A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Domingo, 04 de Dezembro de 2016

09/12/2013 06:43

Da Síndrome do Pânico à Maratona de Berlim, empresária superou a doença correndo

Angela Werdemberg, especial para o Lado B
Olga na Maratona Internacional do Rio de Janeiro, em 2012.Olga na Maratona Internacional do Rio de Janeiro, em 2012.

“Corre, Olga, corre”. A frase adaptada do filme Forrest Gump foi o incentivo para que Olga, assim como Forrest, corresse com o objetivo de se "salvar". Quem já assistiu, certamente se lembra da cena em que uma das personagens pede para Forrest, ainda criança, correr com a intenção de fugir dos colegas de escola que estavam jogando pedras e se aproveitando do fato dele usar aparelho nas pernas e não conseguir se defender das malvadezas.

Veja Mais
Clínica realiza palestras para sanar dúvidas sobre infertilidade conjugal
Peregrinos não precisam ir tão longe, nosso "Caminho de Santiago" fica a 60km

A empresária Olga Maria Pasqualotto, 50 anos, também ouviu esta frase de um psiquiatra há 10 anos. O médico foi o maior incentivador para que ela começasse a fazer atividade física. “Ele me disse que só remédio não resolveria o meu problema. Daí, comecei a correr e não parei mais”. A atleta não sabe dizer ao certo quantas provas já participou e nem a quantidade de vezes que já esteve ao pódio. “São muitas. Fiz as principais corridas do Brasil, já corri também na Argentina, Chile, Puntacana, Londres, Califórnia e Berlim”.

 

A atleta na Maratona de Berlim.A atleta na Maratona de Berlim.

Olga é figura garantida nas corridas de Campo Grande. Diferente da maioria das mulheres, a atleta corre quase sempre com o cabelo solto. Passa pelos corredores com uma velocidade invejável, com a cabeleira loira e cacheada dançando de um lado para o outro. “Meu maior orgulho é ter ficado em terceiro lugar na minha categoria na Volta das Nações de 2012. É um percurso muito difícil. Foi também nesse período que decidi encarar outro grande desafio: a maratona”.

Sim, uma maratona. São quarenta e dois quilômetros correndo. Um passeio básico de ida e volta a Terenos. Detalhe: ir e voltar correndo 1 quilômetro a cada cinco minutos. Sem direito a paradas. Beber e comer correndo. Certamente, este desafio é capaz de causar Síndrome do Pânico em muitos sedentários por aí. Não é muito fácil de entender como uma empresária, mãe de duas filhas, cheia de compromissos e viagens fez da corrida seu melhor remédio. “Fiquei bem mais calma depois que comecei meu tratamento utilizando um par de tênis”.

A partir da decisão de participar da Maratona de Berlim, Olga passou a tomar uma dose de 150 quilômetros ao mês do seu remédio preferido, a corrida. Foram meses de treinamento. Sobe e desce ladeira. Treino em areia, rua sem asfalto, parques e corrida na grama. Amigos fizeram revezamento para acompanhá-la durante as "corridinhas" de 30 quilômetros nos finais de semana.

“Fiz um movimento entre os colegas para não correr por muito tempo sozinha. Temos um grupo que chamamos de 'Pocotó'. É formado por pessoas que gostam de correr longas distâncias. Dia desses estávamos conversando e descobrimos que todos tinham uma mania ou síndrome. A mais engraçada foi a fobia de escuro de um companheiro de longões. Todo corredor de longa distância é um pouco maluco”, avalia.

A prova de que a Síndrome do Pânico foi superada? São muitas. A calma para planejar e se preparar, durante um ano, para fazer os 42 quilômetros em Berlim. Correr num país desconhecido e longe da família. Encarar o frio e as incertezas. Medo? “Tive. Tive muito medo de cãibra”. Mas Olga tirou de letra. Pegou água em todos os pontos de hidratação, comeu frutas que a organização da prova distribuiu no percurso, utilizou carboidratos em gel, analgésicos e encarou mais este receio. “Por precaução, levei ainda uma bolachona no bolso do short. Fome nem pensar”.

