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Campo Grande, Sexta-feira, 02 de Dezembro de 2016

08/03/2012 09:49

Ele recusou R$ 50 mil por videogames do tempo do onça

João Conrado Kneipp, especial para o **Campo Grande News**
Cleidson tem 130 modelos de videogames.Cleidson tem 130 modelos de videogames.

O que para muitos é apenas uma diversão ou passatempo, para Cleidson Lima, de 39 anos,se tornou mais do que um hobby. Colecionador de videogames desde 2007, o jornalista guarda em casa peças que contam a história dos jogos eletrônicos pelo mundo. Trajetória que pretende resgatar como curador da segunda edição do Campo Grande Game Show.

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As ligações de Cleidson com os jogos começaram muito cedo. “O primeiro videogame inventado no mundo foi Magnavox Odyssey, lançado em 1972, no mesmo ano em que eu nasci”, disse o colecionador.

A ideia de colecionar videogames surgiu a partir da doação de dois amigos. “Eu tinha uns quatro videogames já e eles me ofereceram alguns que estavam encostados, quase sendo jogados fora”, disse, e completa, “alguns deles tinham preciosidades guardadas dentro do armário da avó ou da mãe”.

A partir daí, a coleção não parou de crescer. “Eu compro pela internet e outros eu ganho”, conta. O mais novo “brinquedo” é um VIC-20, lançado em 1980, arrematado em um leilão pela internet. “Paguei somente U$ 30 (dólares) nele, foi questão de sorte". Além do Odyssey, Cleidson mantém algumas raridades nas prateleiras, como o Telejogo Philco Ford, de 1979, o primeiro jogo eletrônico lançado no Brasil.

Tudo fica na parede do escritório do jornalista.Tudo fica na parede do escritório do jornalista.

A coleção já ultrapassou a casa da centena, mas para ele ainda é pouco. “Hoje no mundo existem mais de mil tipos de videogames e eu tenho apenas 130, tem muito para conseguir ainda”, brinca.

Os modelos mais novos, como o PSP (Playstation Portátil) e Xbox também dividem espaço com os clássicos Atari 2600, Super Nintendo e Mega Drive. “O meu xodó é o Atari, ele fez parte da minha infância e adolescência”, lembra o colecionador.

Todos os consoles funcionam perfeitamente, mas exigem cuidado na manutenção. “É um trabalho constante, umidade e poeira não combinam com nenhum equipamento”.

Apesar das prateleiras do escritório estarem cheias, nem sempre foi assim. “Na infância, minha família não tinha condições para comprar um videogame, muito menos vários jogos, o que a gente comprava era para jogar até cansar”. Hoje os videogames têm um valor inestimável. “A coleção não tem preço, já chegaram a oferecer R$ 50 mil por tudo, mas não aceitei”, diz.

Para Cleidson, no futuro, os videogames não serão mais sinônimos de sedentarismo. “Agora vivemos a geração da movimentação, com o Xbox Kinect e equipamentos semelhantes, mas daqui a 10 anos estaremos na realidade holográfica, apesar de já existir isso ainda é muito caro”, disse. Segundo ele, a indústria de games movimenta cerca de R$ 72 bilhões anuais. “O mercado de videogames vende mais do que as indústrias de filmes e músicas juntos, no mundo inteiro”, completou.

Exposição - Todos os modelos poderão ser vistos no Museu do Videogame, que será o destaque da 2ª edição do Campo Grande Game Show, de 17 a 31 de março, na praça de eventos do Shopping Norte Sul Plaza.

Haverá campeonato de Atari, de futebol virtual, desafio Guitar Hero e de dança no Xbox Kinect. Além de ver, os visitantes poderão também testar as novidades e relembrar os tempos da infância com os videogames como Nintendo 8 bits, Super Nintendo, Master System, Mega Drive e outros.




Muito boa matéria tenho um álbum de figurinhas do atari completo quem tiver interesse marcioenfe1@..parabens ...
 
marcio ramos em 09/03/2012 11:43:01
Parabéns Cleidson LIma. sua coleção e de fazer inveja... Eu fui na primeira edição e fiquei louco... hj tambem tenho minha coleção de games... tambem com todos funcionando perfeitamente... eles ficam na sala de tv, pois jogo com eles ainda... minhas ultimas aquisições foram os jogos Prince of Persia do (Snes), Sonic Blast Man (Snes), Super Mario 64 (Nintendo 64) e My Hero (Master System).
 
Hugo Girelli em 09/03/2012 03:03:03
Parabéns a esse colecionador - "Phd" Cleidson Lima , fui no 1º evento e irei novamente no 2º. Já tive vários videogames (incluindo o fantástico atari), hoje tenho xbox360, ps3 e pc. Torço para que logo tenha em Campo Grande um espaço fixo para esse tipo de exposição (tecnologia e cultura gamer), vale a pena ver o avanço dos consoles, jogos e acessórios...o título " tempo do onça" ficou :/ masvlw
 
Fábio Lopes em 08/03/2012 12:06:32
Dica para os colecionadores ou saudosistas é o podcast 99vidas, sobre jogos antigos. Destaque para a sessão "Eu Tenho 99 Vidas", onde os leitores compartilham fotos de suas coleções de games antigos. http://99vidas.com.br/eu-tenho-99vidas/
 
Andriolli Costa em 08/03/2012 12:05:58
Respondendo à dúvida de Bergo de Almeida, haverá sim o jogo River Raid, bem como outros clássicos, como Pac Man, Enduro, Hero, entre outros. E o melhor, tudo de graça.
 
Cleidson Lima em 08/03/2012 12:03:15
No superstarsoccer do SNES ninguem ganha de mim...kkkkkkkk
 
gustavo maia em 08/03/2012 11:40:03
Parabéns Cleidson. Grande materia sobre coleções!
Para os interessados e colecionadores temos alguns vídeo games e jogos antigos no Bazar Arco da Velha, Rua Pedro Celestino, 924 - Centro Campo Grande.
 
Carlos de goes em 08/03/2012 11:20:20
Gosto muito de video game, essa não da para perder, lembrar do passado e muito bom
 
Cezar Rocha em 08/03/2012 11:08:00
Cleidson, bom dia vc tem o jogo River Reid? vamos ter a chance de jogar esse jogo na exposição? abraço.
 
Roberto Alcantud em 08/03/2012 10:59:10
Ainda tenho meu Odyssey e meu Telejogo, vou mandar emoldurar também pra colocar na parede! DEMAAAIS!
 
Bergo de Almeida em 08/03/2012 10:54:44
Parabéns Cleidson Lima, jornalista competente e dedicado. Para nós que acompanhamos sua trajetória no caderno de informática no jornal impresso, seu profissionalismo é a marca de seu sucesso.
 
Gilmar Pelizaro em 08/03/2012 10:54:20
Muito legal! Lembro da época em que ficava jogando Sonic no meu Mega Drive. Depois ganhei um SNES e depois um Nintendo 64. Depois eu parei de jogar... Bons tempos. Olavo de Carvalho jogava 'Wolfenstein' só para matar nazistas, hehehe...
 
Paula Lutero em 08/03/2012 10:20:45
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