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Campo Grande, Sábado, 10 de Dezembro de 2016

17/06/2013 08:00

Banca de revistas só vende informações do passado, mas promete gibis raros

Anny Malagolini
Banca abarrotada de exemplares antigos.Banca abarrotada de exemplares antigos.

Cansado de trabalhar entre 4 paredes, Nilton Carlos Canhete, de 43 anos, vive há 19 anos de vender revistas, livros e gibis de décadas passadas. Por valor a partir de R$ 1,00 é possível levar exemplares de "Veja", "Claudia" e até edições especializadas em cortes de cabelo que hoje são do tempo do onça. 

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Em uma banca, na rua Cândido Mariano, quase esquina com a rua 13 de Maio, ele se dedica a partir de 8 da manhã aos montes de páginas em mais de 5 mil exemplares, tudo distribuídos dentro da pequena estrutura.

As musas que fizeram sucesso e causaram arrepios por conta da beleza, hoje são edições encalhadas na banca.

A criançada que aprendia até a ler olhando gibi, com histórias da “Turma da Mônica”, também é raridade. As histórias animadas deram lugar aos traços japoneses do “mangá”, com histórias menos lúdicas.

Entendedor do assunto, principalmente quando falamos em quadrinhos, Nilton lamenta que com a internet as vendas caíram muito. As únicas exceções são os clássicos e até raros faroestes, como “Tex” e gibis de super-heróis, que ainda têm bastante procura.

Ele conta que há exemplares na banca indicados, principalmente, para colecionadores, devido à raridade, que chegam a custar R$200,00, dependendo da numeração.

Também lembra que neste ano um norte-americano encontrou a 1ª edição do Super-Homem, criada em 1938. O exemplar foi vendido por U$ 127.000, pouco mais de R$250.000,00, mas um valor bem distante da realidade da pequena banca em Campo Grande.

Por aqui, para desencalhar o estoque, o jeito é fazer promoção. Pedaços de cartolinas exibem anúncios escritos a mão do tipo "5 revistas por R$1”. Mas mesmo assim a banca continua cheia de revistas e Nilton passa boa parte das tardes jogando xadrez. “Não se interessam mais, o que ainda rende algo são os gibis”, comenta.

Cartaz anuncia promoção de revistas infantis.Cartaz anuncia promoção de revistas infantis.



Quanto tempo hein?Li essa matéria aqui no Japão!To com saudade,abraços,sua irmã,Ana,
 
Ana Cristiba Murakami em 22/06/2013 06:24:02
Junta-se a banca do Nilton uma outra, das mais antigas também; A Banca do Adeon, esquina com a ´Calógeras. Está ali há mais de 50 anos, desde quando as casas Balaton, calçados, pegou fogo, desde o tempo que o trem de passageiros apitava ali nos trilhos. Um dia na adolescência e com as ultimas moedas, comprei um livro encapada com plástico e a capa ostentando mulheres nuas. Com o libido de um adolescente comprei e virando a esquina rasguei o plástico e abri, afoito o livro. Fiquei com cara de bobo pois era um livro só de letras, um conto erótico. Parabéns pela matéria.
 
samuel gomes-campo grande em 17/06/2013 22:46:46
Morro de vontade de entrar nessa banca e levar tudo quanto é gibi, mas tenho uma séria alergia a cheiro de papel velho, que já esteja amarelado. Já tive que me desfazer de vários livros por causa disso :(
 
Beatriz Cruz em 17/06/2013 21:34:19
Eu sou dona de uma banca de revista que ja tem 28 anos no mercado e hoje em dia as pessoa evitam comprar revistas por conseguem tudo através da internet, uma pena hoje em dia, por que aprendi a ler e a escrever com a turma da mônica e minha filha também esta aprendendo com eles, mas ainda possuo alguns clientes fies da epoca de meus pais.
 
Joicy Ojeda em 17/06/2013 15:41:31
É, esse ai e um grande amigo Nilton Flamenguista
 
edson antonio em 17/06/2013 14:12:43
É uma pena ver tudo aquilo desse jeito... parece que se perdeu no tempo, gostei da matéria, bom abordar as peculiaridades da cidade!
 
Gabriel Ribeiro em 17/06/2013 08:34:59
imagem transparente

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