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Campo Grande, Sexta-feira, 09 de Dezembro de 2016

28/03/2016 06:34

Graças a meditação diária durante 1 mês, professora diz que virou borboleta

Paula Maciulevicius
A demissão, o divórcio e dívidas chegaram a um ponto que no dia 24 de fevereiro ela resolveu meditar. (Foto: Thailla Torres)A demissão, o divórcio e dívidas chegaram a um ponto que no dia 24 de fevereiro ela resolveu meditar. (Foto: Thailla Torres)

Um desafio pessoal estabelecido depois de um turbilhão de coisas ruins. Quando tudo apareceu de uma só vez na vida de Patrycia Andrade, a professora e atriz resolveu olhar para dentro de si. A demissão, o divórcio e dívidas chegaram a um ponto que no dia 24 de fevereiro ela resolveu meditar. Meia hora por dia, por um mês.

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"Eu estava numa frequência muito baixa no sentido de não conseguir pensar mais, estava olhando muito para fora. Ou era hora de eu cair de vez, ou o universo estava querendo me mostrar alguma coisa", conta Patrycia, de 39 anos.

Buscando na internet e em livros que pudessem acalmá-la, num momento em que o ombro dos amigos já não bastava, ela topou com um desafio muito maior: 100 dias de meditação, o dobro do tempo

Assunto foi pesquisado em livros e vídeos pela internet. (Foto: Thailla Torres)Assunto foi pesquisado em livros e vídeos pela internet. (Foto: Thailla Torres)

"Será que é verdade? Vou fazer 30, 30. E comecei. Coloquei o alarme para despertar. Nos primeiros dias, não conseguia fazer nem 15 minutos", lembra. Coincidentemente, um monge veio a Campo Grande para ministrar um curso que ela fez questão de acompanhar. Ensinava como meditar no amor.

"Não conseguia sentir amor pelas pessoas e por nada. Quando ele começou a explicar o que é a meditação, que não é para ficar parada e quieta, é ter um foco. Primeiro a respiração, depois como a nossa vida é tão corrida, a gente olha muito para fora e é preciso olhar para dentro", descreve Patrycia.

Ao invés de se vitimizar trabalhando o "por que comigo?" a professora resolveu observar o que o universo queria mostrar a ela com isso. "Toda vez que eu fechava os olhos, concentrava minha respiração e quando tivesse bem calma, focava nas pessoas que eu queria emanar e sentir amor", lembra.

A paz interior foi tamanha que ela, no 20º dia, chegou a se emocionar durante o ato. "Chorava num estado de amor e gratidão por tudo o que me tinha acontecido, mesmo as coisas ruins estavam me mostrando que eu precisava me conhecer".

Ao invés de se vitimizar trabalhando o por que comigo? a professora resolveu observar o que o universo queria mostrar a ela com isso. (Foto: Thailla Torres)Ao invés de se vitimizar trabalhando o "por que comigo?" a professora resolveu observar o que o universo queria mostrar a ela com isso. (Foto: Thailla Torres)

Dias depois de iniciar a meditação, Patrycia já começou a colher os frutos materiais da autodescoberta. Uma escola ligou para contratá-la. "E também, de repente, do nada, as pessoas apareciam com algo que eu precisava ouvir e tudo isso estava presente, eu que não enxergava os sinais".

Os 30 dias terminaram exatamente na sexta-feira santa. Não foi proposital, Patrycia não é religiosa e explica que a meditação nada tem a ver com religião. Se trata apenas de autoconhecimento e a partir dele, a vida passou a ser vista com olhos de amor e compaixão. Sentimentos distantes da raiva protagonizada anteriormente.

"Agora eu chego na escola, meus alunos me abraçam, me beijam. Tudo começou a ser o contrário. Vejo reação de amor por todos os cantos, amigos, vizinhos. E não é um milagre, é como eu estou dentro de mim. Agora eu sei se quero sentir raiva ou não, antes, não conseguia dominar isso", descreve.

O processo de 30 dias meditando fez com que ela voltasse a ser ela mesma, uma criança que corre descalça pela grama. A essência que o adulto se deixa perder quando cresce.

"Tudo começava a fazer sentido. Tudo começava a se encaixar como se fossem verdadeiras peças de um grande quebra cabeças do jogo da vida. Que belo presente é conhecer a si mesmo. É como se o universo me chacoalhasse para que eu pudesse despertar do sono profundo da inércia em que eu me encontrava. Algo queria emergir.
E emergiu. Até porque para a borboleta voar, é necessário ficar um período dentro do casulo", resume.

Agora que a meditação virou hábito, Patrycia começa outro desafio, o da gratidão. De notar nas coisas mais simples do dia, o que tem a agradecer.

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Belissima matéria. Todo amor.
 
Lucas em 28/03/2016 14:53:45
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