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Campo Grande, Terça-feira, 06 de Dezembro de 2016

21/08/2013 07:47

Opção mundo afora, "hostel" ainda é hospedagem não oficial em Campo Grande

Anny Malagolini
Fachada do Hostel Vitória Régia.Fachada do Hostel Vitória Régia.

Opção mais barata, principalmente aos mochileiros, o hostel ainda é coisa rara em Campo Grande. Há dois espaços assim na cidade, mas nenhum cadastrado pela instituição internacional que credencia esse tipo de empresa pelo mundo. 

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"Hostel" virou moda e, na prática, substituiu o "Albergue da Juventude", também com quartos compartilhados, mas a opção para casais e individual. A ideia de quem se hospeda é conhecer novos idiomas, costumes é os pontos mais bacanas das cidades, ficando em um ambiente menos formal.

Um dos hosteis não oficiais abriu há quatro meses, o "Vitória Régia". Se instalou em frente à Orla Morena, na avenida Noroeste, 575. A hospedaria tem 12 quartos, todos divididos por sexo. Os coletivos, com até quatro beliches, custam R$3 5,00 e o duplo sai por R$ 65,00. O banheiro também é coletivo. Os valores são baseados na média de preços cobrados em cidades turísticas, como o Rio de Janeiro, onde há um hostel em cada esquina dos bairros mais badalados.

Além dos quartos, no Vitória Régia há alguns atrativos, como uma mesa de sinuca, um quintal repleto de árvores e espaço social como sala de TV e computadores.

A ideia de criar um espaço para receber turistas, segundo uma das gerentes, a professora Leda Brum Amaral, de 55 anos, veio com a constatação de que as pessoas passavam por Campo Grande sem conhecer. "Aqui é uma capital, tem lugares a serem explorados".

Quartos do Hostel Vitória RégiaQuartos do Hostel Vitória Régia

O primeiro espaço do tipo na cidade está aberto há 11 anos, o "Hostel Campo Grande", que fica na rua Joaquim Nabuco, 185, em frente a antiga rodoviária da capital. Mas o local perdeu o credenciamento depois de denúncias.

Há alguns anos, uma estrangeira prestou queixa contra o local, acusando um funcionário de violência sexual. A proprietária diz que tudo não passou de um "mal-entendido", que a hóspede retirou a queixa e o funcionário foi demitido.

Mas por conta do caso, o local perdeu o selo de qualidade mundial, uma forma de identificar uma hospedaria confiável e dar segurança aos turistas. Segundo uma das sócias, Patrícia Soares, após mudança de endereço, o ambiente ficou mais tranquilo e menos assustador para quem é de fora.

 

Ambiente do hostel Vitória RégiaAmbiente do hostel Vitória Régia
Café no Hostel Campo Grande.Café no Hostel Campo Grande.

O que se percebe é que a maioria se instalou pelo baixo custo e não pelo conceito que o hostel propaga, do convívio com gente legal, de todo o mundo, por preços acessíveis e em ambiente acolhedor.

Os quartos custam R$ 40,00 por pessoa, privativo ou compartilhado. Daniele Ribas, de 28 anos, não é gringa, é curitibana, mas em visita a Campo Grande escolheu o hostel por ser uma opção mais barata. "Não tem aquele clima sério de hotel, é tranquilo e o preço é o que importa".

Para um dos recepcionistas, o turismólogo Clauber Fernandes, 33 anos, o turismo em países da América do Sul, como Machu Picchu, faz de Campo Grande apenas uma passagem por conta do aeroporto. Com poucas opções de lazer na cidade, é difícil atrair quem é de fora, "É complicado, de segunda a quarta não tem onde levar os turistas. Só resta levar em barzinhos, mas antes da meia noite já estão fechados e gringo quer diversão".

O local também oferece expedições ao Pantanal, com direito a safáris e cavalgadas. "Os gringos querem ver animais", comenta Clauber. Mas por lá não há preço de hostel. O pacote com direito a três dias e duas noites na pousada, que fica a beira do rio Paraguai, custa R$ 400,00 por pessoa. Quem quiser mais privacidade, o pacote com quarto privativo custa R$ 500,00.

Enquanto por aqui os empresários ainda não investem na ideia, em São Paulo, o número de estabelecimentos desse porte cresceu 159% no primeiro semestre de 2013, passou de 22 para 57, pensando nos efeitos Copa do Mundo.

Segundo especialistas, o investimento em um hostel fica entre 100 e 400 mil reais, mas o retorno é certo por garantirem uma hospedagem mais barata, sem perder a qualidade, principalmente, em cidades de passagem ou de turismo empresarial, como Campo Grande.




Romeu Luitz: Embora a definição de albergue seja a mesma de hostel, infelizmente, no Brasil, o termo albergue tem uma conotação negativa, visto que a mesma é usada para instalações onde mendigos são acolhidos; ao passo que o termo hostel já dá a idéia de hospedagem com preços mais acessíveis.

Antes de combatermos os "estrangeirismos" é bom verificarmos alguns detalhes, e lembrarmos que vivemos em plena globalização.

Definição segundo o Dicionário Aurélio:

"s.m. Casa situada geralmente no campo, e onde se pode comer, beber, dormir, pagando; albergaria, estalagem. / Bras. Asilo onde os mendigos se recolhem à noite."

 
Mériele Oliveira Pereira em 22/08/2013 10:08:32
Sempre que viajo me hospedo em Hostels são as melhores opções para quem quer economizar!
 
Mafê Cabral em 22/08/2013 07:15:02
indiquem a safari hamburgueria para os hospedes.
3044 0010
 
Diogo Saad em 21/08/2013 15:50:43
Achei a ideia excelente. Gostaria do telefone
 
sonia calux em 21/08/2013 15:15:55
" Hostel é estrangeirismo desnecessário e equivalente ao português albergue" segundo encontra-se no Wikipédia.
 
Romeu Luitz em 21/08/2013 15:15:19
Adoro, Hostel é tudo de bom, sem falar que é econômico.
 
suzi dos santos araujo em 21/08/2013 13:30:54
Albergue.
 
Murilo Delmondes em 21/08/2013 12:07:28
ÓTIMA IDEIA!!!
 
SÂNGELA ALVES LIMA em 21/08/2013 11:54:26
Adoro o clima de hostel! Em SP e no Rio é comum a estadia em hostel, quando comento com alguns colegas daqui, estes torcem o nariz... Enfim... O campo-grandense tende sempre a ser meio tacanho e elitista!
 
JESSICA MACHADO em 21/08/2013 11:06:17
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