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Campo Grande, Quarta-feira, 07 de Dezembro de 2016

15/03/2016 06:45

Recanto tem trilhas, passeio a cavalo e até árvores para crianças plantarem

Adriano Fernandes
O projeto Flores do Cerrado tem atividades lúdicas em contato com a natureza, para ajudar na evolução também no tratamento da Síndrome de Down. (Foto: Divulgação)O projeto Flores do Cerrado tem atividades lúdicas em contato com a natureza, para ajudar na evolução também no tratamento da Síndrome de Down. (Foto: Divulgação)

Criar um recanto no campo, com espaço para trilhas, plantio de árvores e até passeio a cavalo e voltado, principalmente, para crianças e jovens com necessidades especiais. O espaço na saída para Três Lagoas surgiu pela iniciativa de uma mãe, que encontrou no contato com a natureza os melhores estímulos para o tratamento da Síndrome de Down da filha. 

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Dentre as atividades, as crianças também passeiam a cavalo, mas sempre acompanhadas por um adulto. (Foto: Divulgação)Dentre as atividades, as crianças também passeiam a cavalo, mas sempre acompanhadas por um adulto. (Foto: Divulgação)

A empreendedora social e ambientalista Adriana Barbosa Cabral, de 42 anos, conta que o “Café com Flores”, encontro mensal realizado em sua chácara, surgiu depois do nascimento da pequena Maria Eduarda, de 10 anos.

“Logo após o diagnóstico e o nascimento dela, me mudei para o campo porque eu já acreditava que esse contato ia ajudar no desenvolvimento motor da Maria Eduarda”, conta. Adriana explica que conforme o tratamento de Duda foi progredindo, a evolução passou a chamar a atenção dos próprios médicos da filha.

“Eu comecei a chamar os médicos responsáveis pelo tratamento dela, para virem atendê-la aqui, na chácara. Com o passar do tempo, eles não só notaram a melhora no quadro dela, como também perceberam que o espaço poderia auxiliar também no tratamento de outras crianças com a síndrome”, comenta.

Mas a falta de apoio e até de experiência em criar um “mini-centro rural” de tratamento fez com que o projeto fosse adiado por 7 anos. Até que em 2013, por incentivo da família, a empresária fundou o Instituto Cabral.“A entidade é responsável pelo projeto que é composto por educadores, profissionais da área da saúde, pais e familiares de crianças, que em sua grande maioria, tem Síndrome de Down”, ela conta.

Em agosto do ano passado, a chácara da família oficialmente virou sede do projeto Flores do Cerrado, com atividades de lazer voltadas para crianças e até o adolescente. No RH Especial, por exemplo, os jovens entre 18 até 30 anos recebem capacitação para trabalhar em serviços de buffets e em recepção de eventos. Atualmente, são dois portadores da Síndrome de Down e quatro jovens com deficiência intelectual no projeto, que auxiliam em cada evento realizado na chácara.

No “Café com Flores”, encontro que acontece sempre no segundo final de semana de cada mês, os jovens do RH Especial tem laboratório prático de atendimento e recepção, ao lado dos pais.

“Paralelo as atividades do instituto, eles também tem acompanhamento semanal com psicopedagogos em clínicas de em Campo Grande”, ela conta.

Crianças durante o plantio das árvores do cerrado, na programação do Café com Flores. (Foto: Divulgação)Crianças durante o plantio das árvores do cerrado, na programação do Café com Flores. (Foto: Divulgação)

Já as crianças, de até no máximo 12 anos, se embrenham na pequena mata. “É um encontro voltado para confraternização dos familiares e profissionais do projeto, ao mesmo tempo em que acontecem as ´ecoatividades` das crianças em contato com a água, a terra, os animais e plantas”, comenta.

E o “Café com Flores” tem programação variada. Durante a “Trilha Superação”, por exemplo, as crianças saem em um passeio a pé e a cavalo, alimentando animais e conhecendo a textura de árvores e plantas durante a trilha. Em parte do percurso, eles até simulam uma pequena atividade militar, rastejando na areia.

Acompanhado dos profissionais, elas também plantam ávores do Cerrado, plantam verduras nas hortinhas e até caminham dentro d'água. “Enquanto eles caminham dentro da bica d'água, são estimulados a dizer o que estão sentindo, procuramos saber quais as cores que eles estão vendo”, cita. 

Na equipe do encontro, estão uma fisioterapeuta, uma terapeuta ocupacional , fonoaudióloga, psicóloga , um psicopedagogo, educador físico e uma enfermeira.

A ambientalista explica que para maiores informações, os pais de crianças especiais podem fazer contato pelo email institutocabral.ms@gmail.com ou pelo telefone 9605-1983.

Segundo Adriana, o valor para o adulto participar da recepção do “Café com Flores” é de R$ 25,00 por pessoa e crianças de até 10 anos não pagam.

O encontros tem turmas de no máximo 5 crianças e o valor da mensalidade fixa é calculado de acordo com a condição financeira de cada família. A avaliação é feita por uma assistente social. 

O projeto Flores do Cerrado fica na saída para Três Lagoas no Espaço Eco Condomínio Rural, quase em frente ao condomínio Terras do Golfe.

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