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Campo Grande, Quarta-feira, 07 de Dezembro de 2016

25/09/2012 12:21

Em um quintal da Vila Alba, confraria tem comida de boteco ao som do chorinho

Ângela Kempfer e Anny Malagolini
Quintal lotado no último domingo.Quintal lotado no último domingo.
Quem sabe, ou arrisca, também pode dançar.Quem sabe, ou arrisca, também pode dançar.

No quintal mesmo, do jeito que a música gosta, o casal Jackeline Fernandes e Adriano Praça criou a Confraria do Choro. Ela é socióloga. Ele músico conhecido do Grupo Acaba e agora integrante do Agemaduomi. Juntos dos amigos, os dois passaram a fazer parte da rotina cultural de Campo Grande há 9 anos.

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A ideia veio de Cuiabá, onde um amigo abriu espaço para o mesmo tipo de programa. Todos os domingos, a reunião é certa, com cerca de 150 pessoas. “Escolhemos o domingo porque a origem do Choro é no domingo e também porque é uma forma de começar a segundona mais leve”, explica Jackeline.

Na fachada da casa não há placa indicando a roda de Choro, a propaganda é no boca a boca. Quem sustenta o lugar são os associados, com pagamento de 100 reais, a cada 6 meses. Eles garantem desconto na conta, não pagam couvert e têm cadeiras cativas. Jackeline explica que a confraria não rende lucro, apenas “se paga”.

 

“Aqui não tem roda de choro, tem roda de amigos. A nossa intenção é fomentar o choro, não ganhar. A idéia da confraria é de quem quiser entrar na roda está convidado”, lembra.

 

O choro começa às 19h30 e termina até a meia-noite, para não incomodar os vizinhos, na Vila Alba, um dos bairros mais antigos de Campo Grande.

 

Na cozinha, quem prepara os pratos e as bebidas são pai e madrasta de Jackeline. Irmãos, nora, genro e amigos completam o time da Confraria. “É a extensão da minha casa, por conta disso se tornou um ambiente tão familiar e intimista”, diz Adriano, um seresteiro que também passou a tocar chorinho em Cuiabá.

 

Pixiguinha, Paulinho da Viola, Tom Jobim, Chico Buarque...a noite segue assim, de cultura genuinamente brasileira. O choro é mais antigo que a abolição da escravatura. Suas primeiras impressões foram em 1877.

“Isso aqui é o fundo de quintal que faz nascer a música”, resume o músico de final de semana, Lamartine Ribeiro, agora na percussão da Confraria. Contaminado pelo lugar, não satisfeito em apenas ouvir, conta que decidiu tocar. “Fui me encostando no palco, aprendi a tocar e agora não saio mais do palco”.

Na parede, ao fundo do palco, imagens de músicos famosos são mais uma homenagem ao Choo.Na parede, ao fundo do palco, imagens de músicos famosos são mais uma homenagem ao Choo.
Pão e linguiça, porção para acompanhar o programa.Pão e linguiça, porção para acompanhar o programa.
 

O paulista Marcelo Celestino Andrade, 38 anos, é professor de dança de gafieira em Campo Grande e encontra no quintal de Jackeline e Adriano um bom lugar para treinar com as alunas.

“Em São Paulo tem vários locais para dançar. Aqui não. Por isso a Confraria é diferente, me identifico. Aqui o ambiente é mais selecionado, tanto em relação a música, quando aos freqüentadores”.

Com apenas 13 anos, Isadora de Matos já faz aulas de dança de salão e, mesmo iniciante, consegue aplausos em noites de domingo. “Comecei a fazer aula por influencia da minha mãe. Eu fazia ballet, mas enjoei”, lembra.

 

O jornalista Danilo Diniz queria ir a um lugar diferente da maioria, encontrou na Vila Alba. “As pessoas têm comportamentos convencionais nos barzinhos. Aqui não, as pessoas são normais, agem naturalmente.”

Os amigos Lauro Luis e Leco passam a maior parte do tempo ao som do rock, mas aos domingos costumam se encontrar no quintal do chorinho. “Moro aqui perto e um dia, passando, resolvi entrar, Isso já faz 2 anos”, conta.

 

Leco também é cliente por vocação. “Nunca vi nenhuma divulgação. O marketing aqui acontece no famoso boca a boca. É a melhor opção de domingo para o campo-grandense. O clima é de quintal e já tomamos a cerveja para a semana começar bem”, brinca.

A Confraria do Choro fica na avenida Madri, número 1.100, Vila Alba. Quem não é sócio, paga couvert artístico de 5 reais.




De segunda a sábado vai baixando o nível de choro e samba no sangue. A Confraria nos brinda com outro domingo e ...o mundo volta a brilhar mais intensamente. Bom demais há 9 anos.
 
Lucio Bulhões em 27/09/2012 01:31:21
Vendo a reportagem meu deu uma grande saudade dessa lugar maravilhoso, repleto de gente amiga, dos músicos ao pessoal do atendimento, passando pelo carinho do pessoal da cozinha, e um recanto de boas coisas,estou fora mas o coração com os amigos do Choro..jaja to aí p mais um domingo.Atila, Adriano, Lala do pandeiro, Bugalu, com participações e claro do meus queridosLucio e Paulinho, e Marco A.
 
