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Campo Grande, Terça-feira, 06 de Dezembro de 2016

04/02/2013 06:45

Para que servem mesmo os quiosques do Parque das Nações Indígenas?

Elverson Cardozo
Atualmente, dois dos 6 núcleos de quiosques estão desativados. (Fotos: João Garrigó)Atualmente, dois dos 6 núcleos de quiosques estão desativados. (Fotos: João Garrigó)

Quem frequenta o Parque das Nações Indígenas, em Campo Grande, já percebeu, alguns quiosques espalhados pelo local sempre funcionaram como “decoração”. Desativados, não servem para o que realmente deveriam e, sem edital de concorrência lançado pelo Governo - o que garantiria a presença de comerciantes, por exemplo, a maioria acabou  ocupada por órgãos do poder público.

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Ao que tudo indica, eles permanecerão ali, em espaços que poderiam ser mais um atrativo para melhorar a estrutura do principal parque da cidade e garantir uma água mineral, um refrigerante ou aquele lanchinho aos frequentadores que têm de sair do local para poder matar a sede do lado de fora.

Depois de 19 anos – desde a inauguração, a Fundect (Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia) vai realizar, em parceria com a UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul), um novo plano de uso e ocupação da área.

Os quiosques estão entre as preocupações, assim como a permissão de ambulantes em dias normais e não apenas durante shows. De acordo com a analista ambiental do Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul) e gestora do parque, Ana Carolina Seixas Nascimento, de 32 anos, 4 dos seis núcleos de quiosques estão ocupados atualmente, um deles pela própria administração.

A PMA (Polícia Militar Ambiental) e a PM (Polícia Militar) ocupam outros dois. O quarto é divido por uma instituição de escoteiros – entidade sem fins lucrativos – e pela Codac, organização que oferece orientações esportivas para atividades praticadas dentro do espaço.

O quinto, segundo a administração, será ocupado pela Fundect, que pretende implantar uma unidade do Geopark. Sobra um apenas que, no caso, poderia ser ocupado por comerciantes.

Prédios estão abandonados. (Foto: João Garrigó)Prédios estão abandonados. (Foto: João Garrigó)

Mas, sem edital, não há possibilidade de abertura para o público, garantem os gestores. Primeiro porque a procura é grande. Depois, a concorrência seria desleal. Para não piorar o problema, as portas continuam fechadas.

“Muita gente tem interesse em fazer comércio aqui dentro, mas não podemos ceder porque são várias pessoas. Para fazer isso, precisamos de um edital, para a concorrência pública”, disse.

Por enquanto, os núcleos que estão sem ocupação são dois. Um deles fica próximo ao Museu Dom Bosco, que fica dentro do parque. O outro está perto do Lago principal.

Descaso - Em ambos, os sinais de abandono são visíveis: escadarias sujas, portas se tranca, vidros quebrados e falta de iluminação. Até os banheiros, que poderiam estar abertos, continuam desativados.

Quem costuma frequentar o espaço vê a situação como puro descaso. Carlos Felipe Oliveira, de 22 anos, não é um visitante assíduo, mas afirma que os núcleos poderiam ser mais aproveitados. Para o veterinário, uma boa opção seria “transformar” os quiosques em lanchonetes ou lojas para vendas de artesanato.

Se deixar de lado a paixão pela arquitetura, a amiga, Camila Amaro, de 25 anos é mais técnica na hora de avaliar. Diz que deveria haver um estudo com os “usuários”, ou seja, com quem vai ocupar o espaço.

Arquiteta, Camila Amaro diz que área poderia ser aproveitada, mas seria necessário uma avaliação com os usuários. (Foto: João Garrigó)Arquiteta, Camila Amaro diz que área poderia ser aproveitada, mas seria necessário uma avaliação com os usuários. (Foto: João Garrigó)

De nada adianta, na avaliação dela, pensar na economia que vai ser gerada e deixar de lado o aspecto social. Um quiosque pode, por exemplo, ter churrasqueiras, mas até que ponto isso é viável? Atrapalharia os frequentadores que vão ao local para caminhar, fazer piquenique ou correr?

Tudo isso, segundo a arquiteta, deve ser levado em consideração. “Não dá para fazer uma avaliação sem pensar nos usuários”, disse. Uma das possibilidades, arriscou, seria tentar uma integração entre os quiosques e o Museu.

Via Judicial – Em resposta à reportagem, o gerente de unidades de conservação Leonardo Tostes Palmas, de 37 anos, ressaltou que a Fundect está preparando o novo plano de uso e ocupação da área. Os pesquisadores começam a trabalhar no projeto a partir de fevereiro.

Mas, até a finalização do estudo, que será encaminhado ao Governador André Puccinelli (PMDB), a orientação aos interessados em ocupar os quiosques é procurar a administração do Parque das Nações Indígenas, que fica dentro da própria área.

Como não há lançamento de edital há pelo menos 1 ano, a gestão do parque, explicou, pode tentar ajudar o comerciante por meio do judiciário. Neste caso, ressaltou, poderia haver um contrato, mas a resposta não depende de quem faz a gestão do espaço.

