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Campo Grande, Quinta-feira, 08 de Dezembro de 2016

27/02/2012 14:00

Duas das melhores baladas de São Paulo "nasceram" em Campo Grande

Ângela Kempfer
Noite de sábado em um dos ambientes da D-Edge. (Fotos: Ângela Kempfer)Noite de sábado em um dos ambientes da D-Edge. (Fotos: Ângela Kempfer)
Renato Ratier, o dono da balada.Renato Ratier, o dono da balada.

Em um dos shoppings de São Paulo a atendente pergunta de onde vim. Digo que sou de Mato Grosso do Sul e a mocinha, aparentando no máximo 20 anos, responde com sorriso aberto: “Que delícia”. Questiono logo se o comentário é resultado do sucesso Michel Teló, o tal “delícia, delícia...”, e a garota surpreende: “Nem sabia que ele era de lá, estou falando isso porque a maior balada de São Paulo é de um cara de Mato Grosso do Sul”.

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Na hora cai a ficha. A menina está falando de Renato Ratier, um moço rico de Campo Grande, criador da D-Egde, casa de música eletrônica que fez sucesso por estas bandas, mas acabou migrando para a maior metrópole do País em 2003 e já na abertura começou a ganhar títulos de melhor clube de São Paulo.

No bairro da Barra Funda, os comentários na fila da balada são de melhorar a autoestima de qualquer campo-grandense. “É a casa mais moderna que eu conheço. A pista é louca, high tech. Até para os padrões de São Paulo é avançada demais”, diz Devala Peracine, de 28 anos, um rapaz super bem humorado, fiel frequentador e de nome estranho, de origem hindu.

Ao lado, uma turma de gringos, já risonhos por conta da bebida, perguntam sobre o ritmo na casa. “Toca música eletrônica das boas”, explica em inglês João Eurico, universitário de São José do Rio Preto que agora vive em São Paulo.

Em 2010 o Guia Folha, do jornal Folha de São Paulo, elegeu a boate como a melhor balada da cidade e um ano antes conquistou o reconhecimento como clube número 1 das Américas e 9º lugar no top 100 do mundo.

Foto para lembrar da D-Edge.Foto para lembrar da D-Edge.

A fila anda e ao entrar na caixa de concreto o tamanho do prédio é a primeira surpresa. São 650 metros quadrados e três andares interligados por escadas e elevador.

“Essa iluminação empolga e são ambientes bem diferentes, cada um com DJ diferente. Adorei”, comemora a advogada Graziela Guslher, que pela primeira vez pisa na D-Edge. “Sempre ouvi falar que o melhor dia aqui é segunda-feira, com o DJ João Gordo, mas hoje também está perfeito”, completa.

Além dos 3 andares, há um terraço que funciona como fumódromo local. No espaço aberto, com vista para o Memorial da América Latina, 3 amigos observam os casais que lotam o ambiente. “Só não gostei disso”, brinca Ricardo Ferreira, de 24 anos.

Bruno (de preto) e os amigos no terraço da balada.Bruno (de preto) e os amigos no terraço da balada.

Hot Hot - Bruno Bernardi diz que vai tanto à D-Egde que é hora de mudar, ri. “Preciso é parar de vir aqui, mas não consigo”, dia ao elogiar o sound system poderoso.

Fã do rock inglês, ele lembra de uma outra casa também criada por um campo-grandense a Hot Hot, do empresário Joel Dibo. “Lá é o outro lugar da moda em São Paulo”, explica Bruno que as quartas-feiras ouve rock na Hot Hot.

A casa, no bairro Bela Vista, tem fila constante de quarta a sábado, com 3 dias de música eletrônica. A porta estreita esconde uma estrutura de 600 metros quadrados, de arquitetura super moderna e descolada, com 8 mil lâmpadas que acendem ao ritmo da música.

Corredor de entrada é um dos destaques da Hot Hot. Tem 20 metros de comprimento, com mais de 10 km de fiação e luz passando de lado a lado.Corredor de entrada é um dos destaques da Hot Hot. Tem 20 metros de comprimento, com mais de 10 km de fiação e luz passando de lado a lado.

Ao contrário de Renato Ratier, que também é DJ e agora vive em São Paulo com a esposa e dois filhos, Joel ainda mora em Campo Grande. “Tenho negócios da família aqui, que administro”, justifica.

Os dois têm em comum o começo, em Campo Grande. Como filhos de famílias de muito dinheiro, passaram a organizar as primeiras raves da cidade. Hoje, Joel também é dono da boate Neo Clube, na 15 de Novembro.

Com a sócia Flávia Ceccato, ex-estilista da Zoomp e também ex-dona de 2 casas famosas de música eletrônica, os dois já vão para 3 anos de clube aberto em uma das maiores cidades do planeta. Há drinques com picolé de fruta batizados com nomes de boates paulistas e máquinas de doces, café e energético.

A arquitetura é o que mais chama a atenção. Na abertura, em 2009, os grandes lustres madrepérola iluminando o bar, foram destaque de revistas.

“Não foi fácil entrar no mercado de São Paulo, é muita concorrência, mas a gente sabe fazer”, comentou Joel em uma rápida conversa por telefone.

corredor de entrada é um deles. Tem 20 metros de comprimento e é bem hipnótico, com mais de 10 km de fiação passando

Lustres sobre o bar, outro destaque da arquitetura.Lustres sobre o bar, outro destaque da arquitetura.



