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Campo Grande, Quarta-feira, 07 de Dezembro de 2016

11/04/2016 06:56

Quase fugi na porta da academia, mas encarei aquele lugar "bonito" e agora vai

Liziane Berrocal
Dia de avaliação para começar a malhar.Dia de avaliação para começar a malhar.

Eu nunca fui uma pessoa inativa. Quando adolescente jogava handebol, ia para a fanfarra (tinha umas ordens unidas daquelas que deixava a gente com as pernas doendo), dançava, saía, era bem ativa. Mas exercícios físicos mesmo? Hahahahaha, nunca! Lembro que até tentei.

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Como quem me acompanha aqui, sabe, eu cheguei a inacreditáveis 170 quilos e era quase que de boas carregar tudo isso de peso. E então eu comecei a emagrecer. E um ano depois, e quase 70 quilos jogados fora, meu sonho ainda é o tal dos dois dígitos em uma balança que oscila entre os 101 quilos e o 100,5 quilos.

E como “velho nós num somos, mas cada dor nas costas que temos”, as dores começaram a aparecer e nada me fazia parar de sentir dor. Encasquetada, fui cobrar a Mariana sobre essas dores. Quando ela explicou que as dores são devido ao enfraquecimento muscular.

Pensando nisso, uma amiga me deu a deixa: “Menina, vai fazer exercícios físicos, vai melhorar bastante”. Eu sou preguiçosa, eu confesso. Eu amoooo minha cama com Netflix + Candy Crush, onde as guloseimas não entram porque não cabe mesmo. E fiquei me perguntando sobre o tal “pensamento de gordo” que tanto falam. Conversando com outras meninas que fizeram bariátrica, percebi que a falta de exercícios físicos é bem recorrente e que talvez por isso, muitas recuperam o peso.

E em relação a saúde, lembrei da Angela, uma grande amiga que sentia muitas dores nas costas e por indicação começou a praticar atividades físicas. Hoje, ela é quase uma profissional da corrida (meu Deus, Forest Gump perde dela) e um dia me disse que isso melhorou muito as dores que ela sentia.

Surgiu então uma oportunidade na Praktika Academia, aonde uma profissional em educação física iria me atender. Quando falei com ela a primeira vez, eu quase tremi. Pode parecer besteiras não é? É, para aqueles que já praticam atividades físicas, mas para mim, gordinha sedentária que nunca correu duas quadras e a única vez que foi para a academia era só pra dar risada, não bobeira, é superação.

Eu fiquei com medo, com vergonha, com tudo. E foi cada “nó” que eu dei na personal, arrumando desculpas para não ir. Quando foi essa semana, eu fui demitida do serviço e fiquei pensando em mim, em minha louca rotina de trabalho de 12, 14 horas diárias e refletindo porque eu não conseguia chegar aos tão sonhados dois dígitos. Poxa vida, eu só queria pesar 98 quilos!

E então eu lembrei que no outro dia, eu tinha realmente marcado e iria! Claro, que quase fugi na porta, que tentei arrumar desculpas para mim mesma, mas quando cheguei na academia e a atmosfera de cara me agradou. Eu esperava sim, alguns olhares. Gente, nem tênis é algo que eu tenho (só um par, e daqueles que uso quase nunca). E então eu a encontrei.

Posso dizer que meu encontro com a Mara Tesser, a personal foi algo meio mágico. Outra vez, vou dizer que parece besteira. Mas não para mim, porque academia sempre foi algo muito, muito distante de mim. Mas ao me apresentarem a academia inteira, e eu ser tratada com muita atenção e carinho, eu comecei a relaxar. Eu estava acompanhada da minha irmã Lais, que o tempo todo me incentivava. “Vai Gordinha!”, ela brincava.

Fui então para a temida avaliação! “Ai meu Deus, será que eu vou ter que correr numa esteira? E se eu desistir? E se eu achar tosco?”

E foi aí que eu vi o quanto uma avaliação é importante para quem quer começar a fazer exercícios físicos. Mara é daquelas pessoas que apesar de pequenas são gigantes. De um profissionalismo de dar inveja, foi me explicando tudo. Perguntou a minha história, conversamos sobre alimentação e elogiou minha vontade de novamente provocar uma mudança. Foram mil perguntas e muitas risadas, diante de alguém que emagreceu “uma Mara e meia”, como brincamos.

Os testes continuaram e quando tirei a camiseta para a avaliação, queria um buraco para entrar dentro e não olhar naquele grande espelho que estava diante de mim. Claro que caiu muita coisa num corpo que era imenso. Mas ela me disse com carinho: “O que incomodar, você mesmo pode mudar, e o exercício, mais do que para emagrecer, é para melhorar sua saúde não só corporal, como mental”.

Ah, eu queria dar um abraço naquela loirinha, ali mesmo! Nem sei se deixei transparecer minha alegria, porque eu parecia uma bocó, mas por dentro, eu me sentia o máximo em estar ali. Sério! Eu me sentia alguém capaz!

E conversa vai, conversa vem, eu e Mara traçamos metas. Minha meta pessoal é pesar 86 quilos, eu peso 101. Logo, eu preciso emagrecer 15 quilos para alcançar minha meta. O programa modernoso de avalição mostrou que eu, para ter um peso ideal, preciso ter 77 quilos, mas Mara me afirmou que 80 seria excelente.

E eu saí dali nas nuvens! Porque pela primeira vez, eu fui em uma academia onde a meta não é me deixar com 50 quilos e corpo fitness, mas sim encontrei alguém que entendeu que minha história não se resume a emagrecer por estética, mas sim para provocar uma revolução de vida!

Hoje, quando vocês estiverem lendo essa coluna, eu vou estar no meu primeiro dia de “treino” – aaaaaah, eu sempre sonhei em falar “vou pro treino”, e quem sabe, nas semana que vem, já não estaremos comemorando mais uma vitória juntos aqui! #VaiGordinha




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