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Campo Grande, Sexta-feira, 09 de Dezembro de 2016

09/04/2013 06:17

Um dos bares mais antigos de Campo Grande é descoberto pela moçada

Ângela Kempfer e Anny Malagolini
Aos finais de semana, a moçada lota o bar das antigas.Aos finais de semana, a moçada lota o bar das antigas.

Os azulejos na cor azul calcinha e o chão vermelho, do tipo encerado, revelam que o Bar Aguena, ou “Bar do Pedrão”, tem algumas décadas de idade.

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Pedro Aguena herdou do pai o ponto comercial e tratou de preservar o espaço na Praça Aquidauana, no Centro de Campo Grande. Tímido, quem assume o papel de marqueteira e porta voz é a esposa, Luci.

Há mais de 20 anos casada, ela conhece toda a história da família do marido e, de tabela, a do bar. “Já vi muitos clientes fechando negócios, se reconciliando com a esposa e até comprando casa, tudo aqui, no meu balcão”, lembra.

Luci garante que o bar é o mais antigo da cidade, ainda em funcionamento, apesar de não ter qualquer documento que prove isso. Mas algumas “testemunhas” confirmam a longevidade.

O feirante Alfredo Arakaky é assíduo desde a inauguração, quando ainda era um menino. O senhor, de 77 anos, viu a vida tomar forma ali, durante quase 7 décadas. “Meus amigos fiz aqui”, resume.

Hoje, a frequência diminuiu, mas passar pelo Aguena, “pelo menos 3 vezes por semana”, é algo sagrado. Ele faz parte do grupo do jogo de Bozó, que passa noites chamando a atenção das outras mesas com o bordão: “Sortei, não quero mais”.

Luci mostra a ficha de consumação. (Fotos: João Garrigó)Luci mostra a ficha de consumação. (Fotos: João Garrigó)

Todo começo de noite, o happy hour é no Aguena para amigos de pelo menos 30 anos. Companheiros na vida e no bar, eles se divertem jogando o tal Bozó.

O funcionário público Celso Uehara, 48 anos, tem o Aguena como extensão de casa, desde pequeno. Antes, ele ia brincar na “pracinha Aquidauana”, logo em frente. “Meu pai ficava espiando de longe, sentado no bar”, lembra. Hoje, o cliente é Celso.

Há um ano e meio, a cara do público no antigo endereço comercial deu uma rejuvenescida. A abertura de outro bar na mesma rua, bem mais moderninho, fez a moçada descobrir o Aguena e ficar fã, graças aos ares do clássico boteco “desencanado” carioca.

A “velha guarda” tem espaço cativo, mais uma vantagem para os novos clientes. “Aqui se tornou um espaço cultural, com músicos, atores e produtores”, diz Luci.

Até hoje, o Aguena funciona como sempre, sem qualquer inovação tecnológica. Não aceita cartões e só cabe ao cliente pagar em dinheiro. A consumação é controlada em fichas de papelão.

Uma dica para quem decidir conhecer é experimentar o quibe, eleito pelos freqüentadores como o melhor de Campo Grande.

O prato de origem árabe ganhou tempero japonês do proprietário, com toque brasileiro, por R$ 2,50. “Cozinhando em casa com o marido a receita saiu, ainda bem, porque antes o quibe não era bom”, admite Luci.

O Aguena funciona na rua Aquidauana, 73, de segunda a sábado, a partir das 19 horas.

A Velha Guarda no começo de noite no bar da rua Aquidauana.A Velha Guarda no começo de noite no bar da rua Aquidauana.



Muito boa a matéria e parabéns ao casal que a tanto tempo recebem bem seus clientes, nós campo-grandenses temos muito que conhecer da nossa cidade, não imaginava um local assim, adorei, espero poder passar por lá qualquer dia para experimentar o delicioso quibe.
 
Mari Arakaki em 10/04/2013 22:18:38
Conheço desde 1968, mas aproveitando, lembro tambem, do saudoso, Julinho
funcionario, grupo Correio do Estado aciduo frequentador ddo estabelecimento.
 
Luciano Rosa em 09/04/2013 21:57:23
Eu morei de 1978 a 1983, na Rua Dom Aquino, nº 1014, na antiga república "Da Dona China" (que na verdade pertencia ao "Seu Barnabé Barbosa Luca", nosso senhorio). Mas, era ela quem cuidava da gurizada! Na verdade, éramos todos jovens, na maioria estudantes. De vez em quando eu ia lá tomar uma cerveja gelada. Em frente, antigamente era a Autopeças Rocket.Todos os que moravam na região, vez ou outra ia ao bar. Bons tempos aqueles...!
 
João F. Lopes em 09/04/2013 21:29:05
Amei a matéria, pois revivi parte de minha juventude estudantil na Praça Aquidauana com a Turma da Barão: Celso Uehara, Tibana, Pedrinho, Alemãozinho, o bonitinho da Meire Boutique, Raul e Marcelo Bergler e outros amigos Campograndenses. Nós da Turma de Corumbaenses que aí residiam em Pensionatos e Repúblicas para estudo (Eu, Mônica Proença, Celinha Vieira, Letícia Couto e outras inseparáveis...) garanto que guardamos e guardaremos com carinho na lembrança este pedacinho de Campo Grande que nos tráz felizes e relevantes memórias... Valeu Turma da Barão!! Saudades...
 
Darinah Rondon em 09/04/2013 17:11:33
CONHEÇO E CURTI MUITO DESTE OS TEMPOS EM QUE A PRAÇA AQUIDAUANA FOI INAUGURADO.AO LADO MORAVA O OSVALDO(DADINHA)QUE SUMIU NUNCA MAIS VI.O DR EURICO NÃO SAIA DAI.LUIZ DA OFICINA E A TURMA DA BARÃO NOS BONS TEMPOS.
 
LUIZ CARLOS TROMBINI em 09/04/2013 15:59:10
Excelente matéria!
Ótimo texto!
 
Silvio Fontes em 09/04/2013 14:36:23
cerveja estupidamente gelada e no pedrao
 
celso uehara em 09/04/2013 08:59:18
Boa matéria,parabéns Anny!
 
renata christóforo em 09/04/2013 07:55:36
Legal isso, CG é carente de lugares tradicionais, aqui tudo abre e fecha em um ano.
 
Kaio Gleizer em 09/04/2013 07:55:18
Não sou fã de bebida alcoólica, mas Parabéns por mostrar as coisas boas também da nossa Cidade. O bom é está feliz com os amigos em geral.
 
luiz alves em 09/04/2013 07:45:59
Olha a turma toda ai. Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk... Aki na sext-feira ta virando um inferno de gente. Antigamente era somente "nóis"..
 
Carlos Roberto em 09/04/2013 07:29:44
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