“Essa procura vai gerar um documento que a gente vai tramitar juridicamente. A única coisa que pedimos que é o interessado venha com uma proposta de viabilidade do negócio, ou seja, apontando se vai conseguir manter, se é certo”, disse.

As poucas vezes em que os quiosques foram abertos os comerciantes estavam vinculados a empresas ou associações sem fins lucrativos, relembrou.

Lazer - A ativação dos núcleos e a comercialização de alimentos ou objetos no local podem servir de incentivo e mais uma atração para visita aos frequentadores. Alguns até passam em frente, mas não entram.

Parque das Nações Indígenas é uma das maiores reservas ecológicas. (Foto: João Garrigó)Parque das Nações Indígenas é uma das maiores reservas ecológicas. (Foto: João Garrigó)
Caroline Moreira é uma das frequentadoras. (Foto: João Garrigó)Caroline Moreira é uma das frequentadoras. (Foto: João Garrigó)

A justificativa - e reclamação -, em alguns casos, é que no local não se encontra alimentos. Mais fácil e prático passear na Afonso Pena e parar para comer e descasar em uma dos vários pontos espalhados pela avenida, alguns deles em frente ao Parque.

“Em um período de férias era para estar lotado”, opinou a estudante de odontologia Caroline Moreira, de 21 anos, que resolveu passear com a amiga, a gerente Elisangela Izaias, de 32 anos.

Para a acadêmica existe, sim, alguns problemas, mas o campo-grandense não sabe valorizar o que tem. “O povo vai passear na Afonso Pena, mas não entra no parque”, disse.

Elisangela sabe reconhecer a beleza do local, mas não conhecia o Parque das Nações. Há 18 anos morando na Capital, a gerente nunca havia visitado uma das maiores reservas ecológicas do mundo. “É um lugar lindo”, resumiu.




Bebedouros e banheiros tem? Quiosques com lanches, sucos, agua de coco. Até mesmo a ideia da sra. Marilza, loja de livros, revistas, café expresso, espaço para leitura. Jamais espaço goumet e bebidas alcoolicas...
A entrada para a concha acustica e para o museu ficam praticamente escondidas...
E poucos sao os eventos que se ouvem falar. A não ser que seja gente de fora aí a propaganda é grande.

O horto florestal é outro espaço mal aproveitado, uma vez que fiu em um evento noticiado por este jornal, quando cheguei lá nao havia sequer uma pessoa no portao de entrada, um cartaz, nem mesmo pessoas do evento noticiado, nada...
 
ana lucia almeida em 05/02/2013 17:04:05
Sou frequentador do PNI desde sua inauguração, e durante esse tempo houve diversas melhorias, principalmente a iluminação direcionada no arruamento interno, mas tem muita coisa a se fazer. Por que não nivelar o terreno e padronizar o tipo de grama, com podas periódicas? Por que não retirar com frequência as ervas daninhas do meio da grama? Por que não terceirizar os quiosques e o Estado ficar apenas com a regulação? Por que não incentivar mais eventos culturais para atrair mais público para esse local maravilhoso? Por que não fazer uma plataforma no meio do lago com uma enorme torre para árvore de Natal na época oportuna? As pessoas vão passear no parque, visitar a árvore de Natal, gastar nos quiosques, etc, etc... O que não dá é ficar do jeito que está. Abraço, Dussel
 
Sebastião Dussel em 04/02/2013 20:33:52
Elverson Cardozo, que matéria maravilhosa, parabéns!! Infelizmente esse parque sofre com esses shows, já vi animais silvestres se alimentando dos restos dos frequentadores após os shows. As nossas autoridades nada fazem para mudar isso, nunca vi a comissão de meio ambiente da camara de vereadores fazendo algo em favor da fauna e flora desse espaço. Ainda bem que tem uma base comunitária da polícia militar lá dentro, senão seria inviavel caminhar por lá.
 
sidnei garcia em 04/02/2013 20:28:04
O parque tem uma reserva ambiental maravilhosa, falta, como sempre, vontade dos governantes responsáveis em administrar bem o que já está pronto. Que tal começar pelo mínimo? Poderíamos ter acesso água potável e banheiros limpos, o Parque tem vários quilômetros para caminhada, e necessita de uma estrutura para que um passeio agradável possa ser feito. Detalhe: os prédios que lá funcionam, só exploram sua atividade exclusivamente, não podem receber o cidadão para estas duas coisas básicas. Parabéns por esta reportagem que sempre auxiliam o cidadão, que deseja o melhor para sua cidade.
 
Glaucia Alves em 04/02/2013 13:14:05
Sou frequentador assiduo do parque há mais de 10 anos. O que os frequentadores necessitam mesmo é que sejam instalados banheiros, banheiros , e também bebedouros e alguns locais do parque. Nada de bares ou lanchonetes, pois lá é um lugar para amantes da natureza e da vida saudável. Banheiros e bebedouros já, por favor....
 
vandro gimenez em 04/02/2013 11:56:29
Tem quiosques no Parque da Cidade em Brasilia,tem quiosques e o maior exemplo de todos,o Ibirapuera em São Paulo tem quiosques que não atrapalha em nada...Campo Grande é a cidade do não pode...Infelizmente... Só pode ter esse transito,buracos que ninguem faz nada,isso pode... Acordem...
 
jose renato dos santos pereira em 04/02/2013 11:26:11
Concordo com a Marilza Rocha, aquela é uma área voltada ao lazer e todo esforço deve ser feito para preservar a vocação desse espaço. Sou de Campo Grande mas estou morando em Ribeirão Preto-SP onde existem ótimos parques (Curupira, Biaggi, Bosque do Zoológico) com características semelhantes ao Pq das N.Indígenas onde funcionam quiosques exatamente como descritos pela Marilza. No Curupira, por exemplo, o quiosque é administrado por entidades filantrópicas com excelente serviço de atendimento e, certamente, ótimo retorno financeiro e social. Um belo exemplo que poderia ser seguido por Campo Grande para finalmente, após quase 20 anos, fazer o recurso público ali investido retornar para a população que o pagou em forma de benefício.
 
Márcio Roberto de Araújo em 04/02/2013 10:53:16
Eny Feliz, o Parque das Nações Indígenas, quando inaugurado era o primeiro ou segundo maior parque urbano da América Latina, superando ou apenas superado pelo Ibirapuera em São Paulo e perdendo diretamente para o Central Park em Nova York.

Não tem "forçou um pouco" em texto algum da matéria.

Não sei quanto a reformas ou aumento de áreas dos outros parques.
 
Eder Lima em 04/02/2013 10:07:07
Senhores, o Parque deve cumprir com seu objetivo que é de lazer, caminhada, prática de esporte, andar de bicicleta, soltar pipa, etc. As pessoas vão alí para isto e não para comer. Clube de campo que tem churrasqueira. Imagina os insetos e a sujeira.
O que deve ser instalado nos quiosques, são a venda de água, água de côco e energético.
Loja de venda de livros,revistas. Com espaço com cadeiras para leitura no local(tipo Sebo),que pode servir café expresso. Loja de venda de artesanatos.
Uma oficina de artes para as crianças com acompanhamento de profissionais.
Mas, NUNCA, liberar os quiosques para espaço gourmet, e nem venda de bebidas de qualquer teor alcoólico. Assim estaremos preservando o Parque, cumprindo com seu objetivo e fazendo uma seleção natural das pessoas que lá frequentam
 
Marilza Holsback Rocha em 04/02/2013 09:30:30
Um em cada dez campo-grandenses gosta de atividades ao ar livre. Os nove restantes preferem churrasco e cerveja. Todos sabem que mesmo que vendesse cerveja nos quiosques do interior do Parque ainda assim ficariam vazios pois o campo-grandense gosta mesmo é de fica lá na Afonso pena com seu som alto vendo os outros passarem de carro e de moto. NA cidade ainda precisa de uns 50 anos pra chegar na maturidade.
 
João Marcos em 04/02/2013 08:24:15
Seria muito bom se realmente tivesse quiosques no local, pena que isto não ocorre, pura má vontade do poder público que não está nem ai para os frequentadores do local, o que eles querem é dinheiro, licitações fraudulentas e tudo mais, quero ver como vai ser com a inauguração do "Aquário do Pantanal", com a quantidade de frequentadores se vai continuar da mesma forma. Teria que ter uma integração entre as atrações (Parque, Concha, Quiosques, Museu, Portarias e Aquário), afinal é um espaço nosso.
 
Vinícius Tagliaferro em 04/02/2013 08:20:48
Bom dia..
O parque das nações, é realmente um lugar maravilhoso.
porém, é o que falta para ser mais frequentado. Um quiosque com suco natural, ou lanchinhos, tudo que foi citado na matéria. Por esse motivo as pessoas preferem ficar na afonso pena até mesmo em frente ao parque, pois tem mais acesso a alimentos e bebidas e etc.
 
Mayara Paes em 04/02/2013 08:05:44
Lugar maravilhoso,mas não da pra tomar muita água,pois não tem banheiro.ou tem?
 
darci casara em 04/02/2013 08:01:05
Ambulante não... vai virar um inferno. Falta mesmo uma lanchonete com opções saudáveis para quem pratica esportes no local, e não refrigerante com coxinha gordurosa. Já durante os shows até uma cervejinha poderia ser vendido, já que os ambulantes têm preços abusivos. Sobre o abandono, falta competência do Governo para levar a sério um local tão importante para o lazer campo-grandense.
 
Fernando Almeida em 04/02/2013 07:57:19
uma das maiores do mundo???
acho que forçou um pouco...
se falar só em Brasil já melhora....
mesmo assim.... não nos primeiros lugares
Ibirapuera...
Horto Florestal de sao paulo...
Parque da Tijuca...
e muitos mais.... falando só em tamanho...
 
Eny Feliz em 04/02/2013 07:41:54
imagem transparente

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