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Campo Grande, Sábado, 03 de Dezembro de 2016

09/02/2014 13:36

Do rock, ao sertanejo, sindicato dos músicos é criado para acabar com silêncio

Elverson Cardozo e Ângela Kempfer
Festa de fundação do sindicato na tarde deste domingo.Festa de fundação do sindicato na tarde deste domingo.

A bandeira não é única, há muito para fazer por uma categoria que só agora tem o Simatec (Sindicato dos Músicos, Autores e Técnicos de Mato Grosso do Sul). Mas a entidade, que surgiu oficialmente hoje, dentre outras necessidades, quer evitar que Campo Grande se torne uma cidade chata, sem mercado para quem toca na noite.

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Em um churrascão com música ao vivo, na sede da Loja Maçônica XV de Novembro, a fundação da entidade neste domingo serviu também para pontuar os principais problemas dos músicos de Mato Grosso do Sul.

Uma das brigas é com relação à Lei do Silêncio em Campo Grande. O sindicato vai intensificar a campanha “Música não é Ruído”, criada diante da fiscalização severa que proibiu som ao vivo em vários bares da Capital.

“As casas têm de ter tratamento acústico, mas os músicos não podem ficar à mercê de gente intolerante. Tem show às 18 horas e as pessoas já estão incomodadas. Não dá para achar que tudo é barulho. Quem liga som alto na Afonso Pena, não é igual a quem toca em bar, com violão e voz”, justifica o cantor e compositor Jerry Espíndola, um dos integrantes do grupo de 12 pessoas que estará a frente do Simatec até a realização de eleições.

Outro exemplo citado por ele é da reação de moradores da região da Orla Morena, onde há várias atividades, como aula de ginástica e apresentações teatrais. “Algumas pessoas ficam reclamando até do som de manifestações artísticas”, comenta.

A ideia é centralizar na entidade todos os problemas que envolvem músicos, independente de estilos, dos sertanejos, aos roqueiros. A princípio, o grupo não elencou prioridades, mas definiu 4 frentes a serem trabalhadas.

Jerry Espíndola, um dos 12 integrantes de comissão provisória.Jerry Espíndola, um dos 12 integrantes de comissão provisória.

Além de tentar aprimorar a Lei do Silêncio, o sindicato vai questionar o cover artístico. “Casas ganham com os músicos, mas pagam cachê bem baixo. Temos de entrar em acordo com os empresários para que a arrecadação favoreça os artistas. Tem casa que cobra, mas não passa integralmente”, revela Jerry.

Outra batalha boa será pela valorização do cachê dos músicos daqui. Levando em consideração o sucesso de nomes que surgiram em Mato Grosso do Sul, como Michel Teló, Luan Santana e Almir Sater, Jerry lembra que a música sul-mato-grossense já provou que é forte.

A reclamação é sobre a diferença entre o montante gasto com cachê de artistas nacionais, como no projeto MS Canta Brasil, em comparação ao valor total pago para atrações regionais. “O dinheiro público não pode ser gasto com artista de fora mais do que com artistas daqui. É uma briga pela qualidade da música do Estado”, argumenta.
Para fortalecer a categoria, e conseguir mais profissionais que defendam as bandeiras da classe, o sindicato também vai investir em informação, com seminários para falar de previdência a direitos autorais. “Tem gente, por exemplo, que reclama do ECAD, mas nem tem inscrição, não sabe como é”, explica Jerry Espíndola.

Até a eleição da primeira diretoria, a comissão provisória vai convocar os músicos para filiação. A estimativa é de 5 mil profissionais no Estado. Hoje, no lançamento, pelo menos 500 devem se cadastrar.

A ficha de filiação estará disponível na página da entidade, no Facebook. Haverá custo com anuidade, mas o valor ainda não foi definido.




Olá Miguel, concordo com vc, não defendemos a bagunça nem a poluição sonora, só não queremos que a cultura faça parte da Lei Do Silêncio. A boa música, a dança e o teatro tem que ter espaço sempre, é claro respeitando o próximo. As casas noturnas devem ter tratamento acustico e os horários devem ser cumpridos, é tudo uma questão de bom senso!
abs
 
jerry espíndola em 14/02/2014 20:34:12
Acho que antes de montar um sindicato, os músicos deveriam começar a cobrar cachês justos (todos) e não meia dúzia de músico tentando fazer algo profissional e todo o restante tocando por uns trocados e o resto em cerveja! De nada vai adiantar um sindicato, não é o empresário que deve mudar, é o músico!
 
Rafaela Vicente em 12/02/2014 23:42:32
Considero muito importante o aspecto de divulgação de eventos culturais, aqui no MS e principalmente em Campo Grande, que obviamente, inclui as apresentações musicais e de danças, pois percebi esta deficiência desde que aqui cheguei pelos idos de 1997. Cheguei mesmo a desistir de me preocupar em assistir qualquer coisa por aqui! E sou super fã de música boa, inclusive a SULMATOGROSSENSE e de danças várias! Gostaria também que esta Entidade agora assumisse o compromisso de resolver isso.
Grata,
Uma admiradora da ARTE SULMATOGROSSENSE.
Ivone Reis
 
Ivone Reis em 10/02/2014 14:18:40
Continuando.
Caro Espíndola, tenho um grande apreço pela família Espindola, conheço suas capacidades e competências, por isso lhe peço para analisar bem o que irão fazer para depois não ter como voltar atrás e acaba por prejudicar pessoas inocentes para que empresários de casas noturnas poderosas tenham suas contas gordas nos bancos e vocês que são os artistas, os que na realidade deveriam ter suas contas positivas gordas, estarão sempre correndo atrás do prejuizo e deixando os direitos de ir e vir de outras pessoas a desejar, porque pelo que conheço dos direitos e deveres, pessoas mal intencionadas vão extrapolar e achar que só eles terão direitos e fazer bagunças, estragando até shows maravilhosas e de grande aceitação pública.
Confio na sua idoneidade.
Um abração no seu coração.
 
Miguel Benedicto Gileno em 09/02/2014 23:50:11
É preciso ter muito cuidado, porque todos tem seus direitos, tanto os músicos bem como as pessoas que querem e precisam descansar meu caro Espíndola. Do jeito que anda o não cumprimento das leis, até a polícia tem medo dos vândalos que aproveitam situações para badernas, é som automotivo a noite inteira, é bebedeira e depois saem dirigindo e se matando no transito, não respeitam ninguém e se afrouxar a lei do silencio estamos fritos.
Me desculpe, mas acho que a lei do silencio está muito frouxa e não está sendo cumprida e falam mal da ditadura, mas essa democracia mentirosa está destruindo nossa juventude, com muitos direitos e nenhum dever. nestes dias vizinhos fizeram 4 dias de festa no meio da rua e nem a policia deu jeito e até forçaram um cachorrinho a beber, meu Deus.
Pense bem.
 
Miguel Benedicto Gileno em 09/02/2014 23:33:01
Hoje, domingo, fizemos uma belíssima festa de criação do nosso sindicato, há muito tempo almejado. Com certeza um grande passo!
 
Raimundo Edmário Guimarães Galvão em 09/02/2014 22:51:04
Super apoio isso.Querem silencio vão pro interior
 
mayara nascimento em 09/02/2014 20:58:12
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