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Campo Grande, Quinta-feira, 08 de Dezembro de 2016

12/08/2013 09:55

Bares e músicos acusam Justiça e prefeitura de deixar a cidade sem graça

Anny Malagolini
Sem música ao vivo, o jeito foi improvisar com Telão (Foto: Cleber Gelio)Sem música ao vivo, o jeito foi improvisar com "Telão" (Foto: Cleber Gelio)

A simpatia dos bares com músicas ao vivo, na maioria das vezes na base da voz e violão, é cada vez mais rara em Campo Grande. A cidade é quente, não tem praia ou outro tipo de atração certa e ultimamente tem perdido a graça na noite por conta de ações do MInistério Público, determinações judiciais e fiscalização da prefeitura. Quem é contra, considera a música "barulho", quem defende acha que estão "sufocando" a cultura, impondo uma burocracia desnecessária.

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Três bares no bairro Tiradentes, por exemplo, tiveram que acabar com a música “voz o violão” que animava os happy-hours por determinação da Justiça. Além de menos opções de lazer para o campo-grandense e menos trabalhos aos músicos, a proibição das apresentações afeta também os comerciantes não conseguem concorrer com os grandes e adaptar os espaços para continuar com o ao vivo. O pedido é por flexibilização.

No bar “Nova Lisboa”, na rua Marquês de Lavradio, em menos de 3 meses com música ao vivo, foi preciso reforçar o atendimento, com mais garçons, além de ampliar o espaço. Mas por conta da reclamação de vizinhos, o som teve que ser desligado e o entretimento do local voltou a ser o telão.

O proprietário do bar, Emanuel Junior da Silva, de 45 anos, conta a cobrança dos clientes é frequente, mas nem assim ele pensa em voltar com a música, "Era uma opção a mais para o freguês, sem cobrar nada. Fui notificado e acabei com tudo. São muitas exigências que não tenho como custear", justifica.

Frequentadoras do local, as amigas Vera Bento, 37 anos, e a advogada Karen Bernadoni, 45 anos, dizem que escolheram o bar que fica distante da "modinha", justamente pela tranquilidade, mesmo com música ao vivo. "No fim de semana, o fator principal é um ambiente que tenha música, e agora, onde ir?", questiona Vera. 

A advogada não entende a reclamação do som, mas concorda com o respeito que deve haver por ser um bairro residencial. “É preciso respeitar, mas não vejo necessidade de acabar, as pessoas reclamam de tudo”.

“Bar com música tem outra energia”. A avaliação é de quem quer ir para o badalo e se depara com bares fechando após a meia-noite. “Campo Grande não tem noite”, reclama o cabeleireiro, Guilherme Araujo, de 25 anos, que diz estar cansado de sair tarde do trabalho a procura de algum lugar para relaxar na companhia dos amigos e não encontrar nada interessante, "não se tem nada para fazer, e até os locais que fecham cedo já não tem muitos atrativos, sem música onde que fica a graça de sair?". 

Para bateirista, o que falta é respeito ao trabalho profissional dos músicos em Campo Grande. (Foto: Marcos Ermínio)Para bateirista, o que falta é respeito ao trabalho profissional dos músicos em Campo Grande. (Foto: Marcos Ermínio)

Próximo ao bar, o Rota 16, espaço conhecido como o reduto do blues em Campo Grande, também teve que ser fechado, por conta de adequações que deviam ser feitas no espaço, mas como o custo é alto, o jeito foi fechar as portas.

Em outro bairro da Capital, a Vila Carvalho, o bar da "Madah", conhecido pela feijoada e o samba de todo sábado, conseguiu na Justiça uma liminar para que o espaço tivesse permissão de continuar as apresentações no fim de semana, após a reclamação de um vizinho.

A lei do silêncio implica que casas noturnas e bares devem restringir seus ruídos a no máximo de 60 decibéis e caso esse número seja excedido, são expedidas notificações, multas e até cassação de alvara. Para que isso não ocorra,é preciso então readaptar o local com isolamento acústico, como casas noturas. As regras servem, principalmente, para que bares não fiquem com o som alto perturbando moradores da região.

Os donos de bares e artistas garantem que não pretendem criar transtornos, sem "fazer som" de madrugada, mas querem  um debate para garantir o ao vivo também na periferia e em  bares menores.