D-Edge SP e Hot Hot são nota 1000!! Renato e Joel sabem o q fazem!! Mas admito que tenho muitas saudades do D-Edge CGR e do Garage...
 
Vanessa Martins em 25/07/2012 12:11:41
ESSE RENATO É MUITO COMPETENTE NO QUE FAZ, LEMBRO QUANDO ELE MONTOU A CASA DE SHOW AQUI, SE NAO DEU CERTO, ACHO QUE AQUI O POVO NAO CURTE ESSE TIPO DE MUSICA, QUE DEUS CONTINUE ABENÇOANDO ELE LÁ EM SAO PAULO, ELE MERECE MUITO SUCESSO PARA VOCE.
 
SILVANA BEZERRA em 28/02/2012 10:42:55
Nossa, quanta ignorancia!!!! Eu observo aqui em Campo Grande que os lugares da moda não duram muito, porque será?Seriam os impostos batendo a porta,ou os mandantes da cidade querendo a sua parte?funciona tipo aqueles taxi no Rio ou em São Paulo: se voce nao pagar a "licença" voce não pode atuar na area.E se a musica eletronica nao funciona por aqui e questão de gostar,Campo Grande é nova ainda.
 
Rosa Marlene da Silva em 28/02/2012 10:29:54
kda um um ouve o que quer e curte o que quer,,, sertanejo, funk, eletronico, samba... rock.
gosto por balada ou musica é uma coisa, intender de sertanejo universitario ou conhecer produtores e Dj de musica eletronica é outra... MAS DEVEMOS RESPEITAR SEMPRE A ESCOLHA DO OUTRO..., isso é ser livre.
Esse povo que fica discutindo esse tipo de coisa devia é IR TRABALHAR isso sim.
 
daniel Macieira em 28/02/2012 09:06:35
Gente! Gosto é gosto! Cada um tem o seu! E tem espaço para todo mundo!!!
 
Juçara Rosa de Oliveira em 28/02/2012 07:59:50
Deveriam unir os moradores de Goias, Minas Gerais, que gostam de sertanejo e colocarem em um estado só, e esse pessoal que não gosta de sertanejo e critica Campo Grande por isso, mudem para São Paulo, e troquem nossa tranquilidade pela agitação de lá. Resolvido o problema de todo mundo dai.
 
Weslley Souza em 28/02/2012 07:26:29
Parabéns ao Renato e ao Joel! Desejo à eles todos o sucesso do mundo! O grande diferencial dos dois sempre foi em propiciar a quem frequenta suas casas espaço e música de qualidade. Fico somente na saudade do extinto D-Edge-CG, só quem conhece sabe o quanto faz falta! D-Edge-SP é nota 100!
 
Francisco Eder E. Aguiar em 28/02/2012 07:25:41
E aqueles que não estão satisfeitos com campo Grande, que vá embora, pois sou campograndense e sulmatogrossense com muito orgulho, e nada contra os que curte musica eletronica, mas nada sabe de musica ao falar mal de sertanejo, pois nada sabe de musicalidade, aranjo, composição musical.
 
Kaliel Santos em 28/02/2012 07:13:42
campo grande tem e muito vida noturna basta sair praverrrr
 
Bruna portinho em 27/02/2012 08:04:27
É uma pouca vergonha esta cidade se deixar levar por um ritmo xucro e pobre de melodia como o "Sertanejo universitario".... ai casas como esta fecham as portas porque o povo não valoriza... Agroboys e Cowgirls campo grandenses só atrapalham a evolução da cidade.
 
Wagenr Souza em 27/02/2012 07:49:33
O publico para esse tipo de balada eh realmente muito restrito....pois o povo de campo grande soh pensa em sertanejo, funk, pagode, essas coisas...Pras pessoas daqui musica eletronica parece coisa de outro planeta. De 100 cidadãos campo-grandenses....2 no máximo vão conhecer sobre a produtoresDJ´s de m. eletronica da atualidade...aki pra quem curte eh complicado...
 
gabriel em 27/02/2012 07:31:09
falou tudo Orlando, e tem mais o povo manipulado pela mídia burguesa da Campo Grande e acha que tudo gira em torno do sertanojo e quer impor essa ideia na cabeça do povo, estamos vendo que musica eletronica é mesmo coisa de gente desenvolvida, coisa que ta difícil acontecer por aqui devido a esse coronelismo que insiste em imperar no estado!
 
Oswaldo Junior em 27/02/2012 06:27:58
kkkkkkk isso mesmo, aki é lugar de poucos ricos e muuuuiiiiitoooos probres... por isso!!! Tem mt gente metida a bacana. Fácil assim de se entender: aqui não tem demanda suficiente para uma casa dessa. Imagina!!!
 
Kandrina Aa em 27/02/2012 05:21:00
SÃO PAULO É TUDO DE BOM !!!!!!!!!!
 
ERIC Ribeiro em 27/02/2012 05:09:00
Aí ó.... para aqueles que só ficam reclamando. Quem tem grana não investe aqui nunca. Principalmente se forem para fazer a tal da arena do Universotário Sertanojo.
Pois sabem que aqui só com a politicagem é que se consegue viabilizar.
PQ não investem aqui??? Viram só ? Um tapa na cara daqueles que se dizem MATO GROSSO DO SUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUll.. kkk
 
Orlando Lero em 27/02/2012 03:26:57
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