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Campo Grande, Segunda-feira, 05 de Dezembro de 2016

15/10/2015 22:50

Moto Road até atrai público, mas abertura perde para anos anteriores

Lucas Arruda
Não havia um Moto Road na Capital desde 2008. Evento foi para Santa Catarina um ano depois (Foto: Gerson Walber)Não havia um Moto Road na Capital desde 2008. Evento foi para Santa Catarina um ano depois (Foto: Gerson Walber)

A última vez que o Moto Road havia sido realizado por aqui foi em 2008. De lá para cá um dos maiores encontros de motociclistas da América Latina havia passado por Santa Catarina e cidades do interior do Estado. A abertura dos portões aconteceu nesta quinta-feira, por volta das 19h, mas pelo menos até 21h o movimento não era tanto.

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Dentro do Parque de Exposições Laucídio Coelho já tinham alguns motoclubes e os integrantes estavam bastante animados, apesar de sentirem a diminuição de público. O integrante do motoclube Abandonados, o aposentado Paulo Sérgio, foi ao encontro com a esposa, a servidora pública Luzia Bispo. Os dois vieram na última edição e sentiram diferença. 

“Acho que tem menos pessoas por ser o primeiro dia ainda, não tem o evento há bastante tempo e também está cedo, apesar de que no último já tinha mais gente essa hora. Mas acredito que amanhã e depois venha mais gente”, avalia o casal.

Paulo foi com a esposa no evento. Ele esteve na última edição e achou essa mais vazia. (Foto: Gerson Walber)Paulo foi com a esposa no evento. Ele esteve na última edição e achou essa mais vazia. (Foto: Gerson Walber)
Cátia, Márcia, Giselly e Melke estavam animadas em encontrar amigos motociclistas. (Foto: Gerson Walber)Cátia, Márcia, Giselly e Melke estavam animadas em encontrar amigos motociclistas. (Foto: Gerson Walber)

Andando um pouco pelo Parque encontramos quatro mulheres bem animadas. Elas fazem parte das MMMS (Mulheres Motociclistas de Mato Grosso do Sul) e comemoravam a volta do Moto Road a Campo Grande.

“O primeiro dia é sempre muito bom porque encontramos os amigos de outros motoclubes aqui, por estar mais vazio. Pelo menos era assim e este ano está igual, aliás, tem até menos gente”, afirma a servidora pública aposentada Márcia Terra, que começou a andar de moto aos 12 anos, mas deixou de lado a paixão por muito tempo para se dedicar ao marido e aos filhos. Ela voltou a andar há quatro anos e esteve em todas as outras 11 edições anteriores do evento.

No entanto, elas já esperam ansiosamente pelos outros três dias do encontro. “Essa é a primeira vez que eu venho, mas sei que a partir de amanhã chega gente de fora, até alguns amigos estarão por aí. Acredito que será meio difícil encontrá-los por conta do grande número de pessoas que acho que terá, mas estou animada”, destaca Cátia Cristiane Ferreira, servidora pública que anda de moto há apenas dois anos, a mais nova do grupo.

Marcos estava com a família pela primeira vez no Moto Road. (Foto: Gerson Walber)Marcos estava com a família pela primeira vez no Moto Road. (Foto: Gerson Walber)

Ela começou a andar depois do incentivo do marido, mas as companheiras já sobem na garupa de uma há muitos anos, como a ourives Giselly Semler, que começou com 14 anos e até hoje, 34 anos depois, ainda não largou.

“Naquela época era mais fácil, não tinha fiscalização. Eu pegava a moto do meu tio sem permissão e nunca parei. Acho importante o evento retornar a Campo Grande, todas nós estávamos sentindo falta. Tem encontro de motociclistas em Aparecida do Taboado e outras cidades de MS, aqui estava precisando muito”, ressalta.

É o mesmo que pensa a advogada Melke Melo, que anda de moto há 18 anos. Ela começou na garupa do pai e nunca mais quis sair de cima de uma. “Desde criança andava com ele, até que na adolescência peguei escondida e saí. Eu torço para que o Moto Road dê certo de novo aqui, é muito bom vir, encontrar velhos amigos, dividir histórias e curtir”, reflete.

Ainda assim, mesmo encontrando muita gente revivendo momentos de nostalgia no festival, foi possível conhecer quem estava por lá pela primeira vez. O motorista Marcos Cesar da Silva compareceu com a esposa e a filha e ficou impressionado. “Está como me disseram que seria, sempre me falaram dos outros anos e eu ficava com vontade de ir. Como minha menina também quis muito resolvi aparecer”, diz.

No evento ainda uma praça de alimentação, que vende salgados e doces de R$ 5 a R$ 7. A cerveja no local custa R$ 5 (Skol palito). Ainda há um restaurante que vende pratos feitos de R$ 25 a R$ 35.

Também há concessionárias vendendo motos e um Globo da Morte que terá apresentações a partir de amanhã.

O Parque de Exposições Laucídio Coelho fica na Rua Américo Carlos da Costa, 208, Jardim América. A entrada para o festival custa R$ 20 por dia. Ele acontece até domingo (18).

Logo após a abertura dos portões o trânsito ainda era bem tranquilo na rua da entrada principal do Laucídio Coelho. (Foto: Gerson Walber)Logo após a abertura dos portões o trânsito ainda era bem tranquilo na rua da entrada principal do Laucídio Coelho. (Foto: Gerson Walber)



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