Para o músico Raimundo Galvão, de 45 anos, não consta na lei a diferenciação entre um barulho de uma britadeira para o som de um piano, por exemplo, e por isso ela se torna injusta. “Cultura não é barulho. A lei deve ser executada, mas com discernimento".

Além da restrição, a reclamação de Galvão é pelas formas com que a cidade vem ganhando com a burocracia. "Estão mudando a visão arquitetônica da cidade, ela está triste com ambientes fechados, climatizados, perdeu a simplicidade”.

Na semana passada, Galvão publicou um artigo “Em defesa do som ao vivo nos bares de Campo Grande”. A reclamação é que “um tribunal de inquisição moderno e ao mesmo tempo retrógrado está instalado em Campo Grande pra impedir que bares disponibilizem música ao vivo aos seus clientes: o Ministério Público Ambiental e seu braço armado, a Semadur”.

Na avaliação do músico, “uma única denúncia formal de um vizinho incomodado com um som vai gerar um inferno astral no dono do bar, e consequentemente o fechamento do seu estabelecimento se ele não tiver condições de investir em média uns 70 mil reais com tratamentos acústicos, engenheiros ambientais, projetos pra poder assim adquirir sua licença ambiental".

Ele prevê que em pouco tempo os bares na varanda, com shows mais próximo das serenatas, desaparecerão por completo da cidade e fala em segregação econômica. “Só grandes empresários poderão disponibilizar música ao vivo em seus botecos. Por exemplo, conversando com o dono do Tábua Bar e ele me falou que gastou 130 mil reais pra fazer as adequações exigidas pela Semadur pra continuar tendo música ao vivo no seu bar”, escreveu.

Há 12 anos na noite, o bateirista Deivy Dener, de 31 anos, vê a dificuldade em se produzir diversão em Campo Grande como como falta de respeito com a profissão. "O músico é visto como baderneiro, nós também temos família em casa, não queremos incomodar, somos profissionais, é o nosso trabalho, parece que querem colocar empecilhos"




À todas as pessoas que insistem em reclamar do som nos barzinhos, pelo amor de Deus, não sejam tão intolerantes, por favor, não me façam desacreditar na raça humana, a lei diz que o máximo de ruído no local deve ser 60 dB, isso é totalmente inconcebível, visto que uma sala de espera de um consultório médico chega facilmente a 70dB e já estaria assim "fora da lei", se for assim, a rua onde moram estes senhores ilustres incomodados com o "som alto" deverá ser fechada, pois nem o ruído dos carros passando na rua será tolerado pelos "senhores"...é realmente um absurdo!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
 
Alexandre Ourives em 04/09/2013 06:22:03
Os empresário de casa noturna tem saber que para ter música ao vivo, tem que ter isolamento acústico. Pois como já citaram, os que estão no bar com som ao vivo, depois da balada vão para sua casa dormir (com certeza num lugar mais silencioso que o ambiente do bar).

Os empresário querem somente ganhar mais em cima dos frequentadores.

Gastar 130 mil em isolamento, qdo em uma unica noite tem um lucro de 10 mil, não é nada. É simples, em 13 dias de trabalho, dá para fazer toda adequação para regularizar-se e ganhar durante o ano todo . O ano tem mais de 50 FDS, então ele pode lucrar os 37 restante... 3 dias/FDS=R$30.000/semana = 30.000 x 37 > R$1.110.000,00/ano

Bobo são este que vão nos locais que não fazem o devido investimento para se adequar e só aumentam o lucro dos dono de "barzinho"
 
ALEXANDER PALERME GARCIA em 16/08/2013 11:01:53
Concluindo tudo que foi dito. Nosso bar (NOVA LISBOA) optou por acabar com a música ao vivo a partir do momento que percebemos que nossa liberdade estava interferindo na liberdade do outro... Em respeito ao outro, tomamos a decisão de acabar com a música ao vivo.
Nosso bar foi aberto com o propósito de criar um ambiente de entretenimento sem causar qualquer tipo de dano. Assim desejamos continuar trabalhando, gerando empregos, pagando impostos e, principalmente criando momentos agradáveis de entretenimento e lazer aos nossos clientes. Essa é nossa proposta. Adoramos nossa cidade. Desejamos que o MP tenha o mesmo apreço pela falta de saúde, educação, segurança entre tantos problemas bem maiores que afligem nossa cidade. Agradecemos a atenção ao Campo Grande News.
 
EMANUEL JÚLIO DA SILVA GRAÇA em 14/08/2013 18:46:20
Luciana Villamaina Centeno, procure o MP lá no Fórum que eles resolvem. Pode demorar um pouco, mas resolve.

