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Campo Grande, Domingo, 04 de Dezembro de 2016

11/09/2015 17:00

Sobre Stock Car, editor reclama até do jornal que passa antes da novela em MS

Ângela Kempfer
Vai uma terrinha, aí? é a legenda de foto de Fernanda Freixosa/Vicar."Vai uma terrinha, aí?" é a legenda de foto de Fernanda Freixosa/Vicar.

É duro ouvir desaforo de quem vem de fora, mesmo que muitas reclamações procedam. É igual família, só quem pode falar mal é parente. Mas antes de partir para a ignorância, entenda que esta matéria fala, especificamente, do autódromo de Campo Grande.

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Texto publicado na página da Red Bull, patrocinadora oficial da Stock Car, avacalha com a prova realizada aqui. O editor Bruno Vicaria preparou um guia para quem nunca esteve na pista de Campo Grande e dá dicas do tipo evitar tênis claro, por conta da poeira, usar bermuda e não esquecer dos óculos escuros.

O material começa com um “No meio do nada”, chiando pela distância do Centro e também por não estar no eixo São Paulo - Paraná - Rio Grande do Sul (só pra lembrar, tem prova até em Goiânia). “O circuito fica em plena rodovia BR-262 e bem longe do centro de Campo Grande - no meio do nada, o que não facilita literalmente em nada as coisas” (como se aqui na cidade alguma coisa fosse longe).

Bem, a reclamação continua por causa da internet ruim no local, que só vinga via satélite, “custa caro e rende pouco” (se ele soubesse que só no presídio o sinal é 100%..).

O fato de proibir bebidas alcoólicas é mais um motivo para achar a pista o “ó”. Por lá, não dá, por exemplo, para misturar Red Bull com vodka, porque álcool é proibido no autódromo, já que fica em uma rodovia e ninguém gosta de tragédias na estrada.

Em uma cidade que se orgulha pela arborização, o editor lembra que lá pelas bandas da pista não há sinais de natureza (é verdade, não sobrou nem uma sibipiruna). Ele também avisa que o calor fica “normalmente acima dos 30ºC” e que “o tempo seco e a poeira gerada pelo terrão ao redor da pista fazem a prova parecer ser realizada em um deserto” (o que para o Rally Paris Dakar é puro glamour). E olha que o cara teve a sorte de pegar temperatura bem amena nos últimos dias.

Em alguns pontos, ele abusa da nossa boa vontade de anfitrião. O editor diz que o fuso horário “deixa a cabeça de quem trabalha maluco” (poxa, é só uma horinha de diferença em relação a São Paulo).

Mas o lance deve ser o medo de perder o horário da divulgação da prova na Globo. “Uma vez que existe a programação no horário local e a mesma convertida para o horário oficial, que é uma hora à frente. Em Campo Grande, o Jornal Nacional passa antes da novela das sete, uma loucura!”, protesta.

Sobre o traçado, ele resume como “simples, mas difícil” (eu que não entendo nada de Stock Car fiquei confusa).

Por fim, ele morde, depois assopra: “Pela falta de espaço nos boxes, as equipes montam tendas provisórias para acolher suas estruturas. O clima informal criado por isso deixa as coisas bem legais”.

Que bom, pelo menos nesse quesito vai se divertido.

 




Gosto de Stock Car, mas vou boicotar essa prova. Penso que quem escreveu isso sobre Campo Grande deveria lembrar que aqui existem muitos fãs das provas e é exatamente por isso que o esporte existe. Lamentável e sou um a menos nessa audiência.
 
Kuntzel em 11/09/2015 19:13:35
IGNORANTE EXISTE EM TODO LUGAR OCUPANDO OS CARGOS MAIS DISTINTOS, TEM QUE TER PACIENCIA COM UM CARA DESSES, A IMPRENSA LOCAL SÓ TÁ AJUDANDO ELE A FICAR MAIS FAMOSO, ESQUECE, IGNORA, FALA SÓ DA CORRIDA E PRONTO.
 
Max em 11/09/2015 17:17:25
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