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Campo Grande, Domingo, 11 de Dezembro de 2016

05/12/2013 06:26

Em plena terça-feira, periferia tem roda de funk com gente em busca de sucesso

Anny Malagolini
Na roda, os MC's não sobem ao palco(Foto: Cleber Gellio)Na roda, os MC's não sobem ao palco(Foto: Cleber Gellio)

Há um mês e meio, ideia que nasceu em São Gonçalo, no Rio de Janeiro, chegou a Campo Grande e em plena terça-feira quem gosta do ritmo lota as "rodas de funk", na chácara “Toa Toa”. Talvez por conta do meio de semana, o que muda dos bailes animadíssimos é o tom, bem mais leve.

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São de 15 a 20 MC’s, que ficam sentados, bem comportados em uma mesa, esperando a hora de cantar. Como numa roda de samba, o público fica em volta, acompanhado as rimas. O baldinho em cima da mesa com bebidas é na verdade uma bacia, o que dá o tom da improvisação ao lugar.

O promoter do funk em Campo Grande, Jean Paçoka, de 23 anos, explica que mesmo sem nunca ter ido ao Rio de Janeiro, resolveu copiar a balada. “Descobri pelo Youtube”, comenta.

Poderia ser na segunda, mas já era demais, muito início de semana. Na quinta, sexta e sábado, haveria muita concorrência e outros compromissos. Sobrou a terça-feira, porque na quarta Jean não pode deixar de ir à missa. "Minha agenda é cheia de eventos, não tenho promoções na quarta, mas tenho que ir à Igreja, então sobrou a terça", reforça.

Dono da casa "Empório Santo Antônio, o reduto do funk na cidade, Jean conta que criou o evento para abrir espaço aos novos funkeiros, para que ganhem experiência. E nem precisa de propaganda, os próprios MC’s dão um jeito de chegar até ele.

Uma das sensações entre os cantores são os irmãos “Valentim”. Aos 18 anos, os gêmeos Igor e Victor sonham com o sucesso, e há um ano “lutam” para conseguir espaço. Na boca do público, já está uma das letras criadas por eles, no estilo ostentação. “Se está difícil, não desista, segue adiante que 'nóis' vem fechando com as madames de Mustang”.

Thamares e Juliana com a super produção em plena terça-feira (Foto: Cleber Gellio)Thamares e Juliana com a super produção em plena terça-feira (Foto: Cleber Gellio)

Até a madrugada - A entrada custa R$ 20,00, mas as mulheres não pagam. “É o segredo do funk” explica Jean sobre o benefício para a mulherada. “Enche a casa e atrai mais homens e são eles que consomem mais”.

Do lado de fora, a exibição começa nas motos, com uma gurizada fazendo zerinho e empinando.

Lá dentro, ao ar livre, não tem jeito, para dançar até o chão, como manda o funk, a roupa usada entre as meninas é sempre curta. Por unanimidade, o short jeans é eleito entre elas como indispensável e, claro, tem de ser com pouco pano.As amigas Thais Cristina, 20 anos, e Beatriz admitem que querem chamar atenção. A mais nova nem poderia estar ali, é menor de idade, mas mete uma maquiagem no rosto e vai pra balada sem nenhuma barreira no acesso.

“Tem que chamar a atenção, abusar da maquiagem e se der salto alto também”, sugere Thais. Já Beatriz, justifica a roupa curta pela comodidade ao dançar, "saia e calça não dá".

O calor que faz em Campo Grande também é motivo para as roupas minúsculas, explica Danielly Rios, de 18 anos. Mas e quando faz frio? “É só colocar uma meia calça com o short”, ensina.

Barriga de fora não é só por conta da moda “cropped”, é para provocar. “Mulher tem que estar bonita em qualquer lugar”, diz Juliana Almeida, de 22 anos.

E na base das produções "Anitta" e o rebolado sensual, a festa segue até de madrugada na avenida Nasri Siufi, no bairro Lagoa Parque. Ali, parece que todo mundo já se conhece.