Às vezes a gente desanima com a lentidão, mas é preciso pensar que a situação é inevitável e não vai se resolver sozinha. Então quanto antes procurarmos ajuda, mais cedo teremos o resultado.

Boa sorte
 
Guilherme Arakaki em 13/08/2013 15:21:30
"por que não se mudam?"
Porque daí o som alto seria utilizado como forma de confisco da propriedade:

1) O político muda seu zoneamento e abre algo bem barulhento em nome de laranjas.

2) Toda a vizinhança é atormentada, até que não aguentam mais a situação e decidem se mudar pra não fazer besteira.

3) Os moradores, por causa da desvalorização provocada pelo político, têm de vender seus imóveis por um preço beeem abaixo do valor real.

4) Após os laranjas terem adquirido os imóveis necessários ou desejados, o político fecha o negócio barulhento e o transforma em algo que valorize a região, retornando ainda o zoneamento original. Dessa forma os imóveis recuperam seu valor original e são até valorizados.

5) O político reinicia o processo em outra região.
 
Guilherme Arakaki em 13/08/2013 15:15:12
Quanto à democracia, vivemos sim em um Estado Democrático de Direito, que impede que o cidadão seja obrigado a fazer ou deixar de fazer algo senão em virtude de lei.

O "pensamento provinciano" descrito aqui por muitos baseia-se no princípio de que os usuários do som alto não podem impor sua vontade sobre terceiros. O som alto não é parado por portas, grades e janelas, podendo ainda ricochetear em prédios próximos e voltar, mesmo por cima de muros altos. Sons de baixa freqûencia (os chamados "graves") podem percorrer quilômetros.

Dessa forma, não basta "ir para casa", pois a agressão irá buscar você dentro de seu lar, de forma continuada, atingindo também a toda a sua família. Tudo por vontade de um egoísta que elegeu a sua rua como palco de sua renda e para o prazer de alguns.
 
Guilherme Arakaki em 13/08/2013 15:08:27
Quando ao judiciário e legislativo, estão fazendo o papel deles, pois poluição sonora é crime e perturbação do sossego é contravenção. O direito a um meio ambiente saudável é uma garantia fundamental, portanto, não pode haver "flexibilizações".

Para quem alega razões financeiras ou laborais, saibam que o trabalho e a economia têm de atender primariamente à função social, que é assegurar a dignidade humana. Bares e músicos estão lutando por assegurar o seu lucro em detrimento das garantias fundamentais de terceiros.

Ususários estão alegando direito ao lazer que também seria uma garantia fundamental, mas como ensina a boa doutrina, quando dois elementos colidem, é preciso pesar a importância dos valores em jogo. Seu lazer precisa ser justamente o que prejudica vida e saúde de terceiros?
 
Guilherme Arakaki em 13/08/2013 14:59:09
Não adianta reclamar, pois vocês estão defendendo uma atitude ilegal e imoral. Para saber se estão certos, basta parar e pensar:

- E se fizessem isso comigo?
- E se quando quisesse dormir, alguém utilizasse som alto, me impedindo de dormir, prejudicando minha saúde, meus relacionamentos e meu desempenho profissional?
- E se meus pais idosos tivessem de tomar remédio para dormir por causa do som alto?
- E se meu filho recém nascido ficasse acordado a madrugada inteira por causa do som alto?

O problema é que tem muitos hipócritas que vão dizer que adorariam ter um bar ao lado da casa, ou que não se incomodariam.
Outros são completamente incapazes de fazer essa reflexão, pois não tem empatia, portanto, não conseguem nem se imaginar nos sapatos de outrem.
 
Guilherme Arakaki em 13/08/2013 14:53:29
Eu tocava todo sábado(e mais baterista e violonista) no Nova Lisboa, e o som ia até no máximo as 23:30 e garanto que o volume não ultrapassava o barulho normal do bar pelo volume das pessoas. Essa lei é pra ferrar com o trabalho da gente, se a Lapa fosse aqui já teriam fechado. É brincadeira.
 
Carlos Lima em 13/08/2013 11:38:05
Se for para reclamar do barulho depois das 22:00h, concordo!
O problema é que ALGUMAS PESSOAS reclamam por causa de qualquer barulho até em plena luz do dia.