Olga utilizou mais uma tática. Escreveu no braço a meta de tempo para os quilômetros que iriam ser rodados. Alguém já viu algum corredor com borrões no braço ou tentando evitar o suor para não desmanchar a cola? Sem cobrança, a atleta estipulou o tempo de 4 horas e 10 minutos para concluir o percurso. “Cruzei a linha de chegada, no Portão de Luxemburgo, com 3 horas e 56 minutos e cheia de planos. Nada de parar de correr. Este é o meu combustível”, ensina Olga.




Quem conheceu sua mãe, não se surpreende com a filha. Parabéns !Q!!
Maria Augusta Rahe
 
maria augusta rahe em 09/12/2013 18:56:47
Um exemplo de dinamismo, perseverança e bom humor... Parabens!!
 
Lara Cardoso em 09/12/2013 14:20:36
Nossa OLGA, que orgulho de conhecê-la há tempos e mais, saber que acompanho-a como corredora e a admiro por tudo que isso representa na sua, nas nossas vidas, afinal também sou um viciado em corrida rsrs. Sempre falo pros meus pacientes que esporte é remédio para depressão e ansiedade, mas a maioria não consegue por em prática a atividade física. Mas quem consegue como você, a melhora é brutal, é nosso melhor ansiolítico. Você está de parabéns, como já postei no Face quando vi sua reportagem sobre a maratona de Berlim, digo a todos "Eu corro com essa mulher"!!! Muito bom!!! Parabéns!!!
 
Fabiano Horimoto em 09/12/2013 12:24:12
Congratulations, beloved friend!!!!! A força e entusiasmo em pessoa !! Um guia aberto p. nós mulheres ; de como perseverar e nunca desanimar diante de qualquer dificuldade!! Segue p. sempre minha "admiração" por vc Querida!!! Sucesso sempre !! bjs bjs
 
Sônia Magalhães em 09/12/2013 11:04:48
Eu não me canso de dizer: você sempre vai ser uma das minhas maiores inspirações e incentivos pra continuar correndo! Parabéns!
 
Camila Maricato em 09/12/2013 10:48:52
Meus Parebéns Olga!
Tenho a síndrome do pânico e sei, que só com remédios, não se resolve. Ficamos enfurnados em nossas casas, com medo de sair, passar mal e passar vergonha. No entanto não podemos perder essa guerra de pensamentos negativos! Essa semana comecei a fazer academia,incrivelmente, foi um dia só para perceber a diferença, estou mais ativo e alegre, realmente a força de vontade para melhorar, conta muito, no meu caso, estou colocando o mesmo tênis e corrida como remédio. Isso serve de exemplo para os que sofrem do mesmo, vamos a luta, pois quem tem fé a vida nunca tem fim!
 
Matheus Salles Ricardo em 09/12/2013 10:44:07
É uma disposição que entusiasma...!
Admiro e tenho orgulho de ser amiga dessa pessoa mais que especial, é bonito de ser ver isso é viver! rsrsrsrs
 
Cyntia Magalhães em 09/12/2013 10:09:27
RUN FOREST RUN!
 
Venâncio Silvênio em 09/12/2013 09:23:47
Depois que a Globo quis impingir a Campo Grande como a cidade mais "gorda" do país, as estatísticas mostram que a prática da corrida vem crescendo por aqui. Saúde e consciência, incluindo-se a alimentação saudável e equilibrada...mas vamos deixar um dia para o churrasco e cerveja que ninguém é de ferro também....
 
DR FABIO VERSOLATO em 09/12/2013 07:55:42
imagem transparente

Compartilhe

Classificados


Copyright © 2016 - Campo Grande News - Todos os direitos reservados.