Sexta-feira, 09 de Dezembro de 2016

17/09/2013 07:14

Do supermercado à adega, aprenda o básico para levar o vinho à mesa

Paula Maciulevicius
Sommelier Diogo Wendling dá dicas de como ler o rótulo, harmonizar bebida e comida e armazenar o vinho em casa. (Fotos: Marcos Ermínio)Sommelier Diogo Wendling dá dicas de como ler o rótulo, harmonizar bebida e comida e armazenar o vinho em casa. (Fotos: Marcos Ermínio)

O consumo tem sido maior, em parte pelo estilo de vida ou migração de outras bebidas. O fato é que o campo-grandense está aprendendo a tomar vinho e também tendo mais acesso a ele, mesmo quando o preço não caminha para essa desmistificação da bebida por conta da carga tributária.

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No entanto dá pra gostar de apreciar um bom vinho sem gastar muito, só de olho no que oferecem os supermercados. O sommelier Diogo Wendling, de 33 anos, é quem ensina. “Dá e se deve comprar, tem muitos vinhos bons e com preços acessíveis. O interessante das adegas é a mão de obra especializada que nos supermercados lá fora já tem, mas aqui não, profissionais para dar indicação do melhor vinho”, comenta.

Na composição da mesa para um jantar, se a dúvida vier, não é vergonha nenhuma chegar em uma casa especializada e pedir um vinho de acordo com o seu bolso. “Para compor um vinho que harmonize com o seu prato em casa, tem que saber para qual prato, público, quantas pessoas, quais as referências e o preço. O papel do vendedor é te entregar o melhor que ele puder, dentro daquele valor, que mais se adeque ao seu bolso, paladar e opção”.

Para desmistificar a bebida, dos mais de 500 rótulos que o Território do Vinho tem, de 15 países diferentes, o sommelier faz uma seleção semanal de vinhos para degustação, onde a taça é vendida a R$ 7. “É para incentivar a degustação de vinhos bons, de qualidade e diferentes toda semana”, completa.

 

Na hora de casar vinho ao prato, leve em consideração a regra de quanto mais encorpada for a comida, mais deve ser o vinho. Na hora de casar vinho ao prato, leve em consideração a regra de quanto mais encorpada for a comida, mais deve ser o vinho.

Na hora de por a taça junto ao prato, para uma massa, por exemplo, deve-se levar em conta os ingredientes que compõem o molho. A regra geral, ensina Diogo, é que quanto mais encorpada a comida for, mais deve ser o vinho.

“Para massas o vinho é sempre tinto, a não ser em casos de alho e óleo, aí a sugestão seria um vinho branco. O ideal é sempre procurar harmonizar o vinho com o país de origem da comida. A massa é italiana, com um vinho italiano”, exemplifica.

Quanto ao rótulo, os degustadores em potencial têm todas as informações do produto nas mãos: na garrafa está o país de origem, nome da vinícola e em alguns casos, a uva, a safra e o teor alcoólico.

Depois de já levar o vinho para casa, o segredo para manter o aroma e sabor está no armazenamento. Quem não tiver adega em casa, deve procurar um lugar escuro, com pouca oscilação de temperatura, de preferência um armário, e depois de aberto, o vinho dura até três dias na geladeira.

Como a temperatura não é a mesma de uma adega, o sommelier Diogo ensina retirar a garrafa 30 minutos antes do consumo. Já em casos de armazenar em adega, vinhos tintos devem ficar acondicionados em torno de 14 graus, brancos de 10 a 12 e rose até 12. Já os espumantes devem ser mantidos em refrigeração maior, com temperatura de 6 graus.




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