Não vejo isso apenas em bares e nos shows. O caso mais recente e conhecido pela maioria é na Orla Morena, onde uns moradores reclamaram do barulho das aulas de ginástica, das aulas de dança, do teatro...

Ainda bem que os eventos na Orla voltaram e os mesmos não passavam das 22:00h.
Se mesmo assim cancelassem, falta pouco para o Toque de Recolher.
Algo que a cidade NÃO MERECE. Isso seria um retrocesso e censura a população!
 
Marcelo Mattos em 13/08/2013 11:30:00
Isto mesmo Rafael Santos, o meu direito termina onde começa o do outro.

E, por favor não falem mal da minha cidade, é só irem embora daqui ok?
 
Lisa Santos em 13/08/2013 11:25:23
Uma britadeira durante o dia e um piano, tudo bem. Mais os dois depois das 22 horas, é outra coisa. Não é mesmo. Todo nos temos direito a diversão, ninguém é contra a cultura, os músicos, o problema são os frequentadores que enchem o caneco e ficam gritando, e outras coisas mais, nem todo mundo trabalha a noite, vamos resolver o problema com calma.
 
ely mendes em 12/08/2013 23:27:24
Campo Grande me apavora com seu retrocesso, as pessoas estão indispostas com tudo, nada dá, nada pode... diálogo também esta sendo intolerado... respeito meu povo, respeito para todos e por todos... quero sentar em um bar de beira de calçada e ouvir uma musiquinha ao vivo sim... mas na hora do silêncio quero respeitar tbm... vamos com calma, nem tanto ao céu nem tanto à terra.
 
ANGELA FINGER em 12/08/2013 20:58:43
Ouvir música é muito bom, os donos de bares tem que se adequar, conforme a lei exige, já não temos muitas opções , e se proibir os que tem aí fica complicado sair para se divertir e relaxar. Nossa cidade não é sem graça, temos que valorizar o que temos e respeitar as leis , tudo que é conversado não sai caro.
 
helena da costa andrade em 12/08/2013 18:59:52
Campo Grande é uma das cidades mais sem graça que conheço. Antigamente tínhamos musica ao vivo em todos os bares. Agora é uma cidade melancólica, sem ter nada pra fazer parece mais um asilo.
 
Gildeon Muniz em 12/08/2013 18:43:21
pelo que vi tem uns 30 comentários metendo o pau nos governantes. esses dias tava meio mundo fazendo protestos por uma tal PEC 37 que limitava as investigações do ministério publico. oras, mas não é justamente o ministério publico que ta criando dificuldade para os artistas der barzinho.... e pelo quer vi aqui não apareceu uma unica critica aos promotores. só governante e policia que paga o pato.
abre o olho gente, não adianta nada viver só pra ser massa de manobra. coloquem o cérebro pra funcionar. reclamem com as tais autoridades que estão por trás disso. OU SERÁ QUE PRA ISSO NÃO TEM GENTE DE CORAGEM. vai fechar tudo mesmo se não tiver quem se mobilize e exija uma legislação de bom senso para atender aos diferentes tipos de ambientes e isso vai valer também para os donos de bar!
 
cintia souza em 12/08/2013 18:24:23
Tendo hora para acabar não vejo problema. Acho que 22:00 durante a semana e meia noite nos fins de semana está de bom tamanho. Mas acham que porque é fim de semana a baderna pode ir até o amanhecer e isto SIM é RETROCESSO pois na época das cavernas, um vizinho não respeitava o outro, certo?
 
Paula Maura em 12/08/2013 18:20:33
É fácil resolver este assunto: os bares, restaurantes, lanchonetes e boates, devem INVESTIR em PROTEÇÃO ACÚSTICA. Daí, o som não vaza e consequentemente, ninguém reclama. O problema, é que somos seres egoístas. Nem todo mundo é apaixonado por sertanejo ou forró ou funk ou brega, e por este motivo, não se é obrigado a ouvir, o som indesejado ( que se torna insuportável ) até 2h ou 3h da madrugada. O empresário não quer gastar.... O povo não quer ceder...Dá nisso!
 
Maria de Jesus em 12/08/2013 17:28:07
O músico se adapta à situação da casa. Se pede banquinho e violão ou banda completa, a casa vai ter o que pediu. A lei do silêncio precisa ser revisada pois é muito leviana e sem qualquer embasamento técnico decente. A lei diz que o ruído máximo deve ser de 60 dB. Uma sala de espera de um consultório médico com seu silencio fúnebre atinge facilmente 70 dB.
 
