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Campo Grande, Sábado, 10 de Dezembro de 2016

02/08/2016 13:00

Em 1993 a Pioneer entrava no mercado de videogames com o LaserActive

Edson Godoy
Em 1993 a Pioneer entrava no mercado de videogames com o LaserActive

Hoje abriremos um parêntese em nosso especial “História dos Videogames” e voltaremos no tempo para contar como a Pioneer, empresa muito conhecida pela produção de equipamentos eletrônicos, se aventurou no mundo dos games no começo da década de 90 com o LaserActive, console capaz de rodar jogos no formato Laserdisc.

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Mas afinal, o que é o Laserdisc? Esse formato (conhecido também pela sigla LD) foi criado em parceria pela Pioneer, Philips e MCA no final dos anos 70 (quando era conhecido como Disco Vision). Em síntese é como se fosse um CD com o tamanho de um LP, que conseguiam arquivar de 30 a 60 minutos de vídeo em cada lado da mídia. Inicialmente foi mais utilizado em Arcades como Dragon’s Lair. Com o tempo, seu uso doméstico foi iniciado, com a venda de aparelhos para rodar os Laserdiscs em casa, bem como discos com filmes e shows. Mas tanto os aparelhos quanto os discos eram bastante caros, tornando-se um produto para poucos. No Brasil essa onda não pegou. Aqui os VHS’s reinavam e pouquíssimas pessoas entraram no mundo dos Laserdiscs.

Em 1993 a Pioneer lança no mercado norte-americano e japonês o console Laser Active. É um aparelho modular, que em seu formato original funciona apenas como um player de LD. Com a adição de módulos conhecidos como PAC’s, o aparelho tornava-se um poderoso console. Foram lançados 6 PAC’s para ele:

- SEGA PAC –com ele, o Laser Active passa a ser compatível com toda a biblioteca de jogos de Mega Drive (cartuchos) e Sega CD (CD’s). Além disso, o console se torna compatível com o padrão Mega LD, um Laserdisc que utiliza a tecnologia LD em conjunto com o hardware da SEGA;

- NEC PAC – com ele, o Laser Active passa a ser compatível com toda a biblioteca de jogos de Turbografx-16 / PC Engine (Hucards), e também suas versões CD. Com a utilização deste PAC, o console passa a rodar também o padrão LD Rom², que é um Laserdisc que utiliza a tecnologia LD em conjunto com o hardware da NEC;

- Existiram outros dois PAC’s: um de Karaokê e outro que possibilitava ligar o console a um PC ou a um Macintosh;

Os gráficos dos jogos eram superiores a tudo que se tinha visto até então nos videogames, abusando da tecnologia Full-Motion Vídeo, que fazia bastante sucesso em consoles baseados em CD como o Sega CD e o Turbografx / PC Engine CD. Apesar de utilizar a tecnologia LD, os jogos acabavam sendo um pouco limitados pela paleta de cores dos consoles/PAC’s. Outra limitação era a saída de vídeo do console, a tradicional AV – áudio e vídeo. Fazia falta uma saída S-Vídeo para dar ainda mais qualidade à imagem.

Outra funcionalidade legal do aparelho eram os óculos 3D, hoje um dos itens mais raros do console. Ele funcionava de forma semelhante aos óculos do Master System, que inclusive era compatível com o Laser Active. Uma curiosidade interessante: a NEC lançou no Japão um clone dele, denominado NEC PCE-LDE1. Tinha o mesmo preço da versão da Pioneer e era compatível com todos os PAC’s lançados para a versão original, além de ter seu próprio PAC da NEC, aquele compatível com o Turbografx-16 e PC Engine. Outra curiosidade é que foi lançado um PAC da SEGA feito pela Aiwa, que aparentemente funciona da mesma forma que o produzido pela Pioneer.

Mas se ele apresentava gráficos melhores e ainda possibilitava ao dono assistir filmes e shows em LD, que era uma das tecnologias mais avançadas disponível no mercado à época, porque o console não deu certo? Sem dúvida a principal razão foi o preço: o console custava mais de 900 dólares em seu lançamento e cada PAC chegava a custar 600 dólares. Saía bem mais barato comprar um player de LD top de linha, um Mega Drive, um Sega CD e um Turbo Duo, do que comprar um Laser Active. Claro que dessa forma você não teria como jogar os games em LD. Mas logo se viu que o que parecia ser revolucionário de cara, não revolucionava tanto assim.

Em outubro de 1993 (mesmo mês em que o Laser Active chegou nos Estados Unidos) chegava ao mercado o 3DO, console que começou a popularizar a quarta geração dos videogames. O console também tinha preço elevado (699 dólares), mas já entregava de pronto tudo o que era necessário para jogar. Além do preço, os seus jogos demonstravam maior qualidade, e principalmente maior interação do que os games do Laser Active.

Outro problema foi a quantidade de jogos lançados. Foram pouco mais de 30 jogos lançados, somando os lançamentos japoneses e americanos, de 1993 a 1996, ano em que o console foi descontinuado. Estima-se que foram vendidas apenas 10 mil unidades em todo o mundo, tornando o Laser Active um console de bastante apelo aos colecionadores.

Encerramos aqui esse capítulo do nosso especial. A partir da semana que vem, todos os jogos do Laser Active começarão a ser cadastrados no site Vídeo Game Data Base, que é o museu virtual brasileiro dos Videogames. Abaixo mostramos alguns vídeos dos jogos desse exótico console.A coluna de games do Lado B tem o apoio da loja Press Start, localizada no Shopping Bosque dos Ipês.





 




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