Mas ao contrário da balada funk que virou polêmica pelas orgias na Chácara do Detran, na roda de funk o que parece contar mais é a música e a oportunidade de se promover.

Dos MC’s não é cobrada nem uma taxa. A combinação entre eles eles é na base da permuta, para que quando houver evento, os shows sejam garantidos também de graça.

Cada semana, a roda será em uma região da cidade, principalmente nos bairros Santo Antônio, Moreninhas e Aero Rancho, que segundo Jean são os que têm o maior número de "talentos do funk".

O Lado B acompanhou a festa até 1h, depois, provavelmente a animação só aumentou.




todas terças mais um evento..... que esta crescendo cada vez mais .. é nois familia jp.
 
leandro ayala em 05/12/2013 19:27:40
Se vcs Nao Gostam do Funk ... Cada um tem um gosto pelo q qer mas o funk de la e mais d boa d todos q ja vi nao tem putaria nem nada .. e bem organizado e ta em melhoramento !!
Vao conhecer primeiro antes de julgarem ..!!
 
Vitor Godoy em 05/12/2013 18:20:00
Gostei das "mina" aí hein, onde fica essa chácara?
 
Lucas Sarcozi em 05/12/2013 16:34:08
Roda de funk crescendo muito, muitos estão criticando , mas eu tenho certeza que a maioria fala por falar porque ir mesmo pra saber como que ta sendo organizado o evento e outra coisa. Então antes de colocar seus comentários não vem dizer que e so baderna bebidas , mas sim isso e cultura e divertimento. E como um que gosta da musica to aqui pra defender o Funk na nossa Capital. Acho que poderíamos até fazer mais uma campanha né 0,5% pra cultura do funk , tem pro sertanejo,gospel,Street-dance , mais e o investimento do governo pra que gosta de funk? Não tem aqui em MS acho que sem um investimento sem uma propaganda positiva fica meio difícil esses MC'S de CG vencer aqui no nosso estado.
 
Weverton Lucas em 05/12/2013 16:16:14
Falta de Educação, gera movimentos que não trás frutos produtivos para a sociedade,
mas como diz por ai se não fossem eles não tinha policia nem Juiz nem advogado Etc.
 
Renato Augusto Pinto em 05/12/2013 15:11:14
Só pelo "conheÇer", que o "prometer" escreveu, da para imaginar o nível das letras dos "funkeiros"...
 
Gustavo Souza em 05/12/2013 14:17:59
Eu sei que ainda é difícil para a população aceitar o Movimento
em Campo Grande / MS , pois sempre o mesmo papo '
Bagunça , Bebidas pra menor , mulher tirando roupa .. etc.. etc..
Então estamos fazendo um trabalho mais que dedicado para tirar
essa coisa que todo mundo que "NÃO" frequenta pensa sobre o movimento ,
tenho , um desse projetos é a RODA DE FUNK C.G , que da oportunidades a
grandes talentos da periferia , porque todo mundo tem um sonho , eo sonho
de algumas pessoas é cantar , e agente abriu esse projeto da roda de funk .
Tenho certeza que muitas pessoas que comenta o lado oposto ainda não conhece
e nunca foi na RODA DE FUNK , porque o evento é muito mais que uma organização
sem algazarras como vcs estão costumados a dizer. Venha conheçer ... SUCESSO !
 
Jean Paçoka em 05/12/2013 12:37:15
Traduzindo: Baderna, baderna, baderna!
 
Valter Oliveira em 05/12/2013 11:50:00
Bom mesmo era si ouvissem e fizesse esses bailes de funk nas chácaras e fazenda só assim não perturbava nossos ouvidos aqui na cidade.
 
renato marques em 05/12/2013 08:11:12
é só baderna, bebidas á vontade para menores, e etc., se fosse só o show, dança, divertimento seria ótimo para a população, mas não é, autoridades sabem o que acontece nesses locais, mas não fazem nada, a não ser quando acontece uma tragédia, pois a vizinhança é quem perde, não se consegue nem descansar á noite.
 
José Aurelio Boaventura em 05/12/2013 07:29:40
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