Leonardo Reis em 12/08/2013 17:07:01
O problema é mania nossa de fazer as coisas no famoso jeitinho... é só a Casa, Bar, Lanchonete , Choperia se adequar as Normas Acústicas e os Músicos exigirem destas casas a adequação não apenas acústica, como também de segurança ( contra incêndios e roubos ) e higiene ( banheiros adequados )... Mas todo mundo que achar um jeito de ganhar um "troquinho", aí monta um local que chama de Bar, Casa de Show, Choperia ou Lanchonete e pronto toca o horror e não quer se denunciando ou impedido ... FAZ AS COISAS DIREITO QUE VAI TER LUGARES PARA DIVERSÃO....
 
Josafá Pereira Dominoni em 12/08/2013 16:33:51
Campo Grande é a capital mais provinciana do Brasil, mas muito disso é graças ao povo que aqui habita, comem sardinha e arrotam camarão, aff.
 
Lucas Sarcozi em 12/08/2013 16:16:54
Cg ta uma droga, num tem mais lugar nenhum pra ir. affs. a policia encrenca com tudo e todos
 
Camila Bilibiu em 12/08/2013 16:03:37
Campo grande é uma cidade que ja está em estado de coma...é só ver a quantidade de lojas de colchão, farmacias e supermercados que tem na cidade.
Os mesmos "reclamões" que insistem em cortar a vida noturna da cidade são os mesmos que em suas férias descem pra florianopolis e gastam horrores na noite do sul, e voltam falando mal de campo grande.
aí né...quem só pode festar aqui...fica a ver navios.
 
jorge mendes P em 12/08/2013 16:03:27
E depois dizem que estamos numa democracia... Que tipo de democracia é essa, onde um pequeno grupo de engravatado manda e desmanda sem ao menos consultar a vontade popular ou, pelo menos, ouvir as duas partes envolvidas pra depois tomar a decisão correta? Vai logo metendo "a caneta" por se considerar no topo da cadeia autoritária.
 
Ribas Junior em 12/08/2013 15:47:36
Fiquei curiosa e gostaria de ler o artigo “Em defesa do som ao vivo nos bares de Campo Grande”. Alguém tem a fonte?
Moro em área residencial e me incomodo com a existência de um depósito de material reciclável em frente de minha casa, que causa mal cheiro, barulho, transtornos mil. Também moro próximo a bares que tocam som alto e vizinhos que fazem festas até altas horas com música que não gosto.
Só que se quero silêncio e cheiro bom, preciso ganhar na mega e mudar pro Pantanal. Podia ser assim? Reclamou? Ganha uma fazenda no Pantanal e fica lá...To dentro. Porque ali faço meu som e neguinho nenhum vai me encher os picová.
 
LUCIANA VILLAMAINA CENTENO em 12/08/2013 15:46:32
Onde está a distinção entre uma britadeira e um piano? Se estiverem no mesmo volume, não há diferença nenhuma.

E se o importante é o progresso e a geração de empregos como os donos de bares e "músicos" afirmam, então vamos desmatar, poluir a água, o ar, fazer caça e pesca predatória, são todas atividades que "geram renda", afinal parece que o importante é o progresso, e o dinheiro.

"por que não se mudam pro mato?" Já fizemos isso, viemos para o meio do mato, fundamos essa cidade e agora uma minoria egoísta quer impor sua vontade contra a maioria trabalhadora. A pergunta que se deve fazer é: Por que vocês não querem se adequar à lei?

Seu lazer é mais importate que a lei? Por pensar assim um irresponsável deixou uma jovem em coma. Assim outros irresponsponsáveis destruíram muitas famílias
 
Guilherme Arakaki em 12/08/2013 15:01:48
Tudo tem sua hora como a lei do silencio e apos as 22:00 horas tem que ser respeitada pela população como apos as 22:00 ser respeitada pelos comerciantes.
Quanto ao governo e Prefeitura devem se preocupar com os Postos de Saude,Educação
Segurança Publica que está um caus,e os Governantes sentados olhando de camarote
o sucateamento do Estado, Vamos Trabalhar Pessoal....
 
osvaldo pereira em 12/08/2013 14:19:38
A musica oxigena o cerebro e a alma,musica é cultura é educação,o que tira meu sono é ver os hospitais cheio,sem medicos,politicos metendo a mão no dinheiro publico,vereadores,e deputados recebendo propina para favorecer grandes empresas.isso sim tira o meu sono e de muita gente de bem,eu prefiro a poluição sonora do que respirar ar podre da camara dos vereadores mediucres eles só tem interesses propios......!!!!!!
 
