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Campo Grande, Sábado, 10 de Dezembro de 2016

05/07/2016 12:00

Em 2001, Nintendo mantinha a hegemonia nos portáteis com o Game Boy Advance

Edson Godoy
Em 2001, Nintendo mantinha a hegemonia nos portáteis com o Game Boy Advance

No capítulo anterior do especial História dos Videogames, falamos sobre o Xbox, console de sexta geração lançado em 2001que marcou a entrada da Microsoft no mundo dos videogames. Enquanto a guerra entre os consoles de mesa esquentava com a briga entre Sony, Nintendo e a recém-chegada Microsoft, nos portáteis a Big N continuava com a sua hegemonia.

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Depois de anos no topo com o Game Boy, a empresa continuou mandando no mercado dos pequenos consoles com o Game Boy Color, desbancando os ótimos Neo Geo Pocket Color e Wonder Swan Color. Mas apesar dessa liderança, o Game Boy Color era um console inferior tecnicamente em relação a seus concorrentes. Isso acendia o sinal vermelho na empresa japonesa, até porque o WonderSwan Color já havia assegurado 10% do mercado japonês.

A empresa então lança em março de 2001 no Japão o Game Boy Advance. O console mudava significativamente o “estilo Game Boy”, com um formato horizontal e um processador de 32 bit. O console também era colorido, mas ainda sem tela com luz própria – o que fazia com que as duas pilhas “AA” durassem aproximadamente quinze horas.

Além disso ele trazia o clássico Z-80 como coprocessador, que possibilitava a retrocompatibilidade do GBA com toda a biblioteca de jogos do Game Boy e Game Boy Color. A Nintendo sabia que a retrocompatibilidade era um dos principais trunfos de seus portáteis. O console era capaz de produzir gráficos 3D, porém era no 2D que ele brilhava, inclusive com várias releituras de clássicos do Super Nintendo como Contra III, Super Mario Kart, os jogos da franquia Super Mario e vários outros.

O console também trazia algumas inovações no campo da conectividade: além do cabo link para jogar multiplayer, também era possível jogar com os amigos utilizando um adaptador wireless. Também era possível conectar o console ao Gamecube, o que possibilitava utilizar o GBA como controle no Gamecube e aproveitar as informações extras que eram mostradas na tela do portátil, além de desbloquear conteúdos extras.

Outro acessório interessante era o e-Reader, um leitor de cartão que possibilitava jogar clássicos do Nintendinho como Mario Bros. e Excite Bike, além de desbloquear extras em determinados jogos, tudo com o uso de cartões que eram vendidos separadamente.

Em 2003 veio a primeira repaginada no sistema, com o Game Boy Advance SP. O console ganhava um formato semelhante ao de um pequeno notebook quadrado, extremamente compacto, que aumentava ainda mais a portabilidade do console. Além disso a tela trazia luz própria (que podia ser desligada) e pela primeira vez um console da linha Game Boy trazia bateria de lithium – que duravam de 7 a 10 horas – ao invés do uso de pilhas. Tempos depois outra versão do GBA SP foi lançada, trazendo luz própria de maior intensidade.

O Advance manteve a força da Nintendo no mercado de portáteis, aniquilando todas as tentativas de desbancar a Big N: WonderSwan Color, Neo Geo Pocket Color, N-Gage e mais alguns outros consoles foram aos poucos sucumbindo ao novo console.

Em 2004 chegava ao mercado o Nintendo DS. No início a Nintendo afirmou que o console não “mataria” a linha Game Boy, mas sim uma nova linha de produto que conviveria harmonicamente com o irmão de marca. Tanto que ainda foi lançado em 2005 o Game Boy Micro, versão super compacta do GBA, que não tinha retrocompatibilidade com os jogos de Game Boy e Game Boy Color.

Porém aos poucos a ideia da Nintendo de manter duas linhas de portáteis foi caindo por terra e o Nintendo DS foi tomando o protagonismo. O GBA então começou a ser descontinuado, de 2006 (Japão) a 2008 (Estados Unidos), com um total de vendas anunciados pela Nintendo de mais de 81 milhões de unidades, o que o coloca entre os 10 consoles mais vendidos da história.

Confira abaixo alguns vídeos de jogos do console rodando no Game Boy Player, acessório do Gamecube. No próximo capítulo, falaremos de outro portátil, o Nokia N-Gage, a primeira tentativa de unir telefone celular e videogame em um só aparelho.

A coluna de games do Lado B tem o apoio da loja Press Start, localizada no Shopping Bosque dos Ipês, aqui em nossa capital.Não deixe também de visitar meu site, o Vídeo Game Data Base.

 




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