Nilza Pflugmacher Lima em 26/09/2012 12:31:39
Que bom saber da existência desse espaço! Irei conferir. É só chegar, ou tem que avisar antes? Estamos mesmo precisando de boa música, principalmente, brasileira. Chega de tanto ritimo "pancadão" que rola por aí. Nas rádios quase não se ouvem mais músicas de qualidade e que agradem aos ouvidos!!! É preciso cultivar a boa música brasileira e o chorinhjo é uma delas, com certeza.
 
aurenice pilatti em 26/09/2012 10:44:40
Sem dúvidas a melhor música e comida de boteco de Campo Grande. Merecem o prestígio de todos, principalmente Adriano, Jaque, Seu Benê, Kenia, meu querido pai Áttila Gomes e todos que fazem o melhor som na Confraria do Choro.
 
Nayane Gomes em 26/09/2012 09:30:40
Grande Adriano, professor e amigo... vale a pena conferir. Sucesso.
 
Edson Zanelato em 26/09/2012 08:21:19
Que belo quintal, parabéns a todos, em especial a pessoas querida como Lamartine e Atila e claro a Tere.
 
lia teodoro estigarribia barbosa em 26/09/2012 07:59:29
roda de choro
 
GILSON RIBEIRO BARBOZA em 26/09/2012 07:12:01
Durante minha última viagem a Campo Grande, conheci este espaço e achei aconchegante. Francisco Eugênio,todo espaço pequeno faz com que voce se sinta em família, quanto ao tempo da comida achei normal, pois nenhum espaço que serve comida feita na hora o atendimento é imediato, pois leva um determinado tempo para fazer. Parabéns aos precursores desta idéia, os músicos dispensam comentários.
 
Sônia Maltez em 26/09/2012 02:21:34
Nossa muito bom saber que existe esse lugar em CG, concerteza eu e os meus amigos iremos conhecer... é um ótimo programa pro domingo, música boa é tudo!
 
Fabiana Paz em 26/09/2012 01:01:31
O lugar, é ótimo, a musica é boa, os preços bons, mas não é um lugar que comporta esse tipo de divulgação, porque não há estrutura para um grande fluxo de gente lá. Há alguns domingos atras fui lá, estava lotado, nao tinha lugar pra sentar, a porção levou quase 1 hora pra vir, é complicado. Se faz uma divulgação em midia de grande circulação, é preciso ter estrutura pra receber os novos clientes.
 
Francisco Eugenio em 25/09/2012 12:54:00
depois dessas fotos do espaço lotado um fiscal da prefeitura vai passar e pedir o alvará .o ministério do trabalho vai querer todo mundo registrado . o estado vai cobrar icms e obrigar a abrir uma inscrição estadual . vai precisar laudo dos bombeiros e ainda o ECAD vai cobrar taxa pela música........
 
nereu alamini em 25/09/2012 09:12:35
Adorei a idéia! não sabia que existia essa Confraria! Irei conhecer com certeza.
 
Fabiana Rocha em 25/09/2012 08:08:33
Que bom que fizeram a reportagem!!! A Confraria merece!!! ;)
 
Etna Gutierres em 25/09/2012 06:06:43
O Chorinho, a Tapiocaria e o Madá são os únicos lugares dignos para se frequentar em Campo Grande! Mas o Chorinho já foi mais agradável do que ainda é... Ultimamente o público não tem respeitado tanto os músicos! Falam alto demais... Creio que é pq tenha "virado" um lugar comentado, e como o povo dessa terra adora moda, acaba proliferando no lugar! Mas é bom, ainda...
 
Jessica Machado em 25/09/2012 05:27:09
Nada melhor do que um ambiente familiar, para curtir uma boa musica. Valeu "Bene, Kênia, Adriano e Jack", vocês são Dez.... precisamos desse tipo de cultura e cada vez mais explorar o espaço para divulgar coisas boas em nossa capital morena. Parabéns a todos pelo trabalho, abraços, faz um bom tempo que não vou por ai, mas com certeza vocês moram no meu coração...
 
Sidelvan F Macedo em 25/09/2012 05:26:43
Sou frequentadora e Confrade desde o início, fiquei fora do MS durante 04 anos e retornei no ano passado, voltei a frequentar a Confraria, felizmente tudo continua igual: ambiente inspirador, nostálgico,pessoas queridas, repertório maravilhoso, Adriano e Jacque sempre acolhedores, esse lugar é e sempre será um grande diferencial aqui em CG,parabéns aos amigos, vocês são geniais.
 
Raquel Anderson em 25/09/2012 05:14:44
Muito interessante, é ótimo descobrir lugares alternativos a mesmice de sempre!!!
 
Ulisses Saraiva em 25/09/2012 04:39:13
Maravilhoso espaço de amigos, excelente música, gostosa comida e bebida feita pela 'Dona' Kênia e 'Seu' Bene...uma grande opção de domingo, vale à pena conferir.
 
Marcos Alessandro em 25/09/2012 03:30:47
Que bacana!!! Parabéns aos precursores da idéia de preservar o choro e aos músicos, inclusive aos meus amigos Átila Teixeira e Orlando Brito.
 
wilmar cristovão em 25/09/2012 02:25:51
Boa reportagem, eu vou todos os domingo na confraria, um ótimo lugar, super agradavel, como eu não sei dançar eu fico tomando cerveja e jogando papo fora com os meus amigos, ótimo lugar em reunir com a familia e com os amigos...
 
jaime cafure em 25/09/2012 01:45:18
imagem transparente

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