José Tadeu em 12/08/2013 14:00:18
Angelo Maggiore, está fazendo o quê aqui nesta cidade sem graça?
 
Marta Santos em 12/08/2013 13:49:31
Muito bem o direito de alguém acaba quando começa o direito do próximo, portanto, bares tem que respeitarem mesmo os vizinhos, aqueles que vão estes bares também estariam reclamando se tivessem um bar com música alta ao lado de suas casas. O próximo passo tem que ser a coibição do som automotivo que é 1000 vezes mais irritante que a música dos bares, deve haver uma fiscalização ativa e multa pesadas para aqueles que insistem e sair por ai com o som alto.
 
Pedro Gomes em 12/08/2013 13:48:01
gozado que a igrejas evangelicas colocam o som nas altura e ninguem toma providencia, sem contar aquela motos sabado de manha e domingo que ninguem dorme, e que esta se encomadando va para uma fazenda. campo grande esta se tornando uma capital mais atrasada que ja e. acorda campo grande
 
diogo chama em 12/08/2013 13:27:41
Faço minhas as palavras do Marcos Wild e do Gilberto Ozuna, porém quero acrescentar: ninguém merece morar perto de bares com som alto, é horripilante, mas horrenda coisa é morar perto de certas igrejas evangélicas. Acho que eu enlouqueceria e surtaria. Engraçado, Deus não é surdo...
Falando sobre som alto, já fui em casamentos nos quais vc nem pode conversar, pq ninguém vai te ouvir, um verdadeiro horror.
 
Angélica Nunes Dourado em 12/08/2013 13:26:52
O problema é que são dois pesos e duas medidas. Para o poder público tudo pode. O Ministério Público aprova shows e vc que tampe os ouvidos. Para a iniciativa privada a exigência é extrema. Só em Campo Grande mesmo !!!!
 
Márcio Alencar em 12/08/2013 12:59:07
Engraçado é que na esquina de casa tem um pagodinho dos mais xexelentos e ninguem manda fechar ou baixar o volume, já liguei para a policia por mais de mil vezes e eles simplesmente ignoram, gostaria de saber para quem que o pessoal liga e consegue que seja feito alguma coisa, Campo Grande não está mais desanimada, o mundo está mais desanimado, os comerciantes que sofrem, reavaliem seus preços, sua administração, etc. Na afonso pena é ridiculo as filas na calçada para entrar nos botecos, as vezes a casa tá vazia mas o dono manda segurar a fila para parecer que tá lotado para quem passa na rua, isso é um desrespeito, lugar que eu vejo que tem fila eu nem paro, é sinal que não é organizado.
 
MAXIMILIANO RODRIGO ANTONIO NAHAS em 12/08/2013 12:37:28
Sempre quem sofre é o trabalhador músico que rala horas estudando e ensaiando pra levar cultura e diversão ao povo, mas essa turma de bandidos de toga só se sentem bem massacrando os menos favorecidos.
 
ismael santos em 12/08/2013 12:30:08
A cidade já é sem graça. Com ou sem música e barzinhos à noite.
 
Angelo Maggiore em 12/08/2013 12:04:47
Campo Grande é a única cidade do país que tem essa palhaçada... Ao invés de cobrar uma adaptação acústica e viabilizar a realização de eventos na cidade, os governantes só sabem proibir, proibir e proibir. Porém, quando é de interesse dos mesmos, tudo acontece e não tem problema (vide MS Canta Brasil, Festival do Sobá, Show da Virada, etc). Afinal de contas, tem-se que mostrar serviço! Campo Grande entra no retrocesso. Daqui uns dias, vão proibir circular de carro na cidade e vão obrigar a todos comprarem CHARRETES. Mentalidade ultrapassada, cidade sem graça!
 
