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Campo Grande, Sábado, 03 de Dezembro de 2016

24/05/2015 07:34

Em uma cidade feita de sal, até drinque "esperma de lhama" serve para esquentar

Lucas Arruda
As montanhas de sal em Uyuni.As montanhas de sal em Uyuni.

Minha grande expectativa na Bolívia era conhecer o Salar de Uyuni. De Potosi à cidade de Uyuni foram três horas de grande excitação.

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Ao chegar na cidadezinha, me senti num filme de velho oeste americano. Cercado pelo nada, ou melhor, por um deserto (não o de sal) e montanhas ao longe, o vento traz muita poeira ao lugar, que tem seu charme em volta da praça principal.

O hostel Peidra Blanca, onde fiquei, custa Bs 55 (R$ 25,00) com café da manhã e cozinha, onde o hóspede pode preparar as refeições. Como eu e meus amigos chegamos à noite, demos um pequeno passeio pelo local, onde conheci uma pancada de brasileiros.

No segundo dia, fomos procurar uma agência para fazer o passeio a Uyuni e conseguimos uma, dentre as dezenas de existem, por Bs 700 (RS 330). O passeio inclui três dias de viagem e duas noites, com almoço, jantar, hospedagem e café da manhã. Mas para ver tudo, ainda é necessário pagar Bs 30 (R$ 14,00) para conhecer a Ilha dos Cactos no salar e Bs 150 (R$ 70,00) para adentrar ao parque das Lagunas.

Saímos às 11 horas da manhã no segundo dia em Uyuni. Junto, o casal de amigos suíços, um amigo francês e um casal alemão, que se juntou a nós (os passeios saem, geralmente, em seis pessoas).

A primeira parada é no cemitério de trens, ainda em Uyuni. Depois seguimos para um pequeno vilarejo, a porta de entrada do Salar. Já no deserto, a primeira parada é nas montanhas de sal, onde ficamos impressionados com a imensidão branca.

Havia também algumas pequenas poças de água, onde experimentei lavar as mãos, o que foi um pouco estúpido, pois depois de secas estavam brancas de sal.

A constatação de que o deserto é realmente de sal veio depois de pegar um pequeno pedaço do chão, experimentar e descobrir que dali poderia sair centenas de sacos excelentes para um churrasco com os amigos.

No primeiro dia de passeio, ficamos a tarde inteira no deserto, visitando museu de sal e parando em alguns pontos para fazer fotos. O estranho é que quando se vê um carro ou um ônibus ao longe parece que estão voando pelo céu e não correndo pelo chão.

De noite, dormimos em um pequeno vilarejo aos pés de uma montanha. Gentilmente o guia nos deu uma garrafa de vinho, o que ajudou já que estava fazendo um frio de rachar.

Mas duas taças de vinho e mais duas cervejas custaram uma noite de sono. Segundo o guia, o álcool não combina com altas altitudes, portanto beber pelo passeio no Salar não é uma boa ideia.

No segundo dia, o sono me acompanhou, mas era desperto por cada nova linda paisagem. Passamos pela fronteira da Bolívia com Chile em uma cordilheira de montanhas que divide os dois países, inclusive, foi o mais próximo que estive da neve (ainda).

À tarde, entramos no Parque das Lagunas. A mais impressionante delas é a Laguna Colorada, com uma coloração vermelha e repleta de flamingos.

Uma ilha dos cactos no caminho para o Salar.Uma ilha dos cactos no caminho para o Salar.

A segunda noite foi a mais difícil. Enfrentamos um frio de -8 grau. Sorte que ganhamos mais uma garrafa de vinho do nosso atencioso guia. Dessa vez, tomei o cuidado de tomar só uma taça, para garantir o sono e um pouco de calor.

No último dia, conhecemos o deserto Salvador Dali, que tem o nome (que achei genial) devido a formação “surreal” das pedras.

Por último, ao terminar o passeio, entramos numa piscina de água termal natural, o que foi muito bom para espantar o frio.

Depois fizemos uma viagem de seis horas até chegar a Uyuni no fim da tarde, por volta das 18 horas.

Voltamos ao hostel para um bom banho (no segundo dia não havia água quente e tomar banho com -8 graus não é uma coisa muito boa) e uma boa noite de descanso.

O ônibus para La Paz só sairia às 20 horas do dia seguinte e quando acordamos passeamos pela cidade, que não tem muito a oferecer. A tarde, para nos despedirmos de Uyuni, fomos ao Extreme Fun Pub, um bar divertido e cheio de drinques com nomes engraçados.

Depois de algumas cervejas, decidimos pedir o mais exótico deles: o Lhama Sperm (sim, esperma de lhama!). Nele, além do ingrediente que dá nome ao drink (garante o dono do bar), há vodka, licor de café e chocolate. Depois de algumas caras de nojo, cada um deu um gol,e e descobrimos um gostoso drink!

Agora o destino é La Paz e depois Peru!

No bar, eu, Thomas (francês), Ira (suíça) e Lukas (suíço).No bar, eu, Thomas (francês), Ira (suíça) e Lukas (suíço).



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