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Campo Grande, Quinta-feira, 08 de Dezembro de 2016

03/06/2014 17:09

Cliente pode levar vinil para tocar em bar dedicado à música

Ângela Kempfer
Terça do Vinil é evento semanal no Baraúna. (Fotos: divulgação)Terça do Vinil é evento semanal no Baraúna. (Fotos: divulgação)

Antes de sair de casa, é só escolher o vinil, colocar debaixo do braço e levar para tocar no bairro Monte Castelo. Quem chega, entrega o disco e assim entra na fila para colaborar com a trilha sonora do “Baraúna”, bar aberto há pouco mais de um mês, com um dia especial para o velho som dos LPs.

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A “Terça do Vinil” é o começo de semana em tom um pouco nostálgico e bastante eclético. No bar, não há censura para estilo musical, pode pedir Raul, Elvis, samba, Bossa Nova e até tirar um sarro ouvindo Xuxa. Já na terceira edição, as noites dedicadas aos acervos de clientes têm surpreendido pelas contribuições. “Chega muita coisa boa. Tocamos de Blitz a Noel Rosa”, comenta um dos sócios do Baraúna, Karan Cavallero.

Como a cultura do vinil também cria uma legião de fãs super dispostos a falar sobre o assunto, as terças viram um momento também para venda e trocas de discos. A animação começa antes mesmo do bar abrir para o culto aos LPs. Assim que o evento é criado no Facebook, as pessoas já começam a comentar o que têm e o que gostam de ouvir.

Karam mesmo tem um acervo grande, herança do pai e do avô. Foi justamente o apreço pela música que o uniu aos outros dois sócios no novo bar da cidade. “Todos somos músicos. Temos uma ligação forte. Por isso, tudo aqui é voltado para a música”, explica Karan.

O gosto fica claro com a vitrola em destaque e até nas paredes do bar, com quadros em homenagem a canções e bandas das décadas de 60 e 70.

Brasilidade e música são pontos chaves do bar.Brasilidade e música são pontos chaves do bar.

No cardápio, outra vocação explícita do Baraúna: a brasilidade, com um bom espaço para o que é sul-mato-grossense. O sanduíche carro-chefe tem linguiça de Maracaju, por exemplo, e a logomarca do bar exibe o animal que virou símbolo de Campo Grande, a capivara.

Na lista de porções, a mandioca frita aparece ao lado do amendoim, iscas e tantos outros petiscos de boteco. O bar colocou à venda até o "queijinho da pipoca", para salgar as noites com cerveja ou drinques preparados pela casa.

O compromisso é não cobrar valores absurdos, mas justos e bem "pé no chão". Não é cobrado couvert, as porções custam a partir de R$ 5,00 e os sanduíches têm preços entre R$ 12,00 e R$ 15,00 (com porção de batatas fritas). "Buscamos uma cardápio enxuto e barato", explica o dono.

Em dias de frio, o caldo é inserido no cardápio, de mandioca, feijão, ou vegetariano, com porções de R$ 6,00 e R$ 12,00.

O bar abre às 18h e tem transmissão de jogos as quartas e quintas. A aposta é tirar o campo-grandense de casa todos os dias da semana. "Para tocar vinil, escolhemos a terça, que é um dia que o campo-grandense não tem hábito de sair. Mas a casa está ficando lotada, mais que em dia de jogo", conta Karan.

O Baraúna fica na Avenida Monte Castelo (prolongamento da Arthur Jorge), 190, no bairro Monte Castelo.

 




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