Ricardo Boretti em 12/08/2013 12:04:13
Venham para Cuiabá e sejam felizes aqui não existe esse retrocesso e sim boa música ao vivo em diversos ambientes e em comum de aguardo com a lei do silêncio acho que falta dialogo e os gestores municipais tem que ver que a população não vive só de pagar impostos ela tem direito, todos sim ao lazer.Grande abraço atodos
 
cidão marques em 12/08/2013 11:58:49
Engraçado, a lei do silêncio só funciona para igrejas, que têm de ser acústico, por que senão os vizinhos reclamam e com toda certeza. A gora os bares têm que se adequar com a lei, porque as pessoas querem curtir , beber e bagunçar em frente as residências, não tenho obrigação de mudar para o mato, mas lei é lei e têm que cumprir.
 
joaquim cunha em 12/08/2013 11:50:19
Pude observar nos comentários que somente uma pessoa lembrou e vou fazer coro com ela: por que não se cobra a mesma postura então das igrejas que realizam seus cultos aos berros? Já residi próximo a uma e sei o barulho que fazem mas nem por isso tentei criar problemas para eles.
 
Antônio João de O. Júnior em 12/08/2013 11:44:42
Musica muito alta faz mal para saúde, pode prejudicar a audição!!
Som alto demais não é sinonimo de diversão: atrapalha a conversa, dá dor de cabeça ...

Som baixo e antes das 22h não faz mal a ninguém! A casa de show ou barzinho que fica próximo a residências tem que se adaptar, fazer isolamento acústico adequado.

Espero que a prefeitura continue cuidando dos cidadãos trabalhadores ;)
 
Denise Camilo em 12/08/2013 11:43:32
Educação é tudo, em qualquer lugar e hora. Tudo na vida são limites.
Como músico, presenciei o fechamento de alguns bares pela cidade. Lamentável o comportamento da galera. O problema esta na educação de quem frequenta a noite: ficam nos arredores dos bares e, além de estacionarem seus veiculos em frente a garagem alheia ou em fila dupla impedindo o transito, ainda gritam na porta dos outros.
deste jeito nao tem bar e nem músico que sobreviva.
 
Sergio Spengler em 12/08/2013 11:38:42
Sou proprietário de um estabelecimento comercial e, conforme relatado na matéria, estamos enfrentando uma onda de burocracia que acaba por inviabilizar o negócio. O que o poder público e seus pseudo-defensores esquecem é que nós pagamos impostos e empregamos pessoas, ou seja, geramos renda e, com toda essa cobrança, conforme citado por um dos proprietários, na contramão do desenvolvimento teremos que demitir e fechar as portas. Essa situação só favorece quem é clandestino.
 
Antônio João de O. Júnior em 12/08/2013 11:37:16
Sou músico, e fico indignado com essa falta de respeito com os Músicos, Garçons e tantos outros profissionais que trabalham na noite. A mentalidade desse povo é interiorana, Campo Grande é uma capital mais é muito pior que certas cidades do interior. E em relação a essas igrejas evangélicas, que não tem dia e nem hora pra perturbar.....em frente a minha casa tem uma que enche o saco todo dia, de manhã, a tarde e a noite.....ja fui várias vezes pedir pra eles abaixarem o som e eles não estão nem aí.....blz, vou começar a por meu som no ultimo....vamos ver quem ganha.
 
Mário Domingos em 12/08/2013 11:20:50
É incrível a maneira que a "justiça" lida com esse problema, pois nem shows nossa cidade pode mais ter.
Nosso governador e prefeito ficam em uma disputa de poder no qual somos todos prejudicados, quando o prefeito libera o local para o shows o governo da um jeito de embarga e assim a novela continua sempre na mesma. Daqui algum tempo nossa cidade será conhecida como cidade fantasma!!!!!!
 
joao carlos ramos em 12/08/2013 11:18:45
Pimenta nos olhos dos outros é refresco. Concordo com a proibição de som alto pois não é justo perturbar o descanso dos trabalhadores para que outros possam se divertir. Geralmente são jovens que podem dormir até meio dia na manhã seguinte enquanto alguns precisam acordar cedo, muitas vezes, para trabalhar. Se os empresários não tem condições de arcar com o custo de adaptação que busque outras alternativas de entretenimento para oferecer. Obrigar quem não quer a ouvir música é, no mínimo, falta de respeito. Tomara que continuem assim!!
 
Erica Silva em 12/08/2013 11:15:15
Eu morei ao lado de uma igreja evangélica famosa que tinha um "barzinho" na frente, quando o bar fechava e eu finalmente conseguia dormir, a igreja fazia um espetáculo com microfone ás 05:00h da manhã. Um verdadeiro inferno!
 
Maria Madalena em 12/08/2013 11:04:37
Bar com musica ao vivo tem que ser aberto na área central da cidade e não em áreas residenciais como bairros e condomínios, só quem já teve um bar do lado de casa sabe o tamanho do incomodo. E sem contar que os Bares de campo grande formaram um verdadeiro cartel com preços altíssimos, é impossível sair na balada hoje sem gastar mais de 100 Reais.
 
Marcos Wild em 12/08/2013 10:57:16
Os comentários anteriores foram felizes... ninguém quer impedir o lazer de ninguém, é só adequar o estabelecimento!!!
 
Marcos Rumolli em 12/08/2013 10:55:28
sou musico, ja toquei muito na noite e nunca nenhum vizinho reclamou do meu som, nem o vizinho q deu parte do musico anterior no Master Cultura Bar. A questão é simples: não fazer som alto. Na foto aparece esse rapaz musico baterista, em q a bateria dele não tem nenhum abafamento. Pra evitar problemas com vizinhos (q com razão reclamam pois tem direito d dormir após as 22), basta colocar panos e pedaços e cobertores sobre a bateria e pratos. Noutro dia o Miguelito tb tava ensaiando sem nenhum abafador sobre a bateria e cobria os outros instrumentos dos outros músicos e só se ouvia bem a bateria. Eu alertei, não sei se meu conselho vai render frutos. Se ninguém seguir meu conselho vai cada vez mais acabar o trabalho pra músicos na noite, talvez saia 1 proibição total d musica na noite.
 
maestroney portela em 12/08/2013 10:54:11
SÓ AQUI EM CAMPO GRANDE MESMO,NADA PODE A PREFEITURA VIVE COMO URUBUS EM CIMA DE QUEM TRABALHA E NÓS CIDADÃOS É QUE PAGAMOS O PATO ...CADA DIA QUE PASSA CAMPO GRANDE ESTÁ MAIS SEM GRAÇA..E OUTRA COISA QUEM NÃO GOSTA DE BARULHO MUDE-SE PARA O MATO..E AINDA FALAM QUE VIVEMOS EM UM PAÍS DEMOCRÁTICO..NÃO SEI ONDE!!!
 
CLEIDE SALENTIM DOS SANTOS em 12/08/2013 10:43:45
Parabéns Rafael Santos!! Isso mesmo.
É muito fácil, pra mim, sair da minha casa e ir para um lugar bacana com musica, grito, pessoas falando alto e na hora que eu quero descansar vou pra casa. A quilômetros dali. Muito fácil mesmo.
 
André Péricles em 12/08/2013 10:38:43
Na verdade é a maneira mais fácil do "Sistema"cortar o problema. Já que não são capazes de resolver problemas de segurança, tentam eliminar a possibilidade de criar o problema.

Podar a população é mais fácil.
Seria como controlar o problema populacional deixando as pessoas estéreis. Só que nesse caso, é culturalmente estéril.
 
Fabiano Pontes em 12/08/2013 10:38:30
O problema é uma questão de educação da população. As pessoas vão ao bar não só para ouvir uma boa música, mas para "tagarelar" em voz alta, sem a menor educação para com os artistas, que estão ali para que se deliciem com uma boa música. Para compensar isso, os músicos fazem uso de amplificadores potentes e acabam incomodando os vizinhos. Música de "barzinho", é para ser acústico e não amplificada. O que teria que haver, são intervalos, para uma boa conversa com os amigos, para por em dia os assuntos. ai os músicos que estão reclamando da falta de "espaço" vão ter que melhorar seus repertórios e tocar música de verdade e haveria uma peneirada geral e só ficariam os artistas de verdade. Utopia, é claro, mas sonhar não custa.
 
Gilberto Ozuna em 12/08/2013 10:34:05
Só defende o barulho quem não tem um ao lado ou perto da sua casa. Barulho na casa do vizinho pode né, quero ver se for ao lado da sua casa, ninguém quer, pois na hora do descanso de qualquer um, todo mundo quer silêncio. Como disse o proprietário, são muitas exigências para atender, ou seja, eles não querem gastar em isolamento acústico, não querem cumprir a lei, só querem o lucro, a bagunça, então não tem que ter barulho. Bairro residencial não é para ter barulho. Se fosse bom os vizinhos não reclamavam. Hoje em dia as pessoas saem cada vez mais tarde de casa, depois da uma da manhã, e vai até o dia amanhecer, e o direito de quem quer dormir? de quem não quer aquela farra com gente bêbada, carros barulhentos, gritaria? Defender baderna não tem justificativa.
 
Rafael Santos em 12/08/2013